…fizeram uma viagem a cavalo para visitar a Igreja Batista de Mãe Luzia. De Luzija Purim para Reynaldo Purim – 1924

[Parte final de uma carta escrita pela tia Lúcia da qual não foi encontrada a parte inicial]

…. Lemos e buscamos respostas para 12 questões. São as seguintes:
1. Quem escreveu este livro?
2. Para quem foi escrito este livro?
3. Onde ele estava [o escritor] quando escreveu este livro?
4. Quando ele escreveu este livro?
5. Quem ou quais foram os motivos, para ele escrever este livro?
6. Qual era o objetivo dele ao escrever este livro?
7. Em que condições e que obstáculos encontrava o escritor quando escrevia este livro?
8. Em que condições se encontravam as pessoas ou o povo a quem ele escrevia este livro?
9. O que este livro revela sobre o autor e sobre as suas condições psicológicas e estado de espírito?
10. Qual é o tema ou a mensagem central deste livro?
11. Qual é a grande verdade deste livro sobre a qual as outras somente concorrem para a sua confirmação e esclarecimento?
12. Quais é o estilo do escritor deste livro que possa ser considerado semelhante ou original em relação aos outros livros?
Pode ser que ao terminarmos este trabalho e encontrarmos todas estas características, passaremos a estudar outros livros.

Quanto a Igreja vai tudo bem e é provável que o Strobergs já te tenha escrito. Porque ele disse que já faz tempo que mandou uma carta para você.

Faz pouco tempo, isso foi no dia 14 de novembro os Rio Novenses fizeram uma viagem a cavalo para visitar a Igreja Batista de Mãe Luzia. Daqui eles saíram logo depois do meio dia, ao todo 13 pessoas: O Stroberg com a sua irmã, dos Balod o Willis e a Alda, dos Felberg o Augges e o Aleksis, dos Match a Milda, dos Klavin o Augusts e o Willis, dos Leepkaln o Siguismundo, dos Auras o Oswald, e mais a tia Maisim e o Werner Grikis. Eles cavalgaram durante a noite e em dois lugares pararam para alimentar os cavalos e descansar. Também para eles próprios fizeram fogo e ferveram café. As moças se comportaram como estivessem soltas.[Trakas – doidas] O pastor passou uma grande reprimenda, mas nada adiantou. Ele mesmo entrou nas samambaias e foi dormir,[Acho que as samambaias deveriam ter sido cortadas e amontoadas em um lugar limpo, porque seria uma temeridade, entrar no meio das samambaias para dormir. Nas capoeiras tem skudras e tchuskas –formigas e cobras] chegaram pela manhã, todos estavam esperando, no Sábado a noite teve culto e no Domingo houve 3 cultos, um pela manhã, um à tarde e outro à noite. O filho do Klava levando de canoa o Stroberg e a Lídia virou o barco no meio do Rio Mãe Luzia, porque isto faz parte da tradição, para com todas as pessoas que vão lá pela primeira vez. Na Segunda feira foram passear nas casas dos letos de lá e a noite teve o culto de despedida e na Terça feira pela manhã cavalgaram de volta para casa. Esta visita deixou uma boa impressão e todas as reuniões foram muito bem concorridas.

O Robert[Klavin ] tem escrito? Ele agora está em casa.

Você poderia perguntar para o Wictor[Wictor Stawiarski ]porque ele não escreve para casa. Depois da visita dele aqui ainda não mandou nenhuma carta para os seus familiares. A mãe dele está muito preocupada porque lá está havendo uma revolução e o pequeno Wictors nada escreve para casa.

A tia Stekert pediu para que você fizesse uma visita ao Fredy, porque também é preciso procurar as ovelhas perdidas da nação de Israel.

Os Jornais que você diz ter mandado ainda não chegaram. Por que você não mandou mais “O Crisol”? Faz muito tempo que não tens mandado mais, se não me engano o último número parece que foi o 8.

Agora nós temos um novo agente dos Correios. Quando o Hercílio Luz morreu, todo o Governo de Orleans caiu do trono. O Evaristo com toda a sua turma inclusive o genro [Este genro era o Alfredo Balod, filho do Hermann Balod, que era pelos letos o malvisto Agente dos Correios.] estão fora. O novo superintendente é o Cardoso.

Há pouco tempo chegou de São Paulo um alemão chamado Gustavo Isernhgem. Ele é agente vendedor de terras. O Ludis o teria mandado para cá, porque souberam que o pessoal de Rio Novo está querendo sair indo embora. Ele veio convidar para ir para a colonização dele. As terras não são dele e sim de um irmão dele, em companhia do Ludis. Estas terras não estariam longe de “Varpa” em um lugar chamado “Rio Capivara”.[Falta descobrir esta herança do tio Ludis e também a localização deste lugar] Segundo ele as terras são extremamente férteis e o milho cresce 5 metros de altura. Ele ficou uma semana hospedado na casa do Ernesto,[Ernesto Grüntall era o nosso vizinho Enozis. Ele era uma pessoa muito dada e tinha sido amigo do Ludis no tempo que ele fugiu para Porto Alegre. O Ernesto também esteve em Porto Alegre no mesmo tempo. O que falta é saber se ambos foram juntos ou senão quem foi primeiro. A mãe do Ernesto era uma cozinheira profissional, pois tinha trabalhado com uma família alemã lá na Letônia. Ela entre outras coisas sabia preparar uma espécie de bolinho de carne muito especial que também ensinou a minha mãe a fazer.]para o qual trouxe uma carta de apresentação. Também veio aqui em casa fazer uma visita. O Ludis ainda é o grande Redator daquele mesmo jornal.

Bem eu tenho que terminar porquê já “imprimi” não sei se terás tempo de ler tudo isso.

Escreva bastante. Quem é agora o redator do “O Crisol”? Quem este novo, líder da Associação? A revolução ainda continua? Aqui falam que lá está havendo uma grande Revolução e que inclusive o Presidente da República teria sido ferido.

Muitas lembranças de todos. Luzija.

[Escrito nas laterais]
Ainda muitas lembranças do pessoal de Larangeiras e também do Frischembruder, ele diz ter escrito e você ainda não teria respondido. Muitas lembranças de todos.

Se você tivesse ido encontrar-nos no Rio de Janeiro……| De Lilija Purens para Reynaldo Purim – 1923 –

Nova Odesssa 26/VIII/23

Saudações, meu querido primo!!!

Que a paz de Deus e sua misericórdia estejam contigo em todas as tuas atividades.

Já passou bastante tempo que recebi a tua carta. Perdoe meu primo e não pense que eu sou uma displicente que não responde as cartas, mas é muito mais difícil quando a gente mora em casa dos outros como empregada. Quando morava com a mamãe, eu fazia o que queria e aqui eu escrevo quando alguém decide que eu posso escrever.

Agradeço muito por que você se apressou em me responder, pois já há muito tempo estava com saudades tuas, mesmo porquê desde a Letônia o teu nome já era muito familiar. Quando os seus pais escreviam para a Letônia já, contavam que eu tinha primos. Os teus familiares de Rio Novo mandaram a fotografia deles, está o Tio, a Tia, a Olga, a Lúcia e o Artturs, mas você não está nela. Eu acho que pela fotografia eu os conheço como que pessoalmente, mas você não. Peço se possível, que me mande a tua fotografia para que também o veja.

Eu também te mandei a minha fotografia, mas eu estou muito morena queimada pelo sol e você esta proibido de mostrá-la a qualquer pessoa, porquê a mesma não ficou boa. Quando nós nos encontrarmos você vai me conhecer e verá em que brasileira eu me tornei. Às vezes eu tenho medo de mim mesma.

Mas você, por favor, mande o seu retrato o porquê eu não tenho muita paciência para esperar até este encontro. Você ainda pergunta pelos meus familiares. Agora ainda eles estão morando no acampamento. Mas pelo que parece eles estarão logo saído de lá. Ontem eu recebi uma carta deles que diz que estão se aprontando para viajar para o Rio Novo para encontrar-se com os teus familiares. Eles têm escrito diversas vezes que estão prontos e em condições de nos receber.

Você escreve que não entende porque nós fomos para o Sapezal. Isto aconteceu porquê que da língua nós não entendíamos uma só palavra e o endereço nós realmente não sabíamos como chegar a este Rio Novo. Quando saímos da Letônia, já tínhamos a intenção de ir morar com o tio, mas em chegando não sabíamos mais o que fazer, então fomos com os demais letos para Sapezal. Se você tivesse ido encontrar-nos no Rio de Janeiro, então não teríamos ido a Sapezal.

Mas parece que este foi o desígnio do bom Deus para que nós passássemos por este sofrimento e estas dificuldades. -Se Deus quiser um dia, nós vamos nos encontrar.

Agora escreva quanto tempo ainda tens que freqüentar a tua escola?

Quando terminar os estudos, vais para casa ou vais trabalhar nas Igrejas?

Também escreva contando sobre as suas irmãs, pelas fotos, a mais alegre parece que é a Olga e a Lúcia mais devagar. Mas descreva como realmente elas são.

Entre nós eu sou a mais alegre e a Alma a mais lenta e na estatura eu também e sou mais alta.  Estarei aguardando breve a tua carta.

Tua menor irmã Lilija

[Escrito na lateral]

Oh!  Meu querido Reinhold. Como é difícil escrever o teu endereço, acho que não vou conseguir escrever como é preciso.

 

Fiquei todo tempo olhando para baixo tentando ver você… | De Lilija Purens para Reynaldo Purim – 1923 –

Nova Odessa [Sem data]

Boa Noite!

Que o Bondoso Deus do Céu te abençoe!! De coração meu querido primo sinceramente eu te saúdo e com estas poucas linhas e desejo-te muitas bênçãos de Deus para todas as tuas atividades. Com esta carta quero anunciar que já estou no Brasil, não bem no lugar que eu esperava estar, mas de qualquer modo estou aqui. Ainda que fisicamente ainda não o conheça, mas pelo que o meu papai contava que eu tinha parentes no Brasil. Considerando, como primo encorajei-me e estou escrevendo.

Agora quero contar como eu me sinto na minha nova pátria. Se alguém tivesse me contado enquanto estava morando na Letônia que eu iria conhecer o Brasil eu nunca iria acreditar. Como tudo aconteceu eu não consigo compreender. Vivíamos na mais completa paz e felicidade, lá na Letônia e nunca tínhamos pensado em mudar de vida até que papai começou a falar sobre um irmão e a família dele que morava no Brasil, e tinha vontade de vê-lo e os filhos dele. Assim começamos a nós aprontarmos para viajar para cá. Nós estávamos curiosos para conhecê-los. No princípio os nossos parentes e conhecidos não nós queriam deixar partir daqui da Letônia e tinham pena de nós, mas, quando viram que nada iria adiantar, pois nós não ouvíamos conselhos de ninguém, então deixaram de falar, então deixaram-nos em paz, sem antes de exigir uma promessa que escreveríamos contando tudo daqui e desejando uma boa viagem. Se nós gostássemos da nova terra, eles viriam também. Quando vendemos tudo e tiramos os documentos para a viagem, então em outubro começou a nossa viagem que foi muito difícil. Viajando e seguindo o longo caminho tive oportunidade de conhecer o que nunca imaginara poder conhecer. Quase metade do globo terrestre.

A viagem se tornou tão longa e monótona que nós ficamos aflitos que chegasse ao destino. No dia 13 de outubro sai de minha casa, onde tinha vivido e crescido, aquele momento quando ia saindo foi tão difícil que não consigo descrever a ninguém. Deixar a casa com o seu pequeno jardim, a horta tão familiar. Aqueles caminhos tão queridos, que eu corria desde menina, aqueles animais que eu alimentava. Aquele pianinho que eu passava o dia tocando. Nuvens negras de preocupação enchiam a minha cabeça. Era para mim difícil imaginar, como entrou na nossa mente mudar para um país distante e desconhecido como o Brasil. Mas nada adiantava, tínhamos que deixar aquelas paisagens tão caras e familiares e se mandar para um mundo desconhecido.

A grande viagem começou de trem. Até chegar na beira mar [porto] para embarcar no navio. Atravessamos a Alemanha, Bélgica até chegarmos na França. Ali embarcamos no navio para o difícil caminho no mar. Ficamos 19 dias no mar, mas durante 8 dias passamos sem ver senão céu e água. Quando o nosso imenso navio parou no Rio de Janeiro. Fiquei o tempo todo olhando para baixo tentado ver você vindo encontrar-nos, pois sabia que você estava estudando aí. Mas debalde, não apareceu ninguém e com os corações realmente entristecidos tivemos que continuar até o porto de Santos.

Lá desembarcamos todos juntos e fomos levados para a Hospedaria dos Imigrantes, onde ficamos dois dias e daí tínhamos que seguir em frente para a mata virgem…. O que eu tinha no coração naquele momento eu nunca poderei descrever. Os pensamentos mais macabros perambulavam pela minha mente. Não queria falar com ninguém, apesar dos irmãos tentarem me acalmar dizendo que eu deveria ficar alegre, mas era totalmente impossível para mim. O que nós esperava na mata, mais ou menos você já sabe. No acampamento morei 7 meses e então fiquei muito doente e já estava me aprontando para ir para o lar eterno, os meus arranjaram para que ficasse com outros irmãos da Igreja que já moravam em Nova Odessa para me tratar.

Agora estou morando com a família do irmão Fritz Puke como empregada doméstica.[ Deenas meitu – Literalmente, moça para trabalho de dia, diarista] Os trabalhos são os mesmos como em qualquer família, mas eu já estava desacostumada.

Na realidade eu queria ir para o Rio Novo, para ficar com os teus familiares, mas dinheiro para a viagem, eu não tenho e ganhar tão rápido não é possível, portanto terei que viver por aqui. Se Deus determinou para que nós nos encontrássemos, então, isso vai acontecer.

Estarei esperando uma longa carta sua. De coração te amando tua desconhecida prima Lilija com 18 anos de idade __________________________________________________________

… pois em férias você está e quando poderei conseguir as minhas? De Olga Purim para Reynaldo Purim – 1923

Rio Novo, 23 de janeiro de 1923.

Querido Reini: Saudações!

Ah é assim! Ontem foi o seu aniversário por isso em primeiro lugar desejo muitas felicidades. Aqui nós não temos telégrafo nem telefone. Se tivéssemos, teríamos telefonado para avisar que era o dia de seu aniversário.

Desta vez eu teria isto e aquilo para escrever. Mas vou começando a me desculpar como habitualmente você faz. Tu não lembras mais nada da vida aqui em Rio Novo, mocinho novo, como tu eras, estamos cheios de serviços grandes e pequenos. Serviços nas roças e serviços em casa. Que as ervas daninhas têm ser capinadas e que a chuva nesta época é demais e diante de tanta coisa para fazer não podemos entrar em minúcias, pois não dá tempo para escrever tudo.

A tua carta escrita no dia 11 de dezembro com todas fotografias recebemos alguns dias antes do Natal. Muito obrigada por tudo. Fiquei esperando mais alguma carta para matar dois coelhos com uma carta só, mas desta vez não veio.

Você realmente veio e chegou para o Natal [nas fotografias], mas estava tão orgulhoso que não abriu a boca. Parecia mesmo um padre católico. Uma face mais gorda que a outra e o seu alfaiate esqueceu de colocar os botões no fraque. Se soubéssemos o tamanho e a quantidade dos botões, poderíamos mandar daqui. Apesar do muito serviço estamos deixando você dormir, pois chove demais. Continue na gaveta.

Nós todos os jovens de Rio Novo estamos esperando “Segundo convite” para a inauguração do novo templo de sua Igreja e daí todos vamos viajar para lá. Apronte-se bem e nós espere. Se não formos agora nos vamos outra vez.

Tu queres saber os nomes dos grandes homens que dirigem a União de Jovens e os cargos de cada um. O Presidente era o João Seeberg, mas como ele tinha ir servir o exército então foi eleito para o lugar dele o Alexis Klavin. O secretário é o Karlis Sanerip e o tesoureiro é o Oscar Karp, o regente do Coro é o Osvaldo Auras e o bibliotecário é o Augusto Klavin e como moderador ficou o Augusts Feldbergs. Os auxiliares serão recrutados entre os membros pelos próprios titulares. As reuniões são agora realizadas todos os meses. Em cada segunda-feira que sucede ao segundo Domingo do mês a noite é realizado o ensaio, onde tudo tem que ser feito em brasileiro. Os hinos e tudo que é apresentado somente em português. E mais todos têm que participar mesmo que seja com alguma coisa senão vêm broncas e é terminantemente proibido falar em leto e ainda para terminar é cantado o Hino Nacional Brasileiro, tudo isto é muito bonito.

Na noite do terceiro Domingo é o culto de oração dirigido pela Mocidade. Na Segunda-feira que sucede o terceiro Domingo de cada mês é a sessão regular administrativa. [Sessão de negócios] Na noite do quarto Domingo é a Noite das Apresentações. Quando as noites voltarão a serem mais longas então às terças-feiras vão voltar os ensaios do coro dos jovens, [Todos colonos aproveitavam o máximo à luz natural.]
Pois agora chove demais e o mato [Ervas daninhas] cresce demais e o serviço para dar conta é muito, então por isso nesta época não dá tempo para aprender a cantar.

Quem chegou sem ser esperado vindo a cavalo de Mãe Luzia no dia 2 de dezembro, um Sábado foi o Karlis Leiman. Chegou aqui em casa já de noite, pregou na Igreja no Domingo de manhã e de noite. Na Segunda-feira foi até o Rodeio do Assucar onde os pais e eles tinham morado e daí visitou muitos amigos e conhecidos e na mesma semana foi embora. Explicou que estava com pressa de voltar porquê na vinda tinha perdido muito tempo, pois o navio tinha encalhado num baixio e demorou aparecer outro para o resgatar.

O Karlis contou alguma coisa sobre você e seu trabalho e que este ano não podes vir para casa, devido à construção do Templo. Também contou que você é um homem muito importante, eles lá sem você, não conseguem sobreviver.

Reclamou de você que nunca escreveu contando do sucesso do João “Gigante” Klava que está lá na sua Escola. Agora ele esteve em Mãe Luzia na casa dos Klava e soube que o pupilo deles, o Jahnis era o mais inteligente e esperto que ele. Inclusive tinham mandado dinheiro para as passagens para que ele possa voltar e dar um passeio em casa, mas como não apareceu até agora, não sei se ainda virá. O Kahrlis disse se alguém não encontrar o velho Klava para ouvir os mil elogios ao seu filho e só lembrar da época que o velho Karklim elogiava o seu filho Jorge, pois ambos diziam que no mundo não tinham os filhos mais inteligentes que o deles.

E a festa de Natal está longe atrás. O tempo durante as Festas esteve muito bom. No dia 25 tivemos o pinheirinho e o programa da Escola Dominical. Na noite do último dia do ano nós também tivemos Festa na Igreja e esperamos o Novo Ano juntos. No dia do Ano Novo durante o dia houve a Festa de Missões, também na Igreja.

Não sei se você sabe que o tio Jekabs Purens com toda família estão em São Paulo e junto com o Inkis entraram naquela floresta? Sobre estas coisas você não sabe ou não se interessa por nada? Também não sabes quanto bem, eles estão passando.

O Schanis Sprogis escreveu aqui para o Alexis que quando o navio esteve ancorado no Rio ele subiu a bordo para ver os novos letos. Você bem que poderia ter ido também, pois tu moras ai mesmo. Ou mesmo não tens encontrado o Jahnis Inkis que estuda na mesma Escola ou não está mais? –

Eles chegaram em São Paulo como informaram seriam mais de 700 pessoas e quando desembarcaram foram encaminhadas para a casa do Imigrante e então após alguns dias sob a liderança do Inkis, do Malvess e de outros que chegaram antes, seguiram de trem, mata adentro. A última estação da estrada de ferro [Sapezal – Alta Sorocabana – Depois de Paraguaçu Paulista e antes de Quatá S.P.] está longe dentro da mata e de lá até se chegar o lugar ainda um longo caminho a pé através da mata fechada. O Inkis teria profetizado que o mundo seria atingido por grandes catástrofes e poderia mesmo acabar e a mata fechada seria o melhor lugar para ficar. O Inkis já teria profetizado antes que a Letônia seria atingida por grandes desastres e que todos que pudessem deveriam fugir da Letônia antes do dia 15 de outubro passado e por isso quem pôde veio embora.

O tio Jehkabs mandou um Cartão Postal de São Paulo que felizmente tinha atravessado o grande oceano, então iriam enfrentar a nova colônia em plena mata e também estava escrito que quando se encontrassem pessoalmente poderiam por os assuntos em ordem. Também prometeu escrever logo uma carta, mas até agora não chegou nada.

O que ninguém sabe é se o Inkis não está esperando ou prometendo para os outros que todos os Letos do Brasil estejam dispostos a o acompanharem nesta aventura. Uma coisa é certa, a quem o Inkis convencer, dificilmente poderá voltar atrás, porquê ele não permite não.

O Kahrlis contou que em Nova Odessa diversas pessoas acharam que o Inkis não estava bem da cabeça. O que ele vai fazer levando esta multidão diretamente para dentro da selva e fazer todos viverem do mesmo modo em que viveram os primeiros Apóstolos de Jesus com todos os bens em comum. Outros contam que já em São Paulo todos tinham que entregar a um comitê o restante de dinheiro que cada qual ainda tinha como reserva. Alguns que tinham mais e não teriam aceitado esta pressão e não sei então se não serão expulsos da comunidade por acharem isso uma extorsão ou roubo.

Também o Arnolds Klavin tem escrito que lá tem havido reclamações sem fim, com pessoas doentes, e muitas morrendo. Imagine sair de uma terra diferente e fria e passar para um calor destes. Sem alimentação ou pelo menos a comida que é parca e estranha para todos. Leite também não é possível se conseguir. Todos tem que comer numa mesa comunitária e nenhum melhor ou diferente de outro. Pela manhã pão de milho com uma sopa grossa, agora imagine sem leite. Na hora do almoço, feijão e arroz, mas sem carne. Parece que os que servem não são bastante justos e passam melhor.

Outros já estão morando em Nova Odessa e outros mais deverão sair. Como este movimento vai terminar, ninguém sabe. Se o Inkis não tivesse vindo antes aqui e conhecido o Brasil, quem sabe não tivesse se envolvido com estas profecias, pois ele depois de tanta violência e miséria da Grande Guerra começou a escrever para cá e também por lá e as pessoas começaram a acreditar que tudo poderia se repetir. Então porque não fugir para cá. Só de pastores devem ter vindo uns 20. Muitas Igrejas Batistas se dissolveram totalmente. Muitos pastores e líderes deixaram os seus pequenos rebanhos para trás e vieram para cá e eles que agüentem os males que estariam por vir. Como escreveu o Freij há pouco tempo: Aqueles que puderam viajaram e foram embora e nós aqui graças a Deus, mal não estamos passando e Deus está conosco e não sabemos como estão aqueles que queriam achar o Paraíso aqui na terra.

Aqui no Rio Novo todos dizem que aquelas mal orientadas pessoas que debandaram sem um plano definido e sem conhecer nada, bem que poderiam ter ficado lá vivido tranqüilamente os seus dias em vez de ouvir as profecias do Inkis. Dos que vieram não eram somente Batistas e sim também Luteranos todos que apóiam este movimento de Renovação Pentecostal. Pode ser que você saiba mais do que nós e não vale a pena ficar escrevendo e se eu escrever mais o que eu vou escrever outra vez.

O Arthurs vai escrever na outra vez. Ele não iria querer todas estas guloseimas de graça como laranjas, uvas, pêssegos, quanto quiser. Então comece a construir o navio para que nas próximas férias e venha com ele rápido e bem cheio de presentes.

Vou esperar de você uma longa carta, pois em férias você está e quando eu poderei, conseguir as minhas? Com lembranças de todos Olga.

[NT- Nesta carta já surgem comentários negativos sobre a futura colônia Palma]

Não foi sucesso por causa de um imenso temporal. | De Olga Purim para Reinaldo Purim – 1922

Rio Novo 7 de novembro de 1922

Caro Reini: Saudações!

Recebi a tua carta escrita no dia 19 de outubro no Domingo passando. Obrigado! Mas parece que ficou muito prosa com os teus trabalhos tão importantes.

Que tanto você vai a igreja todas as noites. Isto pode ser até demais. Não tem outras pessoas para ajudar fazer o trabalho. Ter que falar todas as noites e ainda se preparar para falar isto sem nenhum descanso.

Onde está o heróico Jahnis Klava? Sabe-se aqui que ele é merecedor de todas honras possíveis e já teria terminado a Escola Militar e feito ainda outras proezas.

Obrigado pelo convite para a festa, mas quando as festas são realizadas em Salões eu não acho vantagem. Outras por que, as festas, são sempre as noites? À noite nós sempre estamos com sono. Resumindo, não vai dar desta vez de ir; quem sabe na próxima.

Também você não veio na Festa da Mocidade no mês passado. Eles tinham aprontado tudo para ser uma boa festa e você nem assim não veio. Foi uma festa muito boa. O tempo estava muito bom e quem dirigiu foi o Emilio [Anderman]. Mensageiros de outras igrejas não vieram, mas muitas cartas e telegramas. Não vou escrever sobre a festa, pois os outros escrevedores vão escrever como tudo transcorreu.

Somente vou contar que a União das Jovens e dos Jovens foram reunidas em uma só, ficando como União de Mocidade da Igreja. Isto ocorreu no dia 8 de outubro. Os argumentos são que em outras localidades assim já funcionam melhor. Também estão prometendo reuniões semanais com outros temas facilitando os jovens a se desenvolverem etc. Vamos ver como vai ficar.

O Deter esteve aqui, mas somente um culto de Domingo à noite. Não foi aquele sucesso por causa de um imenso temporal. Logo em seguida ele foi a Tubarão onde foram grandes os cultos realizados. Até o Coro daqui da Igreja foi até lá para cantar.

Hoje a minha carta não está rendendo por causa do sono. Se você souber algum remédio para o sono… então, pode mandar. Ai eu escrevo mais. Este ano tudo, mundo anda bastante sonolento. Também os outros estão escrevendo então você terá bastante o que ler. –

Logo as tuas aulas vão terminar e ai você poderá viajar para casa, descansar bastante, engordar, pois na foto que você mandou ano passado estás magro demais e é possível que este ano estejas mais magro ainda.

Como é que os outros americanos tiram férias e vão para América então você muito bem pode vir passar as férias em casa. Ainda temos muitas laranjas e os pêssegos estão começando a madurar. Você vai gostar.

Para os nossos parentes na Letônia você mesmo poderá escrever. O endereço deles é: Europa Latvia Estação de Latgale Correio de Korjowka Kokorewa Mahlu kalnu majas Andrejis Purens [Mahlu kalnu mahjas traduzido é: Casas ou moradias da colina do barro]. Este endereço tão longo quanto uma légua você pode escrever em leito.[ O endereço está na ordem inversa] Como você já é professor vai ser fácil para entender.

Com saudações. Olga. –

(NT – Esta sonolência dela é sintoma de alguma moléstia)

… logo antes da Páscoa deste ano chegou do Kaukaso lá do interior da Rússia.| De Olga Purim para Reynaldo Purim -1922

Rio Novo 3 de outubro de 1922

Querido Reini. Saudações!

Recebi a tua carta há semanas atrás. Obrigada. Aqui eu estou quase como você que não consegue responder as cartas de imediato. Há uma 3 semanas atrás eu e a Lucija enviamos longas cartas para você quais esperamos que tenhas recebido. Eu não sei o que seria tão importante que tinhas para nos contar.

Pode ser alguma coisa que há muito tempo já saibamos, pois o Karlis Leiman quando esteve em Rio Branco na Convenção encontrou o Shephard [Shephard era o Diretor do Seminário Batista no Rio de Janeiro] e este disse que você é o aluno mais aplicado e inteligente dos que este ano vão terminar o Curso. Nas cartas você pergunta se nós lemos tal e tal artigo e é claro que nós lemos, mas faz tempo que não tem chegado mais.

Nós vamos suficientemente bem graças ao bom Deus. O tempo está nublado e está sempre mais chuvoso do que tempo bom.

As novidades no Rio Novo seriam estas: Na semana passada chegou de viagem de Nova Odessa o Conrado Frischembruder e sua Lídia. Também o Oskar Karp também com a sua Lídia que tinham ido a Nova Odessa em agosto vieram juntos. Estes tinham ido a São Paulo visitar os parentes e ver o mundo do lado de fora, pois nunca tinham saído e agora voltaram juntos.

No Sábado passado houve mais um casamento; foi da Emma Burmeister com o Felipe Karkles. [Felipe Karkle – Era o pai do Zefredo Karklis e outros] e foi maravilhosa a festa!

Você quer saber como está passando o novo professor. Eu não saberia dizer como realmente ele está passando, pois ele mora sozinho na Igreja, as crianças são poucas, mas como professor eu posso assegurar que melhor que o Treiman ele é.

O Alexandre Klavin que esteve em São Paulo viu e admirou os métodos usados pela União de Jovens de lá. Então ele e o Emílio [Emílio Anderman muito conhecido em Urubicí] querem implantar as novidades aqui. Houve diversas noites de apresentações variadas e culturais tais como: história do Estado de São Paulo, a imigração leta no Estado de São Paulo e como é o trabalho das Igrejas e das Uniões de Jovens; ilustrando com exemplos, contando fatos interessantes e discorrendo sobre eventos e outras atualidades. Todas reuniões foram bem concorridas e muito bem dirigidas.

Além disso, o Aléxis [Klavin] é um cantor com uma voz maravilhosa sem outra igual por aqui..

No dia 16 de outubro será a Festa de aniversário da União de Mocidade de nossa Igreja. Os preparativos estão já estão sendo feitos. Pode ser que até o Deter venha para a festa.

O Karlis [Leiman] escreveu que eles iriam sair de viagem no dia 20 de setembro, mas até agora não apareceu ninguém.

Há pouco tempo atrás recebemos cartas de nossos parentes da Letônia. Eles ainda estão em Latgale. Ambos André e Jekabs escreveram. Porquê o André logo antes da Páscoa deste ano chegou da Kaukaso lá do interior da Rússia. Eles tinham ido para lá em 1917 saindo da turbulenta São Petersburgo e ficaram morando lá até o final da guerra. Então começaram a viagem de volta para a Letônia. Levaram 6 meses de dificuldades imensas, fome, frio, doenças e ainda ele continua doente. São só os três, ele o André, a Ieva e o filho Jahnis que moram junto com o Jekabs. Estão escrevendo que quando as crianças terminarem de tecer e costurar as roupas novas eles vem embora para o Brasil.

O Jekabs virá com a família pagando as suas próprias passagens, mas o André não tem este dinheiro todo. Então o André está pedindo que enviem as passagens marítimas através do governo, então ele virá também e vai trabalhar duro para pagar tudo e não vai ficar devendo nada. Agora vou ter que escrever muita coisa para eles, pois eles querem saber muita coisa daqui.—

Domingo passado recebemos cartas do Fritz e do velho Leiman. O Fritz apressou-se em contar que no dia 4 de setembro às 6 horas da manhã a mãe foi para a morada eterna. Ela viveu com eles na Argentina somente 8 dias… Então foi para aquela casa que ainda não podemos ir…— O Fritz contou que a mãe chegou tão fraca que tinha que ser carregada do vagão para o automóvel e daí para o quarto. O médico que a estava tratando tinha assegurado que ela iria viver mais uns 5 ou 6 meses, pois ela já não teria mais preocupações… Mas viveu somente 8 dias.—

Bem hoje chega. Lembranças de todos. Olga.-

…nesta nossa pequena “Letônia além do Atlântico” | Fatos da América do Sul – 1898

DA AMÉRICA DO SUL
Publicado no jornal da Letônia
Majas Viesis n. 22 (O Visitador do Lar) de 22 de maio de 1898
Traduzido para o português por Valfredo Eduardo Purim
Matéria gentilmente enviada por Brigita Tamuza de Riga
Primeira Parte

“Em Orleans do Sul (encontra-se na província de Santa Catarina no sul do Brasil)”.
Da cidade portuária de Laguna (junto ao Oceano Atlântico, da foz do rio Tubarão até Orleans há uma ferrovia. A estação ferroviária de Orleans do Sul é também o principal acampamento da colônia Grã-Pará e distante de Laguna aproximadamente 75 quilômetros), no sul do Brasil e nos escreve:
Os periódicos noticiam por reuniões sociais noturnas e outros eventos agradáveis. Também nesta nossa pequena “Letônia além do Atlântico” que nós chamamos, isto é, “Rio Novo” e “Rio Carlota”, conseguem nivelar-se com qualquer pequeno agrupamento humano na terra natal. Desde aquele tempo, enquanto aqui chegou um pastor batista leto, ocorreu raro movimento de renovo. Para bem entender a diferença entre o presente e o passado, então devemos retornar no tempo uns 6 anos atrás, quando nós como novos colonos entramos em nossos barracos, trazendo em nosso peito sentimento estranho. Ao desembarcar da composição ferroviária, encontramos alguns batistas letos de levas anteriores de imigrantes, todos com um recipiente ao lado, cujo liquido nos ofereceram alegremente – dizendo: aqui irmãozinho, isto é a nossa bebida. Irmãozinho, ao tomar um gole notamos a repugnância, podendo entender que a bebida oferecida não é própria aos espirituais. Devolvendo o copo, ao receber, à pessoa que 0fertou comenta: sem isto (cachaça – bebida alcoólica feita de caldo de cana, semelhante à bebida da Letônia feita de centeio) aqui no clima quente é indispensável.
Então, como os demais depois de satisfeitas as necessidades materiais não foi de todo difícil construir um pequeno templo e fundar uma pequena Igreja, cujo objetivo dela seria uma cidade no topo de um morro, isto é, viver exemplarmente entre os brasileiros, florir como uma flor branca e com isto chamar a atenção, para quando eles vendo nossas boas obras, aprenderem a nos respeitar. Embora entre nós com dificuldades a imagem deverá ser forte e brilhante.
Nas assembléias da Igreja a questão principal era sobre as bebidas. Boa parte vigorosamente defendia que, o uso de bebidas alcoólicas em publico seriam moralmente [embriagues oculta também. ], outros manifestaram, que seria melhor usar moderadamente. Pelo menos não se apresentar como amantes do álcool (…).
Nestas assembléias restritas havia senso e dissenso. Uns queriam nadar a favor da correnteza, outros discordavam firmemente. Isto não poderia se arrastar por muito tempo. Terra livre e povo livre cada um pode como quer, certamente observando os limites legais.
Assim num belo dia, os últimos levantaram ali perto sua igrejinha, templozinho menor agremiação maior paz. Ouvia-se falar em uma terceira igreja. Porém duas foram suficientes. [ Na realidade naquela época não haviam duas Igrejas, pois a outra era em Oratório que foi outra Colônia de vida efêmera]
Verificamos, que com duas embora com menor número de irmãos, que desmoronava, observando o vasto campo missionário, onde só os pretos pagãos existem, embora eles não saibam em meio a desavenças usar sua liberdade e vivem moderadamente. Entre os católicos nós pretendemos iniciar um trabalho missionário.
Um certo irmão, ainda jovem, certamente imaginando, que com os brasileiros e negros (católicos) pouco há o que fazer e nós não dançamos conforme a sua música, tinha decidido nos deixar ao nosso destino e adentrar as matas junto aos bugres (índios brasileiros) para assim converte-los em batistas (…). Alguns aqui passaram a vida toda sem nunca terem visto bugres, que cada vez penetram mais longe na mata virgem.
Com muitos bons propósitos e maus resultados passaram estes 6 anos, sem um líder e sem unanimidade… Mas, não importando o que cada um fazia e dizia, a Missão Batista de Riga nos mandou o Sr.J. Inkis, para que ele visitasse as colônias de Grã-Pará, Mãe Luzia e Blumenau para revigorar as almas letas entre elas 17 luteranos, todos sem pastor. No ano passado, no dia de S. João o novo pastor pela primeira vez cumprimentou do púlpito os seus irmãos, não importando que recentemente tinha deixado seu bordão de viagem. Ele alegrou-se muito, encontrando seus patrícios materialmente satisfeitos. Ele havia imaginado encontra-los em condições bem precárias. Exatamente ao contrário no lado espiritual e parecia que ele percebeu em curto espaço de tempo – e como competente trabalhador tudo fará para nivelar o terreno. Ele proferiu sermões dominicais, mas não esqueceu os alemães (…). Até agora a “Sociedade das Missões” aqui trabalhava em silencio, espalhando panfletos nos caminhos, onde brasileiros e italianos (católicos) transitavam. (…) Começam os nossos a se unirem. Projetamos convidar da terra natal alguns professores. Nossa nova geração até agora está completamente sem qualquer progresso cultural (…). O Sr. Inkis conduz também as assembléias dos colonos, onde são solucionadas diversas questões sobre agricultura, administração e progresso da colônia.
Agora estamos organizando uma “Expedição” para explorar as redondezas para verificar sua fertilidade para aqueles que possuem áreas menores [isto se refere à incompetência na distribuição das áreas] para conseguirem boas áreas para que tenhamos espaço para todos os tempos, para que os letos não tenham que se dispersar por todos os cantos do Brasil, mas todos, convivendo próximos, pudessem cultivar a fé e a nacionalidade (…). Nós aqui lemos parte livros editados pelo Sr. Frey de Riga. Também não esquecemos das publicações periódicas, nós lemos Majas Viesi (O Visitador), LatvieŠu Avise (O Jornal da Letônia), Balsi (A Voz), Teviju (A Pátria). “

Ass.
Um colono da Grã-Pará

Continua