Mapa Lepste/Purim

Mapa da colônia, desenhado por Janis Lepste e com correções e adições à lápis de Otto Roberto Purim.

Em destaque, nesta porção central do mapa, a posição dos três templos da igreja da Colônia: o original, feito de palha (Lapas baznica), o segundo, feito de lascas de madeira (Skaidas baznica) e o último, feito de madeira (Tagadeja baznica).



Para a história dos templos, veja aqui.

Para a correspondência que menciona este mapa, veja aqui.

Clique na imagem para ver em tamanho original (grande).



Imagem cedida por Brigita Tamuza.

Origens da colônia: Breve história da Igreja Batista Leta do Rio Novo, segunda parte

continuação da primeira parte

A idéia central dos participantes convergia para a urgente necessidade de se conseguir um templo, mesmo que provisório, mais amplo para as reuniões. Para escolher o local foram escolhidos os nomes dos seguintes irmãos: J. Ochs, J. Neiland, J. Simpson, K. Match e J. Stekert.

O lugar foi encontrado, bem no meio da colônia, numa encosta do terreno pertencente ao irmão J. Simson. Todos pegaram firme no trabalho. Até as irmãs mais novas, adolescentes mesmo, ajudavam a amarrar os feixes de resistentes folhas de palmeira [guaricana] para a cobertura, isto é, a confecção do telhado. Também as paredes foram confeccionadas com este mesmo material.

Para a confecção dos bancos foram assentadas estacas no chão até uma altura conveniente e sobrepostas travessas para sustentação feitas de ripas retiradas dos troncos de palmito [jussara]. O resultado foi satisfatório e os bancos até que ficaram confortáveis. Todos juntos trabalhando, em três dias a obra ficou pronta.

No fundo da construção estavam os assentos para os coristas. Organizaram-se dois coros. No lado direito ficava o coro do Rio Novo e no lado esquerdo ficava o coro do Rio Carlota.

Aqui cabe um esclarecimento: nesta imigração do pessoal da igreja de Dinaminde veio o coral quase completo, incluindo o seu dirigente, e como as terras do vale do Rio Novo já tivessem sido todas tomadas pelos que tinham chegado antes, estes se instalaram ao longo do outro vale — que os agrimensores haviam denominado de Rio Carlota. Durante algum tempo os colonos foram distinguidos pelo nome dos pequenos rios ao longo dos quais moravam, mas com tempo a denominação de toda colônia passou a ser Rio Novo, talvez por ter sido onde ela realmente começou.

Durante os cultos os corais se revezavam. O coro de Rio Carlota, composto pelos de Dinaminde, era dirigido pelo irmão K. Match, enquanto o do Rio Novo, composto por oriundos de Riga, era dirigido pelo irmão Frischenbruder. O último hino do culto de cada domingo era cantado por ambos coros unidos e dirigido alternadamente por um ou outro dirigente.

Como líderes da igreja foram eleitos os seguintes irmãos: J. Bachul, J. Neiland, J. Stekert e M. Indrikson. Para servir a ceia do Senhor, o irmão J. Bachul. A direção dos estudos bíblicos foi confiada ao irmão J. Simsom e mais tarde ao irmão J. Stekert. Para a direção da Escola Dominical apresentaram-se voluntariamente J. Neilands, K. Matchs e Julia Balod.

O progresso da igreja era lento mas firme, sempre em frente. A vida do irmão Simson foi curta, pois neste mesmo ano de 1892 ele veio a falecer. No lugar dele foi eleito, como secretário-geral, o irmão K. Seeberg. Como tesoureiro foi eleito o M. Leepkaln e, como responsável pelo livro da tesouraria, o irmão J. Klavin.

Continuavam a chegar novos colonos seguindo os que vieram de Riga, bem como uma nova leva oriunda das colônias Letas de Nowgorod (Rússia) — onde muitos tinham se inte­ressado pela vida nas terras quentes. Os recém-chegados, tanto de Riga quanto da região de Nowgorod, eram batistas, e com isso a igreja crescia ainda mais.

O salão se tornava pequeno demais, e além disso os dentes do tempo tinham feito o seu estrago no templo improvisado. Estando situado em local alto e descampado, os fortes ventos haviam desfiado as folhas de palmeira. Por diversas vezes havia sido discutida a necessidade de se adquirir um terreno para a sede definitiva do templo da Igreja e da Escola, mas este assunto ia sendo adiado por que os pioneiros tinham tarefas inadiáveis para tratar, coisas como a construção de seu próprio abrigo, cercas e as plantações — e isso tomava todas as suas forças.

Ao mesmo tempo a igreja começou a aspirar a visita de algum líder espiritual da Letônia. Começaram as trocas de cartas. Surgiu a possibilidade da visita do notável líder e editor de literatura batista de Riga, porém a prioridade dele era visitar a “Terra onde Jesus andara” (que mais tarde descreveu em forma de livro), ficando Rio Novo para depois. Aguardou-se então Karlis Ruschevitz, mas como este foi convidado para ser pastor da igreja de Riga, essa viagem também não pode ser concretizada.

Foi então decidida a construção de uma nova casa de cultos, maior e melhor construída. O local foi escolhido a colina perto da casa dos Leepkaln, junto ao túmulo do irmão Simson, em terreno pertencente ao irmão Jahnis Klavin. Na sessão da Igreja do dia 1º de julho de 1894 foi eleito um comitê de construção composto de sete irmãos, porém na sessão seguinte dois desses irmãos solicitaram a sua retirada do comitê, por não concordarem com as responsabilidades a eles atribuídas.

Os trabalhos de construção foram dirigidos pelo construtor profissional Karlis Matchs. Todos os trabalhos foram executados por voluntários sem qualquer remuneração, e assim mesmo todos trabalhavam com muita vontade. Os trabalhadores eram muitos e o trabalho avançava com rapidez. Tanto o telhado quanto as paredes foram feitos de lâminas lascadas com plaina. [Nota de VAP: Havia uma plaina própria, acionada pela força de 3 homens, na qual eram colocados pedaços do tronco de madeira, que eram por sua vez cortados em lâminas de aproximadamente 25 x 12cm e 0,5 mm de espessura. A madeira preferida era o louro. Na Letônia esta técnica é ainda usada para restaurar edifícios antigos; veja esta página (em leto).] Este templo foi construído no mês de agosto de 1894 em quatorze dias corridos, perfazendo a soma de 437 dias-homem de trabalho.

Skaidas Basnitza - Segundo templo

O primeiro templo era chamado de Lapas Baznitza/Templo de folhas e o segundo passou a ser chamado de Skaidas Basnitza/Templo de lascas de madeira — com a firme esperança de que num futuro muito próximo pudesse ser construído um templo definitivo.

Também no novo templo ambos os coros cantavam em união durante os cultos, e os líderes tudo faziam para que o trabalho fosse executado o melhor possível. Porém, com o tempo surgiram na vida da igreja dificuldades de harmonização de opiniões e até mesmo divergências sérias.

A preocupação dos irmãos era evidente, principalmente por parte dos que conheciam pessoalmente o irmão [Janis Aleksandrs] Freijs. Estes começaram a se corresponder com ele na esperança de que com conselho ou mediação dele se pudesse conseguir um obreiro para o trabalho espiritual da igreja de Rio Novo, mesmo que fosse por um período [limitado] de tempo.

Janis Aleksandrs Freijs

Neste mesmo tempo haviam sido fundadas outras colônias letas no Brasil, como em Ijuí, no de Rio Grande do Sul e, aqui mesmo em Santa Catarina, as colônias de Mãe Luzia e Guarani — lugares cujos nomes não eram desconhecidos para o irmão Freijs, pois essas pessoas mantinham contato com sua editora de literatura cristã em Riga. Porém junto ao seu coração estavam principalmente os da igreja de Rio Novo, que tinham sido membros das igrejas de Riga e Dinaminde. Por ocasião das últimas imigrações o irmão Freijs era pastor da igreja de Dinaminde, e esses dirigiam-se a ele como se fosse ainda o seu pastor, pois ele realmente se preocupava com a situação da igreja em Rio Novo. Então, no início de 1897 Freijs informou-nos que saíra de viagem para o Brasil um colaborador da sua editora e agora zeloso evangelista, Jahnis Inkis.

A tão esperada visita chegou ao Rio Novo em plena festa de São João, isto é, no dia 24 de junho de 1897, após dois meses de viagem. Com muita sinceridade e entusiasmo a igreja o aguardava e, como antecipadamente havia sido deliberado em sessão, foi celebrada sua chegada com dois dias de festa na igreja.

No domingo seguinte, dia 27 de junho, nova da sessão da igreja, agora sob a liderança do irmão Jahnis Inkis, que propõe à igreja uma reunião de perdão e reconciliação entre os irmãos, e que no domingo seguinte se comemore o memorial da ceia do Senhor. Nova sessão da igreja no dia 4 de julho: irmãos perdoam-se entre si, alguns excluídos pedem a sua reconciliação; outros irmãos e irmãs, esquecendo o passado e perdoando uns aos outros, acertavam-se entre si.

O Irmão Fritz Karp foi eleito para continuar dirigindo as sessões da igreja, e os batismos foram marcados para o próximo domingo. Naquele dia, pregação da palavra pela manhã e em seguida uma solene caminhada até o local dos batismos, a poucos quilômetros dali, no próprio Rio Novo, entre as casas dos Irmãos Ochs e Frischembruder. Após os batismos nova caminhada, agora para a igreja, para a celebração do memorial da Ceia do Senhor.

Assim começou o trabalho do pastor evangelista Jahnis Inkis na igreja de Rio Novo. Inkis cuidava da vida da igreja tanto na parte interna quanto na externa, dando especial ênfase ao trabalho de missões, especialmente entre os vizinhos alemães e outros das colônias adjacentes.

Cada domingo repartia uma porção da Palavra de Deus, mas foram estabelecidas também outras atividades — cultos de oração, cultos de missões e reuniões de treinamento, nas quais eram lidos trabalhos diversos, proporcionando a todos a possibilidade de falar e de se apresentar em público — pois sempre, após a leitura de um trecho de alguma publicação religiosa, era dada oportunidade para que se acrescentasse um breve comentário, fazendo com que a pessoa ficasse cada vez mais segura.

Essas reuniões de treinamento, dirigidas pelo irmão Inkis, aconteciam duas vezes por semana: nas noites de terça-feira, na casa do irmão Ochs, numa das extremidades da colônia, e nas noites de quinta-feira na casa do irmão Grauze. Eram também lidos e feitos breves comentários dos livros da Bíblia (tais como os livros de Samuel e os livros de Reis), do livro de John Bunyan, “Luta Santa”, e de Adolf Sasir, “Cristo e as Sagradas Escrituras” — e nos intervalos cantava-se muito louvando a Deus e elevando-se a Deus fervorosas orações.

Os cultos missionários eram celebrados aos domingos. Os estudos bíblicos eram durante os dias da semana. O povo todo diligentemente colaborava em todos trabalhos. O pastor Inkis amava a Escola Dominical e dela participava. Organizou também o trabalho com os jovens, com a formação de uma união de moços e uma união de moças. Neste trabalho com os jovens ele se dedicou de todo o seu coração, promovendo novas atividades, inclusive culturais. Fundou um coral jovem sob a regência do irmão Gustavo Grikis, orientando na escolha das músicas e dos textos, e foi naquela época que sugiram as famosas festas da Mocidade.

conclui na terceira parte

Segundo templo da igreja batista de Rio Novo, 1902

Foto tirada em 24 de junho de 1902 (dia de São João), por ocasião da abertura da escola para crianças. Nesta altura os vidros já haviam sido instalados nas janelas do templo feito de lascas de madeira (Skaidas basnitza).

No alto, à direita, as bandeiras do Brasil e da Rússia. Foto cortesia de Brigita Tamuza.

Clique na imagem para ver uma versão maior.



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Sociedade de moças, 1900

Foto tirada por ocasião do aniversário da sociedade, a 24 de junho de 1900. Note-se que as janelas já foram colocadas na igreja de lascas.

O homem sentado é o pastor Alexandre Klavin, e a mulher em pé à direita é Anna Birin. Clique na imagem para ver uma versão maior.



A foto é de 1900, mas o texto abaixo contém informações sobre o aniversário da mesma sociedade em 1896:

DE RIO CARLOTA NOS ESCREVE:

É o sexto ano desde a chegada dos letos. No acampamento dos letos agora encontram-se 168 almas. Abandonaram e foram para outros acampamentos 51 pessoas. Houve 12 casamentos, nasceram 30 crianças, faleceram 20 pessoas [isto é, desde 1890 até setembro de 1896].

Neste ano [1896] temos um inverno bastante quente, enquanto nos invernos anteriores estávamos acostumados a aguardar um clima seco e frio, em que as pastagens e as plantas mais tenras foram muitas vezes dizimadas pelo frio; ao contrário, neste ano foi um período chuvoso e quente. Algumas vezes houve geada, porém sem maiores conseqüências.

A Sociedade de Moças local comemorou neste ano, no dia de São João, 24 de junho, o seu aniversário. Na festividade cantaram dois coros mistos sob a regência de V. Lieknin e J. Frischenbruder. De uma coisa os habitantes daqui podem se envaidecer, isto é, da diversidade de opiniões ou partidosForam apresentadas peças musicais em leto, e também em língua alemã músicas e hinos de cunho espiritual.

Devemos anotar que os moradores daqui, com poucas exceções, pertencem todos à denominação batista. Foram apresentadas em língua leta algumas preleções. A afluência do público foi bastante grande. Compareceram também alguns brasileiros e também alemães em bom número, vindos de Orleans [Estação Ferroviária no Sul do Brasil, Santa Catarina, junto às margens do Rio Tubarão e a 80 léguas da cidade portuária de Laguna].

Conforme o relatório anual de atividades foi possível verificar que o número de associadas, de 13, reduziu-se para 7 sócias. [Mas] ouvimos dizer que o número de sócias aumentou.

Ano passado arrecadaram 112.800 réis (aproximadamente 70 rublos). As despesas somaram 89.1810 réis (mais ou menos 50 rublos). As peças de artesanato ficam como propriedade da sociedade por 15.500 réis (mais ou menos 10 rublos). Aquisição de materiais para o artesanato por 18.550 réis (12 rublos). Para algum apoio social foram investidos 20.000 réis (16 rublos). As sócias a cada quinzena se reúnem para a confecção de diversas peças artesanais. As peças elaboradas são arrematadas e o saldo líquido é destinado para objetivos sociais.

[…] De uma coisa os habitantes daqui podem se envaidecer, isto é, da diversidade de opiniões ou partidos. Assim, por exemplo, várias vezes são debatidos assuntos, tais como a instalação de uma escola. Recursos não faltariam, porém os planos não prosperam por falta de unanimidade! Não passam de debates sem ação: uma parte prefere um professor, outra professor e pastor numa só pessoa, e há outros ainda que insistem em ter um professor pastor e também missionário trilingue. De que maneira! Alguns da “nova geração” já avançaram os limites, durante a noite vagueiam por aí quebrando porteiras e praticando outros ilícitos. Alguns mandam seus filhos a uma distância de meio dia de viagem à escola alemã.

Nossos dois corais foram convidados para uma apresentação de Canto Coral para a alta classe social em Orleans (os diretores da colônia e os comerciantes alemães e brasileiros) para que por sua iniciativa seja escolhida a data. Prometeram fazer um feriado e convidar os habitantes das cidades e comunidades vizinhas para que cheguem ouvintes estranhos…

Em 1896 lemos os seguintes periódicos: Baltijas Vestnesis (O Mensageiro do Báltico), 1 exemplar; Balss (A Voz), 2 exemplares; e 6 exemplares de Austrums (Oriente), além de toda a produção impressa pelo Sr. Frey (João Alexandre Frey) e diversos periódicos em língua alemã.

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Publicado no Majas Viesis ( O Visitador do Lar), número 3, de 15 de Janeiro de 1897

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Skaida Basnitza: aniversário da igreja batista de Rio Novo

O segundo templo da igreja batista de Rio Novo — Skaidas Basnitza,Templo de lascas de madeira“. A informação oficial é que esta foto foi tirada em 20 de março de 1897, também no dia do aniversário da igreja, mas a Lisete Purens era recém-casada com Janis Purens (como fica evidenciado pelo ornamento que ela usava na cabeça, usado pelas jovens recém-casadas), e eles se casaram em 1894. Como na foto anterior, o templo ainda só tem os buracos onde mais tarde seriam colocadas as janelas.



Foto cortesia de Brigita Tamuza. Outra versão da mesma foto pode ser encontrada aqui.

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Igreja batista de Rio Novo, 1895

O segundo templo da igreja batista de Rio Novo — Skaidas Basnitza,Templo de lascas de madeira” — em foto de 20 de março de 1895, no terceiro aniversário de organização da igreja. O templo ainda não tem janelas, mas vê-se na parede ao fundo onde mais tarde serão colocadas.

Para ver identificadas algumas pessoas na foto clique na imagem abaixo.



Foto cortesia de Brigita Tamuza.

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Skaidas Basnitza, 1894 | Segundo templo da Igreja Batista do Rio Novo

Skaidas Basnitza/Templo de lascas de madeira, o segundo templo da Igreja Batista do Rio Novo, erguido numa colina na propriedade da famíla Leepkaln. Construído em quatorze dias corridos e com teto e paredes recobertos com lascas de madeira (segundo uma técnica trazida da Letônia), foi inaugurado em agosto de 1894. Note os dois homens com bandejas junto à porta, provavelmente portando os apetrechos para a ceia do Senhor.

Do primeiro templo — Lapas Baznitza/Templo de folhas, — construído em três dias de 1892 a partir de feixes de folha de palmeira guaricana numa encosta na propriedade de J. Simson, não resta nenhuma foto conhecida.

Clique na imagem para ampliar.



Página em leto sobre o revestimento com lascas de madeira (com fotos):
Jumtu Skaidu Izgatavošana