Impressões de uma jovem leta sobre o Brasil | Por Liene Muceniece de Riga – Letônia

Um depoimento feito por uma jovem universitária sobre a vida no Brasil. Leia até o fim.

Quando uma parte do coração de uma letã fica no Brasil.

Sim, o inacreditável aconteceu – eu, uma “menina normal” cheguei em Curitiba para, em duas semanas, desfrutar o máximo possível de uma das grandes cidades do Brasil. Maravilhas e bênçãos me acompanharam naquelas duas semanas e só posso estar agradecida por tudo ter sido tão maravilhoso como foi.
A minha família brasileira… Sim, eu tenho uma família em Curitiba e ela será para sempre. Estas maravilhosas pessoas já começaram a fazer falta naquele momento que eu embarquei no avião para vir embora quando lágrimas tristes de despedida não paravam de rolar. Até agora as vezes fico triste sabendo que eles estão longe, longe, tão distantes. Mas estou muito, muito agradecida e eu os amo muito.
Bem, a minha chegada foi tarde da noite, senão eu teria me desapontado que o sol não mata ninguém e que as pessoas não estavam vestidas com roupas brilhantes e coloridas como eu tinha imaginado. Mas ao amanhecer fui a primeira a levantar… os pássaros cantavam tão alto! Sai na varanda para ver se por acaso não estivesse havendo alguma briga entre eles, mas nas manhãs seguintes acostumei com o linguajar dos pássaros e a sensação de verão.
As minhas papilas gustativas recordam destas duas semanas com grande alegria. A mesa sempre estava repleta de comida. Do meu ponto de vista, perspectiva leta, ficava preocupada e até triste pela quantidade de comida que sobrava na mesa. Somente nos últimos dias da última semana eu terminava de jantar não ligando para a consciência que me acusava de não esvaziar totalmente o prato. Tem uma questão que me incomoda – onde fica a grande quantidade de comida que sobra nos restaurantes? Qual a fruta do Brasil? São muitas variedades de frutas e muitas variedades de pratos. Muitos mesmo, e de verdade muitos! A preocupação que tinha com o meu peso aconteceu inteiramente ao contrário. Eu acredito ser devido ao sol forte. O que sempre me faltava era a “limonada suíça” da qual aprendi a receita e eu mesmo preparava. E como diz um meu bom amigo, isto é água com açúcar… e felicidade. Para ele pode ser, mas nas minhas lembranças surgem os dias de sol, o Brasil, as praias e a felicidade.
Depois dos três primeiros dias senti falta de andar a pé. As pessoas em Curitiba movem-se motorizadas, mas para mim aqui onde moro em Riga é muito mais fácil e rápido tomar os atalhos onde se caminha a pé. Estes caminhos alternativos parecem não existir ai! Pode ser que a gente deva entender a razão: fora de casa é muito calor, e para uma letã, insuportável. O tempo todo você está no sol.
Quando tinha que atravessar uma rua eu corria com a esperança de não ser atropelada. Em Curitiba como entendi em todo Brasil existe uma lei que quando o sinal abre para o pedestre, vá! Voltando a Letônia vi que aqui haveria grande dificuldade de visualizar os semáforos que estão pendurados em locais possíveis e impossíveis de serem visualizados.
Também não cheguei a compreender quais as pessoas devo beijar a face e quais não. Parece que gostam e ainda outras depois disso vem um abraço apertado. A minha lógica era cumprimentar as pessoas conforme o costume local, mas o que fazer com a vendedora na loja. Beijar? E um paciente no hospital, beijar ou não? Mas parece que o verdadeiro sentimento destes cumprimentos possam ser sentidos só pelos próprios brasileiros e era bom que eles percebiam que eu era estrangeira. Mas assim mesmo havia ocasiões que eu ficava numa sensação confusa, não sabendo se devia beijar ou não. Então nestas duas semanas aprendi beijar pessoas estranhas e não tão estranhas.
Mas ir um baile ao estilo brasileiro eu não esperava. E foi uma imensa alegria que pude ir a dois bailes. Meus olhos brilhavam admirando as centelhas e luzes variadas. Como eram os vestidos de baile. E parece que ninguém se envergonhava por ter vestes amplas e outras pelo contrário muito simples e pequenas. Outra coisa que não interessa é a sua altura. As pessoas se encontram no baile para se alegrar, sorrir e dançar. Se o jovem diz “eu não sei dançar, mas vou tentar” significa que ele não mexe os quadris como Enrique Iglesias, mas conhece o ritmo muito bem e conduz a sua garota com perfeição. Quase o tempo todo a música toca com ritmos brasileiros e as pessoas instintivamente começam a dançar. Não sei qual o compasso da dança, mas dois passos à direita e dois passos à esquerda. Aqui na Latvija aprendemos modos e passos especiais para encaixar com o ritmo, etc, mas no baile no Brasil o rapaz convida a menina para dançar e tudo acontece maravilhosamente.
Parece que foi no primeiro dia que cada palmeira sorria e cada casa latino-americana sorria. Aquilo parecia irreal, e de vez em quando eu tinha que me convencer que eu estava no Brasil – sim, eu estava no Brasil! Houve momentos que tinha medo que fosse um sonho e eu acordasse.
Dois meses já se passaram desde que deixei o Brasil. É inacreditável, mas as lembranças estão tão profundamente gravadas que cada vez que o sol brilha forte aqui na Letônia eu fecho os olhos e imagino que estou de volta no Brasil brilhante. Como deixei parte do meu coração no Brasil, a minha alegria que todo tempo me aquece é o sol do Brasil e o sorriso das pessoas.
Fevereiro de 2015.

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COMPLEMENTO:
Como Liene veio parar no Brasil?
por Carlos Ademar Purim
Ao final de 2013, Andreis nosso filho mais novo passou no exame de seleção do curso técnico da UTFPR, um exame muito concorrido com cerca de 20 candidatos por vaga. Quando no início de 2014 ele foi fazer a matrícula todo entusiasmado para começar o ano letivo, pensando que as aulas começariam em Fevereiro ou, no máximo, em Março, ficou sabendo que, em decorrência de uma greve no ano anterior, as aulas só começariam no dia 9 de Abril.
Para não ficar todo este período em casa (jogando no computador), e como prêmio pela dedicação na vitória nos exames, me veio a ideia de enviá-lo para um mini-intercâmbio na Letônia – terra dos meus avós paternos. Nossas duas filhas já tinham feito programas de intercâmbio fora do país – Laila nos EUA e a Mirela na Inglaterra.
O problema era fazer os preparativos num curto espaço de tempo, especialmente arranjar uma família que o recebesse, uma vez que nossa família não tem mais parentes por lá.
O primeiro nome que me veio à mente para pedir ajuda foi o do Pr. Hans Berzins, que trabalha como missionário brasileiro na Letônia. Na ocasião ele estava no Brasil e, obviamente não poderia hospedá-lo. Também não via nas famílias da sua igreja nenhuma com perfil de recebê-lo. Mas lembrou que sua filha Raissa, estudante de Medicina na Universidade de Riga, tinha uma colega, cuja família era habituada a receber intercambistas. Conversando com esta colega, Raissa obteve o sinal positivo que seria possível, sim. Essa amiga chamava-se Liene Muceniece. Seus pais, Andris e Bênita e mais sua irmã Zane, além de receber intercambistas, fazem um trabalho extraordinário de cuidar temporariamente de crianças em risco, até que as autoridades encontrem famílias que os adotem definitivamente.
Feitos os primeiros contatos com a Liene, a única da família que falava inglês, conseguimos marcar a data da viagem e fazer os preparativos necessários.
Aquelas seis semanas que o Andreis ficou na Letônia foram marcantes em sua vida e que daria um relato a parte. Mas o que importa neste texto, é destacar a gentileza desta família em acolhê-lo e proporcionar esta experiência ímpar. Depois do seu retorno, ainda mantemos contatos frequentes através dos meios eletrônicos, e em uma das conversas surgiu a possibilidade de ela vir ao Brasil participar de um mini-estágio no Hospital de Olhos – especialidade que ela tem como objetivo. Minha esposa, Kátia Sheylla, como médica do Hospital de Clínicas e professora do Curso de Medicina da Universidade Positivo viabilizou este estágio pela amizade com uma das sócias daquele hospital. Para Liene foram meses de muita economia para a aquisição das passagens aéreas.
Finalizando este complemento, como família damos graças a Deus pela oportunidade deste intercâmbio. À família de Liene Muceniece nossa gratidão pelo coração hospitaleiro e amoroso.

O Livro “EPOPEIA DE FÉ ” em formato digital – Aproveitem!!!!!

Atentem para o link em seguida: https://www.dropbox.com/s/qgp59jdhx4pvj9b/Livro%20-%20UMA%20EPOP%C3%89IA%20DE%20F%C3%89%20-%20Hist.%20dos%20Batistas%20Letos%20no%20Brasil%20-%20O.%20Ronis.pdf?dl=0 .
Pessoas amáveis e sensíveis sabendo da raridade e por isso a dificuldade de se conseguir um exemplar fizeram o obséquio de transformar o mesmo em um arquivo digital.
Aproveitem.
Abraço.
V.A.Purim

História da Colônia e Igreja Batista de Rio Novo| Por Ans Elbert

História da Colônia Leta de Rio Novo

Por Ans Elbert
1890 – 1913
Traduzido para o Português por
Viganth Arvido Purim
Material gentilmente cedido por:
Brigita Tamuza – Riga – Latvia

(Comentários sobre este trabalho por Brigita Tamuza).
A data da chegada ao Brasil do autor deste trabalho não é conhecido e parece que não foi em 1892. Em outra parte ele é mencionado em agosto de 1896 e se foi nesta época que ele chegou não pode ter acompanhado o início da Colonização. Mas de qualquer modo parece que ele baseia a sua história em um diário. Em 1899 a sua mãe Anna se une pelo batismo a Igreja Batista de Rio Novo. E em 1903 também o Ansis e o irmão mais novo Villis.
No período de Abril de 1905 até os meados de 1909 ele não morava em Rio Novo porque era professor da Escola Anexa da Igreja Batista de Ijui. Sobre este trabalho de professor ele escreve somente em 1 de junho de 1910.
Este trabalho não foi seguido de informações contidas nos Livros de Atas da Igreja. Na opinião do Pastor João Inkis este trabalho não seria aproveitável.
“““ “““ O Pastor Osvaldo Ronis no roda pé de seu Livro “Uma Epopeia de Fé” informa que o original deste material se encontra no Museu do Seminário Batista do Sul do Brasil chamado” Acervo da História dos Batistas no Brasil”, mas em 2013 eu procurei e não encontrei nada.
Mas este que encontrei no arquivo de João Lepste em São Paulo faltam partes porque o original teria 35 páginas e este tem metade das páginas. Parece original porque naquele tempo as pessoas que escreviam faziam cópias adicionais por segurança.).
Riga 2014
Brigita Tamuza

(Comentário do Tradutor: É realmente lamentável que uma instituição de ensino do porte do Seminário Batista do Sul do Brasil tenha expurgado materiais superimportantes para o resgate da História. Junto também foram apetrechos usados na distribuição da Ceia do Senhor e outros artigos usados nas Igrejas. O que a Denominação deve esperar de uma Escola destas? ).

1890
Já antes de 1890 em diversos jornais letos apareciam diversas descrições de um pais chamado Brasil onde principalmente o Estado de Santa Catarina era apresentado como um lugar lindo e desejável.
A terra diziam ser fértil, o ar saudável e nem tão quente e onde todas as culturas de clima quente dar-se-iam bem e o inverno não existe então resumindo podia dizer que com a continua floração que é quase um paraíso.
E tudo isto facilmente acessível, era só atravessar o mar. Para muitas pessoas estas maravilhosas descrições fizeram que ficassem encantadas desejando conhecer esta Terra das Palmeiras. E não só isso, pois no Brasil pode se minerar ouro, diamantes e outras pedras preciosas então muitas pessoas pensavam que em pouco tempo poderiam ficar muito ricas. Os primeiros letos R (está riscado) Libeks, Balodis e Zalits. Junto com eles vieram mais 4 famílias: Arums, Kaulins, Bitaikis e Uldriks (Estes últimos Bitaikis e Ulriks é bem provável que fossem luteranos, pois na história Batista não são mencionados) e como não tinham nenhum lugar reservado parece que ficaram entre os colonos alemães no médio Rio Novo.
No Baixo Rio Novo moravam muitos italianos e no Alto Rio Novo era ainda uma mata geral que a Cia. Colonizadora não tinha medido sem estradas nem picadas.
No início o Governo Brasileiro cuidava de instalar os novos colonos junto de outros da mesma nacionalidade em caso de não haver os Letos foram instalados perto dos colonos alemães. Pois muitos letos falavam o alemão assim diminuindo o isolamento e a saudade da terra natal. Como eles eram fisicamente parecidos e diante destes fatos convergentes a Cia Colonizadora foi sempre muito favorável.

1891
Neste ano no dia 13 de julho chegaram mais 5 famílias que eram: Frischembruder, Ochs, Bazuls, Malves e Aleksander Grünfelds.
Como para os recém-chegados não haviam lotes prontos e medidos então a Cia. determinou que a mata virgem do Alto Rio Novo uma área de mais de 4 léguas fosse preparada em lotes para ser vendida. Para o acesso fizeram a primeira picada pelos morros e grotas a não ser assim as pessoas deveriam seguir a corrente do riacho.
Em Novembro chegaram mais as famílias de Simsosn e Neilands e em Dezembro chegaram mais 25 famílias sendo a maioria de Dünaminde e Riga. E como a administração da Cia. não tinha nenhum local ou casas para abrigar todo este povo então determinou que fossem levados para o Rio Novo mais junto com os primeiros que já tinham vindo e foi construído um abrigo temporário para todo este povo ficasse junto aonde brevemente eles iriam fazer os seus abrigos definitivos. Esta primeira casa de espera foi construída junto as nascentes do Rio Novo onde agora é a colônia do Purim. E como os primeiros que tinham vindo eram batistas e não queriam se tornar selvagens aos domingos se reuniam na casa de J.Ochs qual tinha construído uma casa maior e ficava em posição acessível para todos.
Assim sendo que a história da Colônia Leta de Rio Novo e a mesma da Igreja Batista Leta de Rio Novo mesmo porque a grande maioria dos recém-chegados era batista e os que não eram mais tarde se tornaram e dos filhos destes que não aderiram foram poucos.

1892
As primeiras derrubadas tinham sido feitas e queimadas, os abrigos construídos, pastos plantados e cercados e já alguns animais adquiridos.
Havia bastante tempo para as alegrias e tristezas ficarem para traz, muito suor derramado no pesado trabalho sob quentes raios de sol. O primeiro ano o Governo dava alimentos (Escrito a lápis: Davam por 18 meses? BT) e todas outras ferramentas necessárias para a vida na mata de graça e entregues por outros colonos que faziam a entrega dos materiais. Só que na realidade não era bem assim, pois mais tarde tudo deveria ser pago e havia pessoas que não sabiam que teriam que pagar no futuro e não sabiam economizar fazendo grandes dívidas que muitos tiveram dificuldade em pagar.
Até alguns abandonaram a Colônia para fugir destes pagamentos e foram para outros lugares. Mas este ano ainda de Nowgorod –Rússia vieram mais colonos letos. Do outro lado do morro de onde surgem as nascentes do Rio Novo encontra-se outro pequeno rio, que foi chamado de Rio Carlota região totalmente desabitada e coberta de matas virgens.
E como no Rio Novo não tinha espaço mais prá ninguém então continuaram a colonização desta área das matas do Rio Carlota. De modo geral todos letos eram chamados de Rio Novenses mesmo os que moravam em Rio Carlota e mesmo mais longe em outros lugares.
O pequeno grupo de Letos agora ficou bem maior e aos domingos nos Cultos na casa do Sr. Ochs já não tinha espaço para todos. Também a casa do Sr Ochs era mais em baixo no médio Rio Novo e considerando a precariedade dos caminhos tornava-se inviável a presença das pessoas nas reuniões. Então as pessoas responsáveis pelo bem estar da Comunidade e outras resolveram procurar um local para construir um templo nem que fosse provisório, mas mais no centro entre as duas Colônias. Então o local foi escolhido fazer no terreno do Simson no morro que divide as colônia de Rio Novo e Rio Carlota.
Um grande número de homens e também mulheres juntos construíram este templo em 3 dias. É claro que não era uma joia de templo e sim uma construção provisória. Foram levantados esteios, linhas caibros e a cobertura e paredes de uma espécie de palmeira guaricana. Alguma coisa mais definitiva seria planejada para depois. Assim foi conseguido um livre local pertencente a toda Comunidade onde poderiam se reunir e louvar a Deus e ainda trazia o nome de “Casa de Culto a Deus”. Esta foi a primeira fortaleza conseguida na batalha nesta nova terra. Lugar onde se uniam todos os pensamentos, ideias e decisões. Lugar de onde fluíam as decisões para a vida tanto na área espiritual como na temporal.
No início todos faziam as maiores derrubadas possíveis, pois terras cultiváveis eram muito necessárias tanto no lugar da casa, como no pasto e para as roças visto que parte da produção seria vendida para as despesas gerais da família e também ainda estavam numa fase de comprar animais para uso domestico. Outra grande vantagem na derrubada das matas era fugir das sombras das árvores faziam das estradas verdadeiros lamaçais aonde os cavalos chegavam a sumir nestes vastos atoleiros, e dar a possibilidade de retraçar os caminhos pela vias mais favoráveis, nas grotas faziam pequenas pontes, e os pequenos morros retirados. As estradas continuaram longas e com muitas curvas, mas melhores e mais uniformes que inclusive permitiam o uso de carruagens. Durante algum tempo livre entre o plantio e a colheita os colonos planejaram e começaram a construir novo salão de cultos com o telhado e as paredes de tabua lascada na máquina. Para ser mais útil e prática esta foi construída no terreno do Sr. João Liepkaln (que era ferreiro) e agora pertence ao Sr. Guilherme Balod. Com todas as forças reunidas durante o mês de março foi feito um esforço para que no dia 20 de março no aniversário da Igreja tudo estivesse pronto. Nesta ocasião como moderador foi eleito o Irmão Fritz Karp e como secretário geral o Irmão João Simsom.
A primeira questão a ser definida era que ao organizar-se em Igreja havia membros procedentes de diversas igrejas da Letônia como de Dünaminde, de Riga e de Angelskalna e agora uns aos outros se reconhecerem como de pleno direito de participar da nova organização? Foi pela direção esclarecida que estas igrejas lá vivem em plena harmonia entre elas então não deve haver nenhum obstáculo na organização desta nova Igreja com membros das igrejas de lá. O que se espera desta nova Igreja que ela possa dar orientação e apoio espiritual e também ajuda em casos de necessidade material. Então hoje é fundada a nova Igreja com 76 membros. Ao líder Fritz Karp é dada autorização para exercer a presidência também em casos de necessidade realizar batismos.
Naquele ano já muitas pessoas começaram a se preocupar com o sustento pastoral. Mas como nem todos os colonos estivessem devidamente instalados seria difícil sustentar um pastor. Então ficou resolvido que a Igreja devia entrar em contato co J.B.Freijs, líder da Associação Batista na Letônia e assim tentar obter ajuda de algumas associações missionárias de lá.
Também foram encarregadas algumas pessoas da Igreja para falar com o Diretor da Cia. de Colonização para obter gratuitamente uma Colônia (lote) para instalação da Escola Anexa e o Templo definitivo e ajuda para construção desta escola. Para oferecer conhecimento das verdades evangélicas foi também organizada uma Escola Bíblica Dominical e seus primeiros professores foram Janis Neulands, Karlis Match, e Jule Balod.
A resposta do Diretor da Cia Colonizadora para a Igreja foi que iria providenciar um terreno e ajudar na construção do prédio da Escola.
Nesta parte da colônia letã não tinha nenhuma atafona (moinho) para moer os grãos e fazer farinha então se fazia necessário atravessar até a Colônia Italiana de Rio Pinheiros que era muito longe e estradas ruins. Aconteceu que um senhor alemão Gustavs Bekers morador na parte baixa do Rio Novo instalou uma serraria e também uma atafona solucionando o problema.
Em 18 de Setembro foi fundada a União das Jovens com a finalidade de ajudar na atividade Missionária.

1893

Em 26 de fevereiro deste ano a Igreja deliberou mandar um convite para o irmão Russeviks para logo que terminasse o curso no Seminário em Hamburg viesse como Pastor e professor para a Igreja de Rio Novo.
Agora o Bazulis (escrito a lápis “e também o Balzer”) não gostaram das condições de vida aqui voltaram para Riga.
A Igreja também pediu ao Diretor da Companhia ajuda para as despesas de viagem do Professor e Pastor que viria de Riga. O Diretor disse que este pedido devia ser feito a Matriz da Cia. no Rio de Janeiro e assim foi feito, mas nenhum resultado positivo foi conseguido.
A casa de J.Neuland foi destruída por um incêndio.
Como surgiu no Brasil uma revolução e exércitos com soldados já estavam perto e estes sem piedade se apossavam de tudo que tenha algum valor principalmente animais usados para carga e alimentação então o Diretor mandou uma mensagem para a Igreja comprometendo-se que na medida do possível iria defender a Colônia letã da sanha da soldadesca.

1894
Agora que os colonos já estavam acostumado com os obstáculos na nova terra e inaugurado nova vida aqui então aproveitando o outono como melhor época quando as culturas ainda estavam em crescimento para começar a construção de uma novo templo para a comunidade.
Apesar de prometida e várias vezes cobrada a Cia. não pudera cumprir a doação para a construção do Templo –Escola e local para o Cemitério e até agora não tinha conseguido fazer porque todas as colônias tinham sido vendidas e nenhuma na época tinha sido reservada para este fim.
Então o Sr. Martin Leepkaln e Jahnis Ochs ofereceram pedaços de suas propriedades. A Igreja acha que a propriedade de Martin Leepkaln mais apropriada. A colônia de Martin Leepkaln ficava mais no meio dos habitantes da Comunidade e de mais fácil acesso para todos. (Escrito a lápis “Nesta colônia do Martin Leepkaln tinha sido construído o Templo de lascas”.).
E como a Colônia de terras não tinha sido comprada foi solicitada a doação do terreno pra a Escola Templo e Cemitério. ……………… Mais ou menos 47 colonos ofereceram-se para a construção do prédio definitivo, quem podia vinha trabalhar e quem não podia pagava prá alguém vir em seu lugar. A construção requereu mais ou menos 408 dias de trabalho homem.
Alguns membros da Igreja vieram com a questão de que as mulheres deveriam vir aos Cultos com ou sem estar com a cabeça coberta. O plenário por maioria decidiu que deveria haver plena liberdade da mulher cobrir a cabeça ou não durante os cultos na Igreja. Então quem quisesse cobrir podia ficar a vontade (a lápis 1896). Mas ainda sobraram os inconformados que achavam que a maioria estava contrariando a Bíblia que proíbe vir de cabeça descoberta. Querendo manter a sua razão (com lápis 3 ou 4) famílias deixaram a Igreja e se reuniam nas casas dos inconformados alternadamente para mostrar que eles sim vivem de acordo com as Escrituras.

1895
Como administrador da Igreja foi eleito o A. Zeeberg, mas como ele mudou-se para Mãe Luzia para o cargo dele foi eleito o Jahnis Stekerts.
A Igreja Batista de Jaunjelgava – Letônia solicitou ajuda para construção do Templo. A Igreja de Rio Novo de boa vontade fez uma coleta que rendeu 312.000 mil réis (A lápis novamente: “O Leimans deu sozinho 100.000 réis”).
Com as alegrias e tristezas passa mais um ano, mas deixando para o futuro muitas esperanças.
Batizado 1 novo membro.
1896

Como administradores da Igreja foram eleitos Karlis Match e Jahnis Ochs. Como surgiu a necessidade de melhor equipamento para o serviço da Ceia do Senhor então a Igreja determinou o envio de 100 mil réis para o Pastor Jahnis Inkis em Riga, pois ele prometeu que no próximo ano viria par o Brasil então ele traria tudo muito bem cuidado.

1897
(Escrito a lápis: Os de Dinaminde que vieram primeiro para o Rio Novo continuaram a escrever sobre as vantagens da vida neste pais)
Como moderador da Igreja foi eleito J. Binemam e mais tarde o Fritz Karp. Aquela vez ( anotado que em Riga) lembrando que em Riga era mantida uma Associação Missionária chamada de “ Treis Kapeikos” que era que todos associados davam todo mês que tinha sido fundada pelo Irmão Olson ( Escrito a lápis: Lembrado pelo Indrikson) que acumulava valores que eram aplicados para as despesas dos missionários. Como o pessoal de Rio Novo já tinha pedido então esta Sociedade determinou a vinda de Jahnis Inkis para que ele visitasse as Colônias Letas no Brasil. Em Rio Novo ele chegou dia 23 de junho. No dia de São João 24 de junho a Igreja organizou grandes festejos para a sua recepção no templo da Igreja. De Rio Novo ele depois visitou outras Colônias Letas como Mãe Luzia, Blumenau e Ijui no Estado do Rio Grande do Sul. O Jahnis Inkis em todo lugar que ele chegava tinha bastante trabalho acertando divergências e ajudando com conselhos úteis e assim trazendo a paz tão necessária para o progresso das Colônias. Os Rio-novenses queriam que ficasse morando definitivamente aqui e assumisse o Pastorado da Igreja de Rio Novo e também como Professor da Escola Primária anexa.
Mas o J. Inkis não concordou com este convite, pois ele precisava voltar e prestar o relatório para o presidente da Associação missionária que tinha o enviado e então decidir se convinha ele vir ou não.
Agora a Empresa Colonizadora resolveu doar uma colônia para a construção do Templo Escola e espaço bastante para organizar o Cemitério. Até agora cada família enterrava os seu mortos em seu próprio terreno. Por sorte no começo foram poucos os que morreram. Os moradores do Baixo Rio Novo já tinham organizado um cemitério (NT Acho era aquele que nós achávamos que era um cemitério luterano).
Quanto à localização da ½ colônia doada pela Colonizadora para construção do Templo-Escola e do cemitério não agradou totalmente o pessoal de Rio Novo. Ficava longe, perto da propriedade do Ochs, longe da estrada e no outro lado do rio. Mesmo melhorando o acesso ficaria em dias de chuva sujeito a um trecho inclinado e escorregadio e de difícil acesso. O J. Ochs era também proprietário de uma ½ colônia que tinha adquirido do colono Balzer (Bazzulis) que tinha resolvido voltar para Riga. Este terreno sobre todos os aspectos tinha uma condição muito mais favorável para a finalidade que se pretendia. Então sob a liderança de J.Inkis foi acertada a troca, pois o terreno doado ficava junto da casa do J.Ochs e o outro ficava a ½ légua distante.
A preocupação do J. Inkis era que os colonos letos não se mesclassem com de outras etnias perdendo a identidade e nacionalidade e dentro da possibilidade morassem mais próximos mesmo que em alguns lugares as terras não serem tão boas.
Para compensar ele organizou uma associação de colonos para que em grupo pudessem conseguir melhores resultados em agricultura e pecuária. Fizeram assinaturas de jornais e revistas especializadas para poder encontrar diretrizes para o cultivo de diversas espécies mais produtivas. Também incentivaram a compra de mudas e sementes de variedades de plantas já comprovadamente melhores e testadas.
Assim também o Governo e as autoridades da cidade determinaram que o Atos de Governo e da Polícia na Colônia fossem feitos por elementos da própria etnia como fosse uma pequena republica evitando assim por qualquer diferença entre os Colonos ser necessária à ida até as autoridades brasileiras que também eram mais caras. É pena que esta organização não durasse muitos anos por falta de boa vontade de alguns letos.
Nesta altura nas redondezas já não havia terras livres, excluindo algumas áreas de terras improdutivas então havia a preocupação para que os filhos dos colonos atuais tenham possibilidade de conseguir terras mais amplas para poderem viver. Pela liderança do Pastor J.Inkis foi sugerida a organização de uma expedição para um dos afluentes do Rio Laranjeiras chamado Rio Hipólito.
Este lugar fica a 4 horas de viagem até lá, para o lado das Grandes Montanhas (Serras) completamente desabitado. Outras pessoas de outras etnias conheciam o local onde faziam caçadas e contavam que a terra era fértil e nas várzeas era de terra muito boa. Como não havia estradas os terrenos lá eram muito mais baratos e se um colono fizesse uma estrada podia pedir ao Diretor da Colonizadora que ele descontava o custo da dívida do valor do terreno. Agora o único caminho é o leito pedregoso do próprio rio Laranjeiras e o Rio Hipólito. Em época de seca que o nível do rio estava baixo podia-se seguir pelo meio do rio sempre procurando as partes mais rasas. Todo fundo do rio é coberto de pedras de diversos tamanhos dificultando demais a caminhada ou a cavalgada. Quando a água está mais alta e necessário procurar as partes mais onde à passagem seja mais segura. Por isso se faz muitas vezes atravessar o rio e quando em épocas de chuva quando o rio está transbordando então não é possível nem tentar. Assim são todos rios que nascem nas montanhas. Mas o pessoal da expedição letã não aprovou a área. Disseram que as terras não eram tão férteis e nas matas não havia as madeiras de boa qualidade que eles conheciam. Por isso ninguém mudou prá morar lá.
O pastor Inkis viaja para Rio Mãe Luzia.

1898

O Pastor Inkis voltando de Mãe Luzia confirmou a impossibilidade de dar uma resposta positiva ao convite para assumir a Igreja Batista Leta de Rio Novo. Só poderá fazê após terminar o trabalho e voltar e ter alguma orientação da direção da Missão. Para a direção da Igreja de Rio Novo foi eleito o Irmão Karp com as funções de realizar batismos e casamentos. O pastor Inkis volta para Mãe Luzia agora acompanhado por outros de Rio Novo e ocorre uma acidente por motivo de algum susto do cavalo que o Juris Frischimbruder estava montado terminou causando uma queda e como consequência a fratura de uma das pernas e por isso teve ficar em Mãe Luzia o tempo suficiente para a sua recuperação. O Inkis foi para Blumenau ( Blumenau está riscado) e Ijuí. A Igreja pagou 80.000 mil réis pelas despesas médicas e ainda ajudaram nos trabalhos da lavoura de Juris Frischimbruder.

1899

( Parte superior do papel ilegível)… Nas ocasiões de festas no templo da Igreja era sempre hasteada a bandeira da Rússia por falta da bandeira letã mostrando que na realidade ainda não estavam dispostos a aceitar a cidadania Brasileira.
O Pastor Inkis chegado de Ijuí ficou mais algumas semanas e em Junho separou-se de Rio Novo onde tinha vivido momentos de alegria e alguns de desgosto. Nesta saída para Letônia – Rússia ainda viajou para Blumenau onde já estavam morando os seus pais.
Ele achou no começo que as condições eram melhores que no Rio Novo, mas depois chegou à conclusão que não era não. A Igreja convida o Pastor Jehkabs Inkis (pai do Jahnis) para que ele venha de Blumenau visitar a Igreja prometendo pagar todas as despesas. Comitê da Igreja e dirigente da Sessão M. Liepkalns.P.Bruveris, J. Frischembruder, e J. Ochs.
O Pastor Jehkabs Inkis avisa a Igreja de Rio Novo que devido não ter conseguido nenhuma pessoa para acompanha-lo na viagem e ele não conhecer o idioma local não poderá viajar até o Rio Novo. Ele organiza uma igreja de língua alemã.

1900

O dirigente das Sessões Regulares de Negócios da Igreja de Rio Novo passou para o Ochs. A Igreja resolveu convidar da Rússia para ser professor em Rio Novo o Vilis Butler e para tanto enviou 400 mil réis para as despesas de viagem. Então se resolveu acelerar a construção da nova escola para quando o professor chegasse tenha onde morar e local apropriado para dar aulas. No início esta construção seria somente para ser a Escola e o Templo em seguida seria feito em alvenaria de tijolos. Isto depois que os colonos estivessem mais estabilizados monetariamente e também tivesse mais tempo para contribuir na construção. Dois missionários, um dos Estados Unidos e outro do Rio de Janeiro visitaram a Igreja de Rio Novo. Para pastor titular efetivo foi convidado o Alekssander Klavin um leto que estava também na Rússia.
(parte ilegível)…. O Butler na viagem para o Rio Novo passou antes em Blumenau ….. e com ele veio também o Jehkabs Inkis … que também foi conhecer a Igreja de Mãe Luzia. Alguns meses depois chegou o Aleks Klavin em 6 de julho e o Vilis Butler……
A Igreja resolveu pagar para o V.Vanag a desistência da colônia que o Pastor A. Klavin queria comprar. Como o múnus pastoral a Igreja deliberou pagar 200 mil réis por ano. Também tinha direito o auxilio da comunidade nos tratos das lavouras. Cada membro masculino da Igreja deveria dar dois dias de trabalho nas lavouras do pastor. Agora a comunidade estava com a parte espiritual atendida, pois tinha o professor e o pastor à disposição.
Em Outubro chegaram 3 pastores Sabatistas. Um era o Grafs, outro o Schawants e o 3º …… que pregavam que todos que respeitavam o Domingo como o Dia do Senhor deveriam guardar o Sábado porque assim Deus tinha ordenado e estava escrito na Bíblia. Dos letos uma 15 pessoas membros da Igreja aceitaram a nova doutrina e ainda mais os da pequena Igreja Batista alemã. Então fundaram uma Igreja Sabatista ou Adventista.
Por descuido o filhinho de Jehkabs Karkle sofreu um acidente nas moendas do engenho de açúcar onde esmagou as mãos e parte do rosto e por isso teve que ser levado ao hospital na cidade de Laguna onde tiveram que amputar a mão direita.
O alemão K.Mundtam devido a um descuido teve a sua casa queimada então a Igreja entrou com uma ajuda.

1901

O dirigente das sessões regulares da Igreja passou a ser o Juris Frischembruder e J. Match. (Estão riscados os nomes de Engel e Karp) O plenário da Igreja autoriza a Sociedade Missionária utilizar o segundo domingo de cada mês para noticias e acontecimentos publicados em jornais denominacionais de diversas partes do mundo.
Como a construção do novo Templo-Escola requeria muitos investimentos foi deliberado aceitar contribuições de boa vontade de pessoas e firmas de Orleans e outros lugares.
O pastor pediu para verificar a possibilidade de aumentar 50.000 réis no seu salário anual. A Igreja não prometeu nada além dos 200.000 mil réis e ainda ficou estabelecido que a ajuda com trabalhos nas plantações dele seriam feitos por pessoas de boa vontade.
Alguns membros que eram da Igreja e tinham ido atrás dos Sabatistas voltaram.
Em Outubro o K. Rots missionário batista alemão de Porto Alegre fazendo parte Associação Norte Americana visitou Santa Catarina e ficou na Igreja Batista Leta de Rio Novo certo tempo. Ele achava que as Igreja Letãs deveriam se associar com as alemãs e assim cada ano em uma reunião traçar os planos para os trabalhos e onde nos anos seguintes. O Professor Butler vai com ele a Porto Alegre onde fica alguns meses. A Inauguração do templo-escola se deu em 24 de junho para a qual foram feitos diversos convites e compareceu muita gente. Por correspondência chegaram felicitações da Igreja de Liepaja, do pastor J.A.Freijs, da Igreja de Philadelfia, do J. Svars e de outros. O Jahnis Inkis mandou uma mensagem importante.
De uma Igreja Batista do Rio de Janeiro foi recebido um pedido de ajuda para construção do seu templo e a Igreja autorizou o envio de 20.000 mil réis.

1902

Os dirigentes da Igreja este ano Match, Engel e Karp. – O Prof. Butler pede autorização para que no ano que vem possa ir estudar na Universidade de Rochester nos Estados Unidos. A Igreja autoriza dando total liberdade para esta atividade.
O templo em 2 anos depois de muitos esforços foi terminado.

1903

Os dirigentes administrativos da Igreja este ano são A.Engelis e J. Lövenstein. Dia 1 de Abril o Pastor Aleks termina o contrato com a Igreja e junto com J. Netemberg e R. Inkis (Fr. Leiman está riscado) viajam para Porto Alegre para estudar na Escola Missionária do Pastor K. Rots.
Até a viagem do Butler para Rochester ele assume a direção dos cultos na Igreja de Rio Novo.
A Igreja decide convidar o pastor P. Lambert da Letônia para pastor e professor. Ele responde que no momento é impossível, pois ele aceitou ser pastor da Igreja em Ventspile.
No mês de Agosto o Butler embarca para a América do Norte. No mês de Novembro o Missionário Rots acompanhado de Fritz Leiman viajam para Blumenau e passam e visitam Rio Novo.
(anotado a lápis “Escreveram para o pastor Freijs em busca de um obreiro”.).

1904

Os dirigentes dos trabalhos eleitos este ano foram A. Engel, Juris Frischembruder e Fritz Karp.
A Igreja recebeu uma carta do pastor Freijs de Riga dizendo que para conseguir um professor que também fosse pastor seria bem difícil.
A Igreja já tinha contactos com o Pastor Karlis Andermanis de Pitraga. Foi convidado para que venha ser o pastor e o professor dos filhos dos colonos.
Richard Inke (que estudava em Porto Alegre) foi convidado para vir trabalhar nas férias em Rio Novo. Mas ele parece que já tinha compromisso com outro lugar.
Para a Sociedade Bíblica Britânica por ocasião dos festejos de seu Centenário a Igreja enviou 24.400 réis.
O Hospital Evangélico do Rio de Janeiro solicita ajuda e a Igreja manda 10.000 réis.
O pastor Karlis Andermanis aceita o convite, mas explica que não tem o dinheiro suficiente para a viagem com a família para o Brasil.
O Pastor A. Klavin vai de mudança para Ijui e a Sociedade de Senhoras organiza uma linda festa de despedida.

1905
Os lideres da Igreja para este ano foram eleitos os irmãos Martin Liepkaln, Fritz Karp e Karlis Zeberg.
Para atender ao pedido de dinheiro para viagem do Pastor Karlis Anderman foi enviada a quantia de 505.000 mil réis.
Como no Templo- Escola não tinha sido prevista uma cozinha a Igreja se apressou em construir uma antes que o Pastor Anderman chegue.
O Pastor Anderman e família chegaram no mês de Julho e a Igreja preparou uma grande festa de recepção.
O salário do Pastor será 30.000 réis por mês e cada criança na escola deverá pagar 1.500 réis por mês.
A Igreja manda uma oferta para o Hospital de Laguna no valor de 26.200 réis.
1906
A administração da Igreja agora e com o Pastor Karlis Anderman. Foi dado um aumento no salário dele de 5.000 réis por mês.
O governo prometeu dar 20.000 réis por mês para o Professor, mas nunca chegou a dar.
A Igreja determinou a construção de um paiol e estábulo, abriu valetas e instalou cercas.
O Pastor visita Pedras Grandes. A Igreja Batista de Porto Alegre recomenda que a Igreja de Rio Novo não permita os seus membros fumarem.
Para o Hospital do Rio de Janeiro a Igreja envia 7000.réis.

1907
Dirigente. Bruvers. O Pastor Anderman viajou para as Serras. Mais de 20 pessoas…Ilegível. nas Serras (batizados … Ilegível…).
O Vilis Leiman viajou para Porto Alegre para a Escola Missionária

1908
Os dirigentes são J.Stekert e Karlis Zeberg.

1909
Os mesmos J.Stekert e Karlis Zeberg informaram que no Estado do Rio Grande do Sul foi fundada uma associação das Igrejas Batistas e convidaram a Igreja Batista letã de Rio Novo para participar. Seria mais fácil fazer o trabalho evangelístico. Alguns membros sugerem que se organizem pontos ou estações em diversos lugares para pregação do Evangelho para outras etnias que não podem ou não querem vir assistir as pregações no templo.

1910

Os dirigentes são ainda o J.Stekert e Karlis Zeberg (escrito a lápis: Viagem Missionária para Laguna com 20 coristas para cantar). Em Janeiro o Pastor Karlis Anderman pede demissão do cargo na Igreja, mas ficou morando mais uns meses e foi embora prá Mãe Luzia em Julho.
O Pastor Fritz Leiman visitou a igreja diversas vezes e efetuou batismos. Também realizou batismos nas Serras.
Agora a Escola não está funcionando e estamos esperando outro professor. Surgiu o Ans Elbert que em 1 de junho vai lecionar. A Igreja vai pagar 35.000 réis por mês.
Para facilitar a vida da Igreja foi acatada a sugestão do Pastor Fritz Leiman para Igreja se associar com a Convenção do Rio Grande do Sul que promete mandar um pastor visitar as Igrejas do estado duas vezes por ano. Para tanto a Igreja se compromete a fazer e enviar duas coletas por ano equivalente a 1 mil réis por membro da Igreja.
O Vilis Leiman em viagem para Blumenau passa por Rio Novo.

1911

O dirigente é o J. Stekert. Na volta de Blumenau o Vilis Leiman visita novamente o Rio Novo. O Fritz Leiman convida a Igreja para o culto especial de aniversário da Igreja e como ninguém pode viajar prá lá foi enviada uma mensagem por carta.
Muitas pessoas esperavam o Peter Graudim de Blumenau, mas por diversos motivos ele não pode vir. A Igreja tinha prometido pagar as despesas da viagem. ….. em outubro quando o Pastor J Inkis voltava da América do Norte ….. Congresso Batista… visitou também o Rio Novo.
O Inkis batizou 29 pessoas. Daqui ele foi para Mãe Luzia e lá batizou 8 pessoas. A Igreja de Rio Novo festejou os seus vinte anos de existência e também o Jubileu de 50 anos do trabalho Batista no Báltico. O pastor J. Inkis foi o representante do Báltico.
O pastor Inkis aconselha a Igreja se associar com a Convenção Brasileira-Inglesa onde mais facilmente poderá conseguir apoio para vinda e sustento de obreiros para trabalhar no estado de Santa Catarina.
O pastor Inkis na volta para a Letônia vai ter uma acompanhante a Lucia Ochs que pretende estudar lá e assim viajam juntos para a Rússia.
1912

Os dirigentes J.Klavin,W.Balod, J. Frischembruder, H. Balod e Karlis Leimanis.
A Igreja de Rio Novo querendo alcançar os vizinhos e amigos para conhecer a Palavra contratou o brasileiro Manoel Bess (em outros lugares escrito Manoel d´Bess) para que uma vez por mês viesse dirigir os trabalhos em português e visitar outros interessados. A Igreja pagava 10.000 por cada viagem. O Bess veio diversas vezes.
O Butler avisou que no momento ele não poderia vir de volta para o Basil e vai ficar mais tempo na América do Norte.
Então a Igreja convidou o recém formado no Seminário o K. Leiman. Ele aceitou o convite e veio junto com o administrador das Missões no Brasil o Missionário A.B. Deter para que ele conheça a Igreja e o campo de modo geral. Organizaram cultos em Rio Novo, Orleans, Pedras Grandes, Tubarão e Laguna. Também em Pedras Grandes organizaram a primeira igreja brasileira. Depois foi prá São Paulo. O Karlis Leimanis ficou como Pastor da Igreja de Rio Novo e atendia todas as necessidades das redondezas. Da Igreja de Rio Novo ele recebia 50.000 réis e da Missão Missionária Brasileira 100.000 réis (adiante ilegível).

FIM

VIGANTH ARVIDO PURIM
Campina Grande do Sul
28 de abril de 2015

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