Das distantes Colônias de além mar- História de Rio Novo e Rio Carlota- Por Ludwig R. Rose

Das duas longínquas Colônias das Terras Além-Mar

Escrito por Ludwig Reinaldo Rose

Publicado no Jornal “Austrums “ do segundo Semestre de 1897
Nº 8 – páginas 644 a 646
Sobre as Colônias de Rio Novo e Rio Carlota da Cia. De Colonização Grão Pará.

Traduzido para o Português por
Viganth Arvido Purim

Material gentilmente cedido pela Senhora Brigita Tamuza
de Riga na Letônia

Os primeiros Letos que aqui chegaram em 1889, foram 6 famílias.
Naquela ocasião algumas famílias brasileiras tinham se mudado de localidade e ai chegaram estas famílias letas e ficaram com os terrenos com parte da mata virgem já derrubada e pastos para animais prontos e melhor com casas de pau a pique prontas para entrarem e morarem nelas.

Ai eles viveram dois longos anos sem nenhuma esperança, longe da pátria e dos conhecidos.
Depois destes dois anos chegaram de Riga mais cinco famílias. Mata desbravada já não tinha mais e então por isso tiveram enfrentar a mata virgem e começar a luta para derrubar os imensos troncos da floresta. Destes recém-chegados a maioria eram crentes da Igreja Batista. Estes aos domingos se reuniam para ler a Palavra de Deus. Mas nem assim a sensação de estarem retirados da civilização deixava de persistir. A densa floresta impedia uma visão mais larga. Cada colono estava com a visão impedida pela densa mata e assim nem as outras habitações não conseguiam enxergar.

No mês de Dezembro de 1891 chegaram do Báltico mais trinta famílias. Para estes no Rio Novo faltou espaço e então tiveram que enfrentar mais fundo na mata e ai fundaram uma colônia que chamaram de Rio Carlota.
O primeiro mal para os novos colonizadores nesta nova Colônia foi deixado pela própria natureza. O pequeno rio em que todos os terrenos tinham que abastecer e atender os seus rebanhos era muito cheio de curvas. O agrimensor que fizera as medições diante da dificuldade de usar a bússola. Ele o agrimensor parece que invés de usar o instrumento deixou-se basear os seus cálculos pela corrente do riacho. Por isso alguns terrenos junto ao riacho ficaram muito estreitos. E ninguém se conformava de ter um espaço pequeno para chegar à água. Ai começaram as demandas sobre este assunto. Nenhum outro problema surgiu, pois a Cia Colonizadora que deu as passagens para a longa viagem dava também os suprimentos e as ferramentas de trabalho.

Os Batistas, eles que tão logo cada um construiu a sua cabana, logo se ajuntaram para levantar o primeiro templo para louvar a Deus. Este era com a armação de madeira e a cobertura e as paredes feitas com as folhas de palmeira uricana. Levaram dois dias para fazer a estrutura, telhado, paredes, bancos e o púlpito enfim tudo que se fazia necessário para que fosse para uma igreja. Isso foi a 20 de março de 1892. De toda irmãos e irmãs que tinham vindo de diversas partes da Letônia fundaram uma Igreja liderada por um só dirigente e quatro auxiliares representando as Igrejas de onde eles tinham vindo. As reuniões, melhor os cultos eram dirigidos por eles alternadamente. Também organizaram dois coros, um do Rio Novo e outro do pessoal de Rio Carlota.
Estes também se apresentavam alternadamente após a Leitura da Palavra de Deus. As pessoas antigas sempre diziam que dois gatos ou dois patrões em um só ambiente ou em uma casa terminariam não dando certo, mas isso não pode ser dito de nossos regentes dos corais, pois eles se dão e muito bem. Organizaram também uma Escola Bíblica Dominical que no começo teve um rápido desenvolvimento. Mas aos poucos começou a diminuir chegando quase a desaparecer. Mas a direção e os professores reagiram e agora depois de dias nebulosos está crescendo novamente apresentando flores multicoloridas. Frutos ainda não surgiram, mas estamos certos que no tempo certo vão aparecer. Nas Oitavas de Natal as crianças ficaram felizes com um pinheirinho iluminado para a Festa delas que foi cortado nas redondezas do templo onde existe grande número deles.

A Sociedade das Jovens da Igreja se reuniram em uma associação cujo objetivo era trabalhar para apoiar os trabalhos de Missões. Elas costuram e bordam diversas peças de roupas que depois são vendidas em rifas e leilões e cujo valor é revertido para missões. O número de sócias da sociedade tem se alterado algumas vezes diminuído e logo depois aumentado. Por ocasião da Festa de São João as sócias organizam uma grande festa com poesias, discursos por parte da Sociedade, Os coros da Igreja apoiam com hinos e outros mesmo não sendo da Sociedade conforme a vontade em seu coração podem apresentar e usar da palavra. Assim sendo estas festas tem se apresentado grandiosas.

Ai vem a Sociedade dos Jovens. Apesar de o objetivo ser o mesmo da Sociedade das Jovens e algum esforço não conseguiram grandes resultados. Agora parecem que estão pendurados pelos fios dos cabelos.

A maior delas é a Sociedade Missionária que tem por objetivo doar o dinheiro de sua carteira como ajuda para missões e também com a esperança que quando vier um pastor para igreja local ter dinheiro guardado para as despesas e o seu sustento. Esta Sociedade também trabalha com distribuição de folhetos evangelísticos em línguas alemã, português e italiano. Os italianos estão proibidos pelos lideres religiosos ter qualquer contacto com os protestantes e por isso não aceitam qualquer tratado desta espécie. Mas os participantes da Sociedade espalham estes folhetos pelas estradas onde os italianos passam. Esta Sociedade por ocasião do Ano Novo organiza grande festa.

Igual as acima descritas existe uma organização que ninguém de fora sabe quando foi organizada, que é o seu dirigente, pois ela funciona secretamente. Ela publica exemplares de noticiário com folhas que no seu conteúdo pode haver desde cumprimentos a qualquer outra sociedade como também pode haver criticas severas. Dentre a maioria de partes humorísticas aparecem exemplares com linguagem séria onde é admoestada a necessidade de avaliar a sua vida e seu comportamento lembrando o Dia do Juízo Final quando cada um terá que prestar contas de suas obras. Esta sociedade trabalha secretamente, mas as suas obras ela apresenta publicamente.

Todas estas organizações, menos a última são ligadas ao tronco principal que é a Igreja Batista Leta de Rio Novo.
No princípio o número de membros crescia por mais batismos e por pessoas que chegavam da Letônia e muito poucas pessoas saiam pelo mundo. Mas em 1896 tudo mudou. A imigração parou por falta de terras disponíveis e os batismos cessaram. Em lugar vieram as declinações: “Eu declino de ser membro da Igreja porque vós não estais vivendo como deve um crente em Jesus” e com estas palavras mais pessoas saíram para fundar uma pequena igrejinha especial onde são poucos os membros, mas entre eles pelo menos até agora impera boa vontade que na Igreja grande faltava.
Assim foi o crescimento espiritual que brotou e o tempo das flores já passou e o amarelo outono se aproxima.

Agora vamos avaliar o crescimento da vida física e econômica.
No mês de maio de 1892 os colonos começaram a dura luta para a derrubada de árvores imensas e centenárias ou com milhares de anos que enfeitavam o relevo acidentado do Brasil.

É bem provável que na mente de algum atencioso leitor a seguinte pergunta: Estes que emigraram conseguiram o que queriam ou esperavam?
Depende do que cada um esperava. Quem esperava o Paraíso ou o Shangrilla não poderia esperar nada pior. Mas aqueles que esperavam trabalho e dificuldades estes não erraram em nada, é preciso dizer por que trabalho existe e suficiente. Alguns não gostaram do relevo acidentado e foram tentar a vida na Província do Rio Grande do Sul. Mas nada. É totalmente inútil procurar as planícies do Báltico no relevo acidentado do Brasil, pois para cada ponto positivo logo se apresenta junto uma situação negativa. As pessoas que não aprenderam ter paciência nunca vão achar um lugar ideal para morar. Aqueles que esperavam encontrar laranjais na mata virgem sem necessidade de plantar e encontrar mercadorias baratas podem se sentir logrados, porque nada cresce sem plantar. Na Rússia o que eles queriam era trabalho. Se tivessem trabalho teriam pão, mas aqui que tem trabalho, eles querem viver como grandes senhores sem trabalhar.

A nossa principal mercadoria para venda vem da criação de porcos. Mas tem outras pessoas que tem outras atividades. Os Italianos que moram nas colônias vizinhas fabricam açúcar e farinha de mandioca. O maior inimigo da comercialização de mercadorias no Brasil é a ausência de estradas que a nós não afetam. Os ingleses na sua vontade de ganhar mercados construíram uma estrada de ferro com uma Estação onde tudo pode ser comprado e vendido para ser exportado para o porto.

Sobre os produtos da lavoura e pecuária não quero escrever nada porque dentro das possibilidades no menor tempo possível vou publicar um livro da nossa viagem pelo mar e nossa vida aqui. Muitos de vocês talvez tenham lido que aqui tudo é caro excetuando o que o colono produz. Mas não é realmente a realidade. Nesta cidadezinha próxima você pode vender de tudo e comprar de tudo também. Caro pode parecer se os mil réis do Brasil for comparado com o rublo russo. No volume maior ele o mil réis ele é considerado igual o rublo, mas na realidade ele perde uns 25 a 30 kopeikos. (..Preços, quanto o que custa)
Aqui no final vou colocar uma relação de preços de diversos produtos comercializados aqui.
Para nós custam:
1 potro 100, 150-500 milréis
1 Cavalo 40-200 mil réis
1 Vaca leiteira 70-120 mil réis
Toucinho (1 Arroba) 37.5libras 6-12 mil réis
Trigo turco (saco = 8 quartas* 5 mil réis
Feijão preto (saco) 13-23 mil réis
Farinha de Mandioca (saco) 5,00 mil réis
Farinha de trigo moída (saco) 17-23,00 mil reís
Manteiga (quilo) 1.100 réis
Ovos (dúzia) 300-400 réis
As roupas custam dependendo do tecido e qualidade
Desde 800 réis a 15 mil reis o metro.
Assim são os preços médios para nós aqui. De outros recantos do Brasil não saberia dizer.
F I M

• Quando menciona a capacidade do saco ele explica que o saco na Letônia chamado “puhra” tinha 6 quartas.

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… não apareceu uma nuvem sequer e não existe o mímimo sinal de chuva, | De Luzija Purim para Reynaldo Purim – 1924

Rio Novo 24-09-24
Querido irmãozinho!! Saudações!

Eu estou escrevendo esta noite porque amanhã eu tenho que ir à cidade. A Olga já escreveu na semana passada e como ninguém foi para Orleans, assim esta carta ficou sem ser mandada até agora.. Você já recebeu a minha carta escrita no dia 9 de agosto? Nós até agora nenhuma notícia tua temos recebido. A última foi a qual eu respondi no dia 29 e depois não temos nenhuma notícia e também os Jornais não recebemos e eu acho que estão perdidos nestes tempos de revoluções. Eu te peço para que se possível mande aquele jornal que foi editado em Pilares, porque me interessa continuar lendo. Se outra vez mandares jornais, por favor, mande-os registrados.

Nós estamos passando suficientemente bem, somente o tempo está muito seco, esta semana não apareceu uma nuvem sequer e não existe o mínimo sinal de chuva, Hoje à noite quando eu ia para a Igreja surgiu um forte vento e como nós tínhamos fogo nas roças em troncos queimando, a Mamma, [Lisete Rose Purim] o Ernesto Grüntall e outros ficaram cuidando de plantão até as 9 horas da noite até que o vento cessou.[Por ai percebe-se a responsabilidade quanto às queimadas quais poderiam causar estragos ao meio ambiente]

Junto também segue uma receita que se possível, comprar uns 3 vidros, porquê o Diretor [O Diretor da Cia de Terras Sr. E.E. Staviarski também era médico amador] recomendou com insistência para que a Olga usasse porquê ele diagnosticou como mal do coração, não o verdadeiro mal do coração, mas que existe muito sangue próximo ao coração.

Bem vou ter que terminar porquê já é tarde e também fica difícil escrever, pois não consigo enxergar direito, pois na semana passada eu estava com dor de olhos, agora aqui muitos estão com esta doença. O Arthur agora está com esta doença, mas os meus não doem mais, mas quando mais tempo a gente fita uma superfície branca, então surge como fosse uma névoa branca e a gente não consegue ver mais nada.

Quanto aos outros assuntos quais prometi escrever fica para outra vez e também como o Zeeberg mandou um verdadeiro couro de boi escrito e se você tiveres recebido você deverá estar muito bem informado e é natural que eu não consiga escrever tão bem e tanto quanto o Zeebergs. [Esta carta escrita pelo Karl Zeeberg eu tenho em leto, mas eu desisti de traduzir por vários motivos principalmente pelo assunto principal que era o modo capcioso usado para penetração dos pentecostais em Igrejas normais funcionando onde ele repisa inúmeros fatos e citações bíblicas e deplora este comportamento.]

Ainda muitas lembranças no Maria da Silva e Romão Fernandes [Romão Fernandes veio a ser o meu avô materno], e de todos outros de Larangeiras. O Romão quer te escrever, mas não o fez por falta de tempo. Se você tiver uma folga, poderia escrever uma carta para ele, pois vai trazer para eles muita alegria.

Muitas lembranças de todos de casa, sobre outros assuntos escreverei em outra oportunidade quando tiver mais tempo para escrever.
Agora ficarei aguardando uma longa carta sua.
Lucy

Gostaria muito ainda alguma vez te encontrar….. | De Olga Purim para Reynaldo Purim

Rodeio do Assucar 14 de novembro de 1923

Querido Reini.

Saudações!

Então hoje à noite estou escrevendo outra vez, porquê só cabe a mim mandar cartas, mas receber nenhuma. Eu não consigo entender porquê este ano está assim. Será que você este ano realmente não quer escrever? Ou existe algum outro motivo? A última carta que recebemos em junho tinha sido escrita em maio e para variar não, soubemos nada pelos jornais que este ano também não vieram.

Algumas semanas atrás como por milagre chegou um jornalsinho, qual o outro número você mandou para o Roberto. Então tivemos uma certeza que vivo ainda estás e por cima ainda redator deste jornal.

Você está indo pelo mesmo caminho do Ludis que quando passou a redator de jornal, as cartas acabaram e a correspondência ficou de lado. Nós temos mandado bastantes cartas, eu, a Luzija, o Arturs e até o Karlis quando esteve aqui ele também te escreveu. Não sei o que tudo isso significa, este silêncio todo.

Quando recebemos o jornal procuramos alguma anotação, mas nada, a única certeza é que ainda está vivo. A primeira coisa que eu te escrevo que vás passar as férias aonde realmente quiseres se esta é a tua vontade.

Mas por acaso venhas para casa e por isso estou escrevendo esta “última” carta e ela deve chegar lá antes do fim do mês. Alguns diziam que você não vem porque tens que trazer muita coisa, mas acho que ninguém escreveu pedindo um montão de coisas. O que a Luzija escreveu esta semana eu não sei. Para o Artur os acordoamentos do violino e a ocarina.

Tempos atrás, não sei se foi terremoto ou alguma outra coisa. Uma noite, o armário de louça da Luzija, tombou e quebraram-se as lindas xícaras de porcelana dela. Então ela lembrou de escrever para você para ver se pode comprar lá para ela. Quando você esteve aqui, contou que existem lá muitos estabelecimentos que vendem estas coisas bonitas. Aqui em Orleans já não tem mais como antigamente aquelas louças finas e coloridas. Somente louça branca e pesada e muito cara 3$000 ou 4$000 a peça.

A mamãe precisa de bons óculos, mas estes não podem ser comprados, sem antes de prová-los. O que eu preciso você com dinheiro não pode comprar. Por isso não adianta escrever porquê estas belezas [Smukums] eu não preciso.

Se puderes conseguir um remédio da marca Raziteem chamado [espaço em branco] que é fabricado em Cleveland na América do Norte. Este remédio também é fabricado em outros lugares mas não adianta nada. No ano passado o Wilis Elbert encomendou um vidro para a senhora Grüntall e veio e ela pagou 30$000 pelo vidrinho. Muito caro e dizem que em Riga existe também tem do bom e é mais barato. Parece quer o Willis quer ganhar muito sobre as encomendas que ele faz. Aqui em Orleans ninguém sabe que este remédio existe.

Aqueles remédios à base de alho também podes comprar porquê aqui eles são muito mais caros.

Bem agora chega porque tanto escrever eu nem pensava. Quando tu vieres, toda esta necessidade de escrever vai acabar.

Gostaria muito ainda alguma vez te encontrar…….

De novo aqui realmente importante não tem nada.

O tempo hoje aqui está coberto de neblina e de vez em quando chove um pouco. Na semana passada estava bastante quente e o pessoal daqui e das colônias vizinhas aproveitaram para queimar as roçadas e as coivaras. Eram queimadas por todos os lados. Mandiocas nós plantamos 12.000 pés.

Já tiramos o mel, rendeu mais ou menos 18 latas. Vamos vender por 20$000 a lata. Tem gente que não vende e quer esperar chegar a 25$000 a lata porquê o açúcar está a 18$000 a arroba.

O que faz o J. Klava? Existem pessoas que dizem que ele ocupa um alto cargo.

Tens notícias dos nossos parentes? Faz tempo que não temos tido notícias.

Lembranças de todos de casa e da Olga.

…mas este ano foi uma festa molhada devido a muita chuva | De Olga Purim para Reynaldo Purim 1922

[Cartão Postal conforme o carimbo postal recebido no Rio em 19/06/1922 com a mensagem incompleta]

….. Então ainda isso, mais aquilo. No dia 21 de maio o Karlis [Leiman] esteve em Tubarão onde houve uma Festa de Batismos, pois o Sr. Oscar de Oliveira e sua esposa foram batizados e talvez você já tenha lido esta notícia no “O Baptista” [um jornal batista do campo Paraná/Santa Catarina] onde apareceram notícias de Tubarão. No dia 28 de maio em Rio Novo também houve Festas de Batismos quando foram batizados os seguintes: Willis Klavin, Willis Slengmann, Eduardo Karklin, Adolfo e Alfredo Burmeister, Karlis Leepkaln, Harri Feldberg, Hulda Maisin, Leontina Toppel e os nossos Luzija e Arthur [Purim]. Naquele dia o tempo estava muito bom e ainda assim continua.

A primeira geada aconteceu no dia 10 de maio, mas grandes ainda não houveram, mas já aparecem plantas aqui e acolá sapecadas pelo frio. –

No dia da Ascensão do Senhor houve uma Festa na Igreja, que nesta época sempre são de grandes geadas, mas este ano foi uma festa molhada devido a muita chuva. A festa na parte da manhã foi dirigida pelo Karlis e ao meio dia o costumeiro lanche com café com leite e pela tarde a parte social.

O Alexandre Klavin [Era professor no Rio de Janeiro] tinha chegado de Nova Odessa e com ele veio como companheiro o Robert Kreeplin para conhecer o Rio Novo. O Konrad Frischembruder viajou para São Paulo. Amanhã o Karlis vai embora. Ele precisava viajar antes, mas como ele ficou esperando o Fritz, [Leiman], mas este chegou no sábado passado a noite.

Então assim nós tivemos a oportunidade de ter visto e conversado com todos os filhos do Leimann este ano. Bem agora chega pois eu não tenho espaço para me adentrar para mais novidades.

Com lembranças de todos. Olga.