Foto do Casamento de Jacob Karkle com Milda Kalnin | Rio Novo – Década de 1930



Publicado em: on 2012/01/28 at 15:44  Deixe um Comentário  
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Grupo da Igreja Batista de Rio Novo | Década de 1940



Publicado em: on 2012/01/27 at 16:55  Deixe um Comentário  
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…toda natureza estava lúgubre chorando…. | de Olga Purim para Reynaldo Purim – 1921

Rio Novo 28 de julho de 1921

Querido Reini! Saudações!

Eu desta vez não teria direito de escrever. A tua carta logo que recebi em seguida já respondi. Naquela vez os outros não escreveram, então como a Luzija esta noite está escrevendo então você não vai levar a mal, pois eu já estou escrevendo, mesmo que você não as possa ler no momento pode deixar para quando os dias forem mais longos. Desta vez não tenho notícias alegres e sim bem tristes.

- Nestes dias passados, aconteceu um desastre que há tempo não tinha acontecido…. Agora a nossa mais querida amiga Marija Sommer,[os pais desta moça tinham falecido e os parentes moravam distante] já não caminha pelas estradas do Rio Novo e está onde não há preocupações nem dor e seu corpo repousa no cemitério, no alto da colina.
Era uma fria manhã de domingo, dia 17 de julho. Ambos, os velhos Leiman, devido a este frio, resolveram ficar em casa. Mas a Marija montada no Prinze veio para o culto na Igreja. A senhora Leimann não imaginava que aquela foi à última vez que abriu a porteira, para esta pessoa tão querida que nos últimos dois anos morava com eles e eles a consideravam como fosse própria filha e que não voltaria mais para casa.
Nós neste domingo a convidamos para almoçar aqui em casa e que passasse a tarde conosco, mas ela muito responsável só queria ir para casa. Logo após a casa dos Karklim o cavalo se assustou e desembestou numa corrida maluca [a distância que o cavalo correu devia ser um pouco mais de um quilometro]. Quem viu foi o Limors, depois os Salit que estavam também voltando da Igreja e logo que atravessou a ponte do Rio Carlota já perto da casa dos Karp, ela parece que não conseguiu mais se segurar e caiu. Correram os vizinhos como os Match e os Salit que vinham da Igreja por perto, mas a jovem parecia desmaiada e depois de muitos esforços ela voltou a respirar. Então levaram para a casa dos Karp que era bem próxima. Logo que soubemos desta trágica notícia, a Mamma foi voando até para ver o que poderia ser feito. Aquele acontecimento agitou a tranqüilidade dominical da comunidade. A Maria não retornou os sentidos. Nos Karps, ela ficou até quarta feira, mas porque na casa dos Karp tinha pouca gente para cuidar a Mamma ficou lá duas noites direto [distante 3 quilômetros]. Os Leimann e os Grikis queriam levá-la cada um para a sua casa, mas ficou decidido trouxeram para a casa dos Grikis. Ficou todo este tempo respirando, mas sem comer ou falar nada. Ela resistiu desacordada 8 dias e assim no dia 25 ela morreu e no dia seguinte foi o enterro. Neste dia do enterro estava um dia nublado, cinza e soturno como eu não me lembro ter visto igual….. Parecia que toda natureza estava lúgubre chorando por ela… Agora o casal Leiman, ambos velhinhos sós, outra vez. Agora uma de nós duas vai ter que ir morar com eles. Quem será ainda não foi decidido. — Tempos atrás também morreu a senhora Elbert.

Hoje não vou escrever mais nada, porque logo que receber sua carta, eu terei que escrever outra vez e sobre os assuntos diversos a Luzija está escrevendo.

Quanto a nós graças a Deus estamos todos bem e esperamos que também estejas também.
Com sinceras lembranças. Olga.

[Este acidente foi causado pela corrida desenfreada do cavalo e agravado pelo uso da sela de banda usada pelas senhoras e moças que somente o pé esquerdo apoiava-se no estribo.].

Publicado em: on 2012/01/26 at 17:06  Deixe um Comentário  
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História de um leto do Rio Novo | Frederico Leiman

Para ler em tela inteira clique aqui.

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Publicado em: on 2012/01/25 at 11:30  Deixe um Comentário  

Pessoal de Orleans em viagem de passeio para o Rio Novo | Década de 1930



Publicado em: on 2012/01/24 at 20:21  Deixe um Comentário  
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Informações sobre as famílias de Rio Novo | Depoimento dado por Dª Lídia Andermann

Breves informações sobre as famílias que vieram para o Rio Novo baseadas no depoimento dado pela Dª Lídia Andermann

Andermann
Karlis Andermannis era nome de seu pai. Veio para o Brasil em 1.905 no mês de agosto para ser Pastor e professor da Escola e ensinar o Leto e o Português. Moravam na própria igreja. A menina nesta época da tinha 5 anos. Achava a natureza muito bonita. Lembra também dos piqueniques especiais para as crianças.

O seu pai foi professor no Rio Novo por 5 anos e depois por razões de Doutrina [se tornou pentecostal] teve que sair. Mas ela ficou mais anos morando junto com família do outro Professor que veio depois. O seu pai mudou-se para Mãe Luzia.
, perto do Eduardo e o Ziguismundo. A esposa do Sr. Karlis era da família Kansbergs. O nome da menina, hoje senhora é ela a própria Lídia.

Balod
Dos Balod ela lembra que moravam perto do lugar chamado “Kanels” que na realidade era uma encruzilhada deserta sem qualquer significado se não fosse o lugar das pessoas que vinham juntas da Igreja e, às vezes, namorando ao luar ou sem ele, tinham que separar. À direita iam as que moravam no Rio Carlota, Rodeio das Antas, Rodeio do Açúcar e Invernada. Para a esquerda iam os habitantes do Rio Laranjeiras, Coxilia Sêca e Brusque. Lembra que os Balod tinha duas filhas, a Cornelia e a Alda.

Karklis
O chefe do clã era o Sr. Jekabs. Os filhos pela ordem: Jekabs, Karlis, Vilips, Janis, Ernests e Fricis. O velho era muito comilão, existem diversas histórias. Também era muito cômico e por vezes mal interpretado devido o ambiente por demais puritano. Era casado com uma das irmãs Kanzbergs
.

Frischembrudder
O Sr. Frischembruder tinha sido padeiro e confeteiro em Riga. Por isso nas festas da Igreja quem fazia o pão e os doces era ele.

Grikis
Este tocava violino e ensinava o coro.

Grunski
Este tinha uma atafona e uma menina doente.

Indricksonn
Este não era crente. Negociava. Comprava manteiga e outros produtos. Reclamava da estrada que ia para Orleans, cheia de raízes, pedras e muita lama.

Karp
Karp Onkulis [Tio Karps- Modo carinhoso de tratar as pessoas mais velhas] era como a pequena Lídia o chamava. Os filhos Oscar, Arvido [o surdo mudo], Eduardo e a Matilde que mais tarde casou com o João Zalit. Eles por muito tempo não admitiam estar namorando. Estavam sempre a cavalo e sempre passavam na frente da Igreja a galope total e o pastor [pai da Lídia, a nossa narradora] ficava irritado e na primeira oportunidade chamava atenção deles com o pretexto nobre de não maltratar os animais.

Klavins
“Meza Klavins”. Assim era chamado o chefe do Clã dos Klavin. [Significa que este Klavin era da selva ou do mato e longe da civilização pois morava longe na Invernada]

Lövenschtein
Este brigava muito com a esposa. Das três filhas, duas eram Amalia e a Ida. Também tinha um filho que com toda certeza era autista.

Match
Estes tinham duas filhas solteironas muito orgulhosas, não davam bola para nenhum rapaz e muito principalmente se fosse um Karklis.

Neiland
“Neiland Tant” • era desamparada e morava um mês em cada casa.

Netemberg
Eram muito pobres, tinha uma filha que morava em São Paulo ganhando a vida ensinando ginástica e fazendo massagens.

Ochs
Uma filha do Ochs casou com Leimann de Ijuí [A Lúcia]. O João foi morto por uma bala perdida em Tubarão.

Paegle
Ela lembra da Marta. Uma filha dela furou o joelho com uma agulha.
Eram duas famílias dos Paegles e moravam perto de Orleans. Eles tinham uma ferraria. Eles tinham vários filhos.

Plieder
O Plieder não era crente.

Steckert
Moravam inicialmente perto do “Kanels” ele era marceneiro e ela costureira. Ela mudou para Orleans e deixou o marido sozinho. Tinha duas filhas a Valeria e outra Frida que casou com o filho do Karp quer era surdo mudo [Arvido] e o rapaz se chamava Hari. O senhor Stekert morreu sem ninguém saber porque [sozinho]. Ele não mudou da roça para Orleans. Talvez fosse problema do coração. Com as meninas eu me dava bastante.

Vanags
Levou um tiro na testa e ficou cego de um olho. Estava limpando a espingarda.

Zanerips

Tinham muitas filhas. Morou em Azambuja [Araranguá] perto do mar. Eram muito amigos dos Andermann.

Lieknim
Mudou para Nova Odessa. Tinham 2 filhas e 1 filho. Moravam junto à tia Laura (?).

Purim
Moravam muito perto deles logo na subida do morro para o lado do “Kanels”. A tia Olga a convidou para ir a sua casa para tomar um café.

Zalit
O João Zalit casou com a Matilde Karp uma das moças mais bonitas da época. ???

Slengmann
Os Slengmann morava perto do Och.

Zeeberg
Os Zebeerg de Mãe Luzia eram Adventistas. Um Zeberg que tinham duas filhas e foram para Nova Odessa. Eles moravam perto da tia Lina -Será que não era os Lieknin?

Eu voltei morar em Rio Novo para estudar com o Professor Elbert.

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Nossos sinceros agradecimentos pela atenção e gentileza de nos fornecer estas informações. Sabemos serem poucas, mas demonstram o que do tempo de criança uma pessoa adulta consegue lembrar fatos que marcaram a sua mente naquela época.

V.A.Purim

Evento na Igreja Batista Leta de Rio Novo | Década de 1920 (final)



Publicado em: on 2012/01/22 at 22:29  Deixe um Comentário  
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