Foto do Templo – Escola. | Inaugurado em 1902



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…eles conseguiram sem palavras eliminar os pensamentos negativos……. | A foto vai separada)

FOTOGRAFIA DO TEMPLO ESCOLA RECÉM INAUGURADO
Material cedido pela Sra. Brigita Tamuzza
Fonte”Kristiga Draugs” ( O Amigo Cristão) de 1 de dezembro de 1904
Artigo assinado por um anônimo “ Um Amigo
Tradução por Valfredo Eduardo Purim
Foto: prédio da escola leta de Rio Novo, província de Santa Catarina. (Ver. Ofertas, Fotos de Tervit n°68).

“Com isto eles conseguiram sem palavras eliminar os pensamentos negativos junto aos seus parentes e conhecidos da terra natal, como se eles estivessem nas matas do Brasil sofrendo em trevas materiais e espirituais, como que seus filhos crescessem na ignorância e a próxima geração fosse destinada ao aniquilamento.
Não, os letos no Brasil demonstraram o que querem e como podem viver.
Nossa fotografia mostra o prédio da escola dos Rio-novenses no dia da sua inauguração no publico reina a maior fraternidade entre os letos e os convidados presentes: comerciantes brasileiros da cidadezinha de Orleans e arredores – colonos alemães e italianos.”

Aos últimos, alguns deles terão que mandar seus filhos a esta escola, pois eles não possuem escolas.

O desenvolvimento da festividade é conduzida pelos líderes espirituais da comunidade; pastor irmão A. Klavin e o prof. V. Butler.”

O prédio da escola foi inaugurado no dia de São João (24 de maio) de 1902.

O Villis Butler viajou para a América do Norte.

O Alexandre Klavin para Ijuí Rio Grande do Sul
.
Agora não temos professor. Foi convidado Carlos Andermann do distrito de Pitraga (Letônia n.t.), para chegar na primavera.
Ass.
Um Amigo

… pequena para remunerar condignamente dois obreiros. | Escreve Karlis Zebergis

ESCREVE KARLIS ZEBERG

Fonte: “Kristiga Draugs” n.3 (O Amigo Cristão) de 15 de dezembro de 1904
Tradução por Valfredo Eduardo Purim
Matéria gentilmente enviada por Brigita Tamuzza da Letônia

“Pela União de Mocidade, que não é mais tão ativa como na época da fundação. Grande parte dos sócios foram para as escolas missionárias e cidades.
Lembrado no mensário “Jaunibas Draugs” (Amigo da Juventude) que é editado em forma de manuscrito.

É registrando um visitante de Riga – Senhor Janson. Relato sobre diversas uniões.

“Nos faltam pastor e professor”.
Principal motivo da saída definitiva de Alexandre Klavin:

“…a igrejinha daqui é pequena, para remunerar condignamente dois obreiros. Então chegamos a conclusão, juntar esses dois obreiros em uma só pessoa. O professor deveria também ser pastor ou professor e vice versa. Neste assunto nós nos preocupamos e convidamos da terra natal a Letônia o irmão Andermann, de Pitraga, mas, curiosamente, até agora após vários convites ainda não há resposta. Acreditamos, isto significa bom sinal para nós, porque, tão longa jornada pela frente, é necessário demorada ponderação.”

(…) O Brasil é muito vasto e um professor competente e responsável não faltará boas colocações. Assim também para um pastor, se ele for experiente, responsável e sábio no vernáculo.

Alexandre Klavim – Primeiro Pastor da Igreja Batista Leta de Rio Novo – Orleans Santa Catarina

ALEXANDRE KLAVIN, FOI O PRIMEIRO PASTOR DA IGREJA BATISTA LETA DE RIO NOVO – ORLEANS NO BRASIL.
TERCEIRA PARTE.

Ano 1900
Notícia publicada no Jornal da Letônia chamado
“Majas Viesis n.19 (O Visitador do Lar) de 14 de abril de 1901 “
Traduzido do leto por Valfredo Eduardo Purim
Matéria gentilmente cedida pela Sra. Brigita Tamuzza de Riga na Letônia

(continuação)
As pastagens aqui, devem ser plantadas, que aqui é chamada de “pasto”. Existe uma pastagem oriunda da mata que não resiste ao rigor do inverno, mas o “pasto” plantado permanece verde o ano todo. É uma pastagem alta, de folhas largas, que é arrancada do chão e em seguida, após aberto um furo na terra com auxilio de um bastão de madeira. A muda é plantada e após 6 meses o chão está coberto por um tapete verde. Bovinos, eqüinos e suínos são confinados na pastagem cercada, dispensando um pastor ou vigia.

Estradas aqui não há, se você mesmo não fizer em sua colônia. Uma estrada grande cheia de curvas foi construída pelo governo que percorre por toda a colônia que perpassa pelas colônias umas pelo meio, outras pela margem… Em todos os lugares, a cavalo. Os letos mais ricos possuem animais de tração… Quando um proprietário possui 6-7 “purvietas” de plantações e outra 6-7 “purvietas” em pastagens, pode manter 2-3 cavalos, 10-12 vacas, 50-60 suínos, 100 galinhas e 4-5 pessoas e durante o ano juntar 400-500 mil réis pode dar-se por satisfeito.

… No Brasil progride-se depressa, porém com grandes dificuldades, e aqui eles são felizes, todos aqueles que estão dispostos a fazer tudo a sós, porque contratar pessoas é muito difícil, os brasileiros ou mori (?) não produzem nada…

As moças letas, que preferem ser empregadas domésticas, conseguem nas cidades boas colocações e percebem 15 rublos mensais[ 45 mil réis] (quanto na Letônia?). No Brasil o proprietário e o empresário trabalham devagar quanto podem e ainda afirmam que “há tempo que chega”.

Jovens com alguma especialização logo estão com dinheiro. Aqui em Rio Novo temos diversos profissionais. Ainda não temos alfaiate e sapateiro. Rio Novo é a maior colônia leta…. Aqui podemos desenvolver a agricultura e também a pecuária. Aqui se produz de tudo. Realmente não há tanto calor. Já possuímos Igreja e escola.
FIM

Alexandre Klavim | Primeiro Pastor da Igreja de Rio Novo – Segunda parte

ALEXANDRE KLAVIN, FOI O PRIMEIRO PASTOR DA IGREJA BATISTA LETA DE RIO NOVO – ORLEANS NO BRASIL.
Ano 1900
Notícia publicada no Jornal da Letônia chamado
“Majas Viesis n.12 (O Visitador do Lar) de 21 de março de 1901

Segunda Parte

Ao adquirir a propriedade, havia uma considerável derrubada, onde plantei mais ou menos “puspura [Puspura quer dizer metade de 1 Purs – Purs era uma medida de capacidade que equivalia entre 70 a 100 litros e era usada lá para centeio, cevada, ervilha,etc – Talvez alguma semelhança com o nosso alqueire que tem somente 36.7 litros] ” de milho (maiz (espanhol) ou grão turco (italiano)), e pelo que vejo, creio colher em torno de 30-40 “pűru” pelas contas habituais [ não menciona se é cereal debulhado ou em espiga].
Plantei também algumas raízes para os animais e para os humanos… as raízes são mandioca, aipim , cará, batata doce, batata baroa ou salsa, batata inglesa. No período do inverno podemos plantar todas as raízes e sementes cultivadas na Europa. Parreiras são cultivadas em todas as propriedades e há boa produção… Quero contar, como aqui se cultiva a terra.
O colono, ao entrar, pela primeira vez com a serra, machado e a foice na mata virgem, utiliza primeiro a foice, ela é uma ferramenta como um machado curvo, na ponta de um longo cabo. Com esta ferramenta, ou “faca de mato” corta-se os cipós e a vegetação baixa antes de aproximar-se das grandes árvores. As derrubadas de agosto podem ser queimadas em outubro e em seguida plantar milho, arroz, feijão preto, outras culturas e raízes. A plantação é feita com auxilio da enxada. Uma bolsa com sementes pendurada ao pescoço e a cada 4 pés cava-se o chão e colocado 5 a 6 sementes de milho. Assim aproximadamente o espaço de uma “pura” pode com uma (garnicu???) plantar e quando tem 4 “pűrvietas” de derrubada, então já é suficiente. Uma derrubada como essa é o melhor, quando da primeira queimada, o primeiro ano quase não há necessidade de limpeza. Em uma derrubada como esta durante dois anos seguidos pode ser plantado e depois deixado par recuperar. Após 2 anos já cresceu um mato alto com muita folhagem. Outra roça – derrubada a foice, uma capoeira de 2-3 anos de idade e após um mês de secagem, pode-se queimar e plantar o que desejar. Esta roça às vezes é melhor que a primeira, porque a terra é fofa, as raízes e tocos das grandes árvores terão apodrecido em sua maioria. Em uma terra como essa todas as raízes da Europa podem ser semeadas, e elas crescem aos pulos, mas junto a esta roça há um problema, que diversas vezes com a enxada, enquanto as plantas de desenvolvem, tenho que eliminar as plantas invasoras, que crescem com grande velocidade. Uma roça como essa é chamada por roça de capoeira e nela podemos plantar por 3 anos seguidos.
Mas todos os anos após a colheita devem ser queimadas as ervas daninhas. Depois de 3 anos de uso, da terra deixamos para que cresçam nova capoeira, que aniquila as plantas daninhas. Após 3-4 anos de recuperação uma “nova mata” terá crescido. A qual será beneficiada como da primeira vez. Na terceira derrubada a terra já exaurida, onde nada mais se desenvolve. Ainda assim, com a enxada se capina a camada superior, a vegetação rasteira é queimada e se planta mandioca ou aipim.
Essas raízes se desenvolvem em terras desgastadas. Quando a cana de açúcar é cortada, daí planta-se mandioca ou aipim.”

Continua