Sciente | Onofre Regis a Reynaldo Purim

[Original em português, apresentado na grafia original]

Estação de Braço do Norte, 13 de julho de 1920

Ilhno Sr Reynaldo Purim
Rio de Janeiro

Prezado irmão em Crhisto.

Saudações

Com muito prazer acuzo o recebimento de sua prezada carta de 11 de Maio p.p. de cujo conteúdo estou sciente.

Como deve saber, em Maio p.p., tivemos a nossa 2ª Convenção na nosso Egreja em Rio Novo, onde passamos ali uns dias bem espiritual reunidos aos convencionistas e irmãos etc.

Depois disto, já fui alli para tratar de assumptos de alta importância com relação ao Missionario para essa zona, que, ao meu ver Deus está chamando sem perca de tempo.

Nosso Pastor o Dr. Butler, vai nos deichar retirando-se para Curytiba em vistas disto estamos insistindo com o Irmão Deter, mandar-nos o Irmão Manoel Virginio.

Domigo p.p. esteve aqui o Irmão Butler, que veio despedir-se e também pregar os seus esclarecimentos da Palavra de Deus, tereiá muita gente se o tempo não fosse tão chuvoso como foi, acompanhado de uma grande friagem, enfim Deus nos dará melhor opportunidade.

Em vista da sua informação com relação a sola, já mandamos por intermédio da casa Hoepcke de Florianopolis, um rolo com 20 metros como amostra para ver se convem mandar mais ou continuar a mandar. No entanto ficamo-lhe agradecido pela sua boa vontade.

Terminando desejamo-lhe muitas bençam de Deus para que lhe dê boa saúde e muita sabedoria nas cousas boas para que as anuncie, e aceite lembranças de todos desta casa e receba um saudoso abraço do

Seu irmão em Jesus

Onofre de Paula Regis

Aber ich will nichet | Artur Leimann a Reynaldo Purim

[Carta escrita num misto de português, espanhol, inglês e alemão; apresentada na grafia original]

Ramirez – Entre Rios, Argentina
Febrero 1 de 1920

Señor: R. Purim, Rio Novo, Brasil

Querido hermano y amigo em N.S.J.C.

Recebi a tua carta; thank you very much. Quanto ao que refere aquele livro me interessa e muito, mas aber ich will nichet só sehr acarpador sein, faça que possa ser pago a meu pae ou então me arranja um Cantor em brasileiro que valha a pena. Además me preguntasen que me ocupo: estoy aguardando my hermano, y los momentos de ócio ocupo leyendo buenos libros y preparando me para las clases ect.

Desejo a você todo sucesso em todos os teus trabalhos de férias. Folgaria em ter um relato dos trabalhos nas Igrejas.

Como estão os irmãos brasileiros e quem os atende? Eu tenho escrito para o Onofre mas ele não tem me respondido. Outros amigos também não têm escrito. Se você esteve na casa de meus pais descreva como tudo está agora por lá. O que fazem os Jovens da Igreja? Como vai a Escola Dominical?

Desculpe me que soy tan exigente.

Saludos a sus padres y família. Se vês a mis pagas recuerdos á ellos y especialmente a ud.

Soy suyo en el señor

Yours truly,

Arturo Leimann
[Infere-se que o jovem estudante Reynaldo tenha neste período passado férias ou parte delas em Rio Novo]

Estas pequenas cousas | A. B. Deter a Reynaldo Purim

[carta datilografada em português, apresentada na grafia original]

Curityba, 26 de novembro de 1919

Presado irmão Reinaldo:

Seu bilhete postal veio hontem, e sinto muito dizer que o dinheiro que pedi para os irmãos seminaristas para pagar as despesas de férias não veio. Não recusaram, porem somente não chegou. Acho que não devem esperar mais. Queria que chegassem até aqui para fazer os planos para os mezes de ferias, porem o dinheiro que temos não dá para nada este anno.

É possível que alguma cousa venha até o fim do mez porem duvido. Dr. Ray estava tão occupado que não podia atender estas pequenas cousas; a Grande Campanha está tomando o tempo de todos, e não tenho recebido respostas ás cartas como de costume.

Creio que os irmãos não devem esperar agora a minha resposta mais tarde porque não há tempo; devem acceitar qualquer serviço. No anno que vem teremos o trabalho organizado em melhor pé e poderemos dizer desde o principio o que é possível fazer.

Se nossa lancha estivesse prompto emprestaria dinheiro para os irmãos porem não ficará prompto até Fev.

Dá lembranças aos irmãos todos e especialmente ao irmão Frederico, e Penna.

Cordialmente,

A. B. Deter
[Arthur Beriah Deter, pastor batista, missionário norte-americano no Brasil. Mais sobre ele neste link]

A música vale mais que a língua Hebraica | A. B. Deter a Reynaldo Purim

[carta datilografada em português, apresentada na grafia original]

Curityba, 29 de Set. de 1919

Presado irmão Reynaldo:

A sua boa carta veio há dias e fiquei contente com as noticias do irmão e outros jovens pregadores de que me fallou.

Estamos ainda tratando o negocio da lancha e não sei se estará prompto para o irmão e os outros nas feirais ou não. Se a lancha for prompta poderemos fazer uma campanha na beira mar na lancha andando de lugar em lugar abrindo novos campos para o anno que vem porem acho que a lancha não fica prompta. O motor não veio e o casco não pode estar muito tempo.

Estou estudando a questão dos irmão seminaristas do nosso campo. O irmão sabe que estamos com o mesmo dinheiro que que tivemos desde o principio e não dá para nada mas as egrejas estão contribuído bem e pode ser que a junta estadoal tenha dinheiro para ajudar aos irmãos estudantes durante dois meses. Tenho pedido dinheiro e se vier posso dar um auxilio financeiro nestes mezes. Sinto não poder dizer alguma coisa mais definida agora porem é impossível.

Como vai irmão Frederico Janoski? Dá lhe muitas lembranças minhas e diga que estou estudando a questão das ferias dos irmãos seminaristas do nosso Campo e em mais duas ou três semanas poderei dizer alguma cousa certa.

O Irmão e Frederico sabem bem cantar, e cantam bem juntos? Quero saber se qualquer dos dois sabe dirigir um coro. Não se esqueça de que eu disse na ultima visita ao Rio que a música vale mais que a língua Hebraica. Não que não deve estudar línguas mas não deve deixar qualquer coisa tomar o lugar da música.

Dá muitas lembranças ao irmão Portella e diga que estou muito obrigado pelo serviço esplêndido que fez nas caracturas do Malho. Elle é um verdadeiro artista e deve educar bem o seu dom.

Dá lembranças ao irmão Totó e ao irmão Penna.

Do seu amigo e irmão na fé:

A. B. Deter
[Arthur Beriah Deter, pastor batista, missionário norte-americano no Brasil. Mais sobre ele neste link]

Practica na língua portugueza | A. B. Deter a Reynaldo Purim

[carta em português, apresentada na grafia original]

A. B. DETER
Caixa T
CURITYBA
ESTADO DO PARANÁ

Curityba, 14 de agosto de 1919

Presado irmão Renaldo:

A sua estimada carta veio hontem e vou lhe responder logo. Estou desejoso também que o irmão venha trabalhar aqui durante as ferias. O irmão tem pratica na pregação do Evangelho em Portuguez? Temos um bom numero de egrejas onde o irmão poderá trabalhar, se é possível fallar Portuguez. Não temos dinheiro para mais obreiros agora porem, se as egrejas como devem trabalhar, em dois mezes teremos algum dinheiro em caixa para auxiliar o irmão quando acabar o ano escolar em Novembro.

Em caso que o irmão não tenha muita practica na língua portugueza acho que será de grande proveito espalhar bíblias e tractados em nosso campo e poderei fazer uma combinação com a Casa Publicadora neste sentido. É um trabalho ativissimo e dá boa experiência para o Ministerio. Vou mandar-lhe o “O Baptista” como o Irmão pediu porem não lhe custará nada. Espero estar no Rio antes do fim deste mez e poderemos fallar do trabalho em nosso campo.

Do irmão na fé,

A. B. Deter
[Arthur Beriah Deter, pastor batista, missionário norte-americano no Brasil. Mais sobre ele neste link]

N. B. – Mandei vir o motor para a nossa lancha e vou mandar fazer o casco logo. Do mesmo A.B.D.

O irmão faço favor fallar com o irmão Portella em respeito das caricaturas no “O Malho”. Não tenho noticias dellas.

Vens ou não | Victor Eggers a Reynaldo Purim

[Cartão postal em português, apresentado na grafia original]

São Paulo, 6. 11. 18

Prezado Reynaldo! O seu tio escreveu-lhe há tempo, a uma indagação de sua parte, que podias vir passar as suas ferias em casa d’elle. Até hoje, porém, não veio sua resposta, e o seu tio imcumbiu-me de perguntar-te si vens ou não. Esperando sua breve resposta, que desejo ser affirmativa,
saúdo-o
M amig
Victor Eggers

Uma pequena povoação | Ludvig Rose a Reynaldo Purim

[Cartão postal em português, na grafia original]

Sto. Amaro, 05. 10. 18

Meu querido Reynaldo!

As pressas! Recebi a tua carta de 1. do corrente, hontem. Estou, há algum tempo, morando em Sto. Amaro, uma pequena povoação nas proximidades de São Paulo, e passo regularmente ocupando-me com trabalho rural. A minha saúde, como a de minha família, nunca foi melhor.

Se tens vontade — e creio que não há motivos de admittir o contrario — de pegar na enchada e plantar as batatas, então estás convidado de passar as tuas férias em minha casa.

O meu endereço [de correspondência] continua a ser o mesmo: Rua Libero Badaró, 99.

Cumprimentos cordiais de todos nós.

Lrose [Ludvig Rose]