Desta vez quase nada de novo tenho prá te escrever….| De Arthur Purim para Reynaldo Purim – 1926 –

Rodeio do Assucar 2 de agosto 1926

Querido irmão – Saudações.
Recebi a tua carta escrita no dia 14 de julho e bem com a Lúcia também recebeu a tua carta escrita no dia 12 na sexta feira passada as quais eram como resposta ao telegrama que pelo que parece deixou bastante assustado com uma notícia tão triste qual chegou por ele. O Paps não queria que fosse enviado o telegrama, mas depois nos juntos resolvemos que devíamos mandar, pois assustar e deixar triste com telegrama ou com carta no fim seria a mesma coisa. Com a carta a notícia poderia ser mais demorada e até com a possibilidade de extravio. Como naquele dia eu tinha comunicar o falecimento da Olga as autoridades do Governo e a nenhum de nós sobrou tempo algum para escrever e também por que estávamos muito tristes e infelizes. Então deixar para há outra semana a notícia não queríamos. Então redigimos um telegrama sucinto e enviei pagando 2$600 e apesar de ter demorado tanto, terminou chegando. Eu mandei naquele sábado ao meio dia.

Desta vez quase nada de novo tenho o que escrever, tudo está como de velho. O tempo está muito quente e durante o dia dá para suar bastante e parece que dentro de poucos dias deverá chover outra vez.

Depois de amanhã se der tudo certo vou com o carro de bois até Orleans e vou levar 3 porcos gordos quais já estão tratados [Tratados quer dizer vendidos com preço por arroba já determinado faltando somente serem pesados na entrega dos mesmos]. Na semana retrasada já tinha levado outros 3 este ano já vendemos no total 8 e cuja soma rendeu 44 @ e pouco. Os primeiros 3 nos vendemos a 27$000 a @. E os que eu vou levar depois de amanhã eu calculo que devam render uma 18 @. Ai ainda vão ficar no chiqueiro 8 porcos que foram confinados há pouco tempo. Se você tivesse vindo ajudar a fazer a farinha de mandioca ai teria a oportunidade de comer carne de porco até não poder mais.
Hoje chega. Escreva uma longa carta.
Com saudações do APurim [Arthur Purim- Era uma assinatura que o braço o P também cortava o A maiúsculo].

[Escrito no verso a lápis]
Esta fotografia é da União da Mocidade atual. Fotografia tirada na Festa das Oitavas da Festa de Verão.

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…pois nos estamos passando uma grande tristeza permitida por Deus…| De Arthur Purim para Reynaldo Purim – 1926 –

Rio Novo 15 de Julho de 1926

Querido maninho.
Que a Paz de Deus esteja com você!

Recebi as tuas cartas escritas no dia 18 e 25 e também a carta escrita para a Lúcia no sábado passado acompanhado pela carrada de jornais. Por tudo muito obrigado. Tenho agora bastante coisa para ler, novas notícias dos variados acontecimentos mundiais. Mas… Mas não tenho tempo ler tudo. Também não pense que tenha abandonado o hábito da leitura e não leio mais nada. Eu leio tudo quanto posso tanto à noite e quando sobra tempo em outras oportunidades, mas tudo isso ainda é pouco.

Desta vez apresso-me em escrever esta carta, pois bem você sabe, pois nós estamos passando por grande tristeza permitida por Deus porquê na sexta-feira [ela faleceu na Sexta-feira, dia 9 de julho de 1926] passada às 7 horas da tarde a Olga separou-se deste mundo indo para uma vida melhor, onde os males e as tristezas deste mundo não são conhecidos. Ela se separou sem qualquer mal estar ou dor. Ainda no último dia ela andou, mas em seguida veio uma prostração [Nespehks = Sem forças] e a respiração se tornou muito difícil. Então ela foi deitar e a Lúcia ainda pôs panos quentes sobre o peito para aliviar a respiração, mas foi inútil. Nós outros estávamos morando na casa dos Leiman e somente a Lúcia e a Olga moravam em Rio Novo. Quando a Lúcia percebeu que a situação estava ficando muito difícil ela apanhou a égua e veio a toda nos avisar. Neste mesmo momento a Mamma montou em outro cavalo e voltaram juntas imediatamente para o Rio Novo. Então ela ainda falou alguma coisa e depois de algum tempo ela ficou inteiramente calma e imóvel e após algumas horas separou-se deste mundo. O funeral no cemitério foi no sábado às 4 horas da tarde com a presença de muitas pessoas. O serviço religioso foi dirigido pelo Pastor K. Leiman que no sábado atrasado chegou ao Rio Novo visitar a Igreja e o pessoal daqui. Em casa ele dirigiu um breve culto e depois outro no cemitério. No sábado eu fui a Orleans avisar às autoridades do governo e as demais pessoas e conhecidos e ai que eu passei o telegrama para você. Você recebeu? E quando? Este seria um resumo dos acontecimentos não incluindo a tristeza e a perturbação que você nem pode imaginar a não ser que estivesse aqui.. Você ficou muito perturbado quando recebeu a notícia? Você está muito triste e deprimido? Não precisas ficar triste porquê ela daqui porquê esta foi a vontade do Senhor. Pois Deus atendeu às minhas orações, pois em todas eu mencionava os pedidos de saúde para ela ou se não fosse assim a sua vontade que levasse para o Lar permanente, mas não deixasse nestas circunstâncias. Por tudo isso devemos e tentar entender os desígnios da mente de Deus.

A nossa vida diária vai como sempre, ainda com menos gente. Agora estamos quebrando[Colhendo ] milho, já terminamos a fabricação da farinha de mandioca que rendeu 55 sacas [sacas de 60 kilos ] e estamos avaliando que deverá ainda render uns 12 a 15 sacas de polvilho que ainda não estão seco porquê o tempo está muito chuvoso. Chove todo dia e raro o dia que brilha algum sol. O milho não cresceu tanto como no anterior e os ratos [Ratos do campo ou das roças- Tem a coloração mais avermelhada do que o rato doméstico(?) Também não se falava em hantavírus]tem estragado muito. É possível que dê para passar o ano.

Você me mandou uma longa carta comercial sobre várias alternativas de negócios. Sobre isso muito pouco vou escrever, pois não foi suficientemente discutido e ainda nada foi acordado e não se deve tomar a sopa muito quente para depois não se queixar de erros e precipitações. Também você não mandou o preço da sua terra.. Também a planta do teu terreno não vou mandar desta vez, pois o agrimensor não forneceu o mapa.
Desta vez acho que chega, na semana que vem se tiver tempo vou escrever mais sobre este assunto dos terrenos.
Com saudações. A. Purim.

[Escrito atrás a lápis] Eu gostaria de pedir para você fazer o favor de comprar uma boa navalha para fazer barba, pois aqui em Orleans a gente não consegue de boa qualidade e ainda por cima muito caras. Igual aquela que você usava deverá custar de 15 a 20 m. e tanto eu não quero pagar. O mesmo

…pois durante o dia temos que trabalhar e durante a noite também…| De Arthur Purim para Reynaldo Purim – 1926 –

[carta de de Otto Purim (Arthur) sem data, mas pelo contexto deduz-se ter sido escrita neste período]

Querido maninho! Saudações.

A tua pequena cartinha recebi há mais de duas semanas, mas não tinha tempo para responder, pois durante o dia temos que trabalhar e durante a noite também estive ocupado, pois todas semanas várias noites tinha que ir a Igreja para várias atividades e nas outras noites o sono vem forte: Mas tenho que escrever porque devedor eu não quero ficar.

Agora nós estamos passando bem, mas o tempo está muito frio. Hoje deu a primeira geada do ano, não foi das fortes, mas foi uma geada. Há umas duas semanas atrás choveu forte vários dias sem parar, mas agora está limpo, mas bastante frio, mas temos trabalhar todos os dias apesar do grande frio.. Nós esta semana vamos começar a fazer a farinha de mandioca por que já é tempo e se deixar para mais depois é pior e por isso temos que nos apressar. Você não quer vir ajudar? Este ano temos muita mandioca para fazer farinha e calculamos umas 50 sacas e então pode vir sem medo que haverá muito que fazer.

De modo geral vai tudo na mesma coisa e nada interessante tem acontecido e aquela miudeza não vale à pena escrever. No domingo passado foi comemorada a “Festa do Verão” [Festa do Verão (Pentecostes) é uma herança dos costumes da Letônia que fica no Hemisfério Setentrional e lá nesta época é verão] e nas Oitavas desta foi comemorada a Festa da Música da Mocidade. Foi muito bonita. Foram apresentados 30 números entre hinos, músicas e diversas mensagens interessantes. Apresentou-se o Coro da Mocidade, o Coro da Igreja e também solos, duetos, quartetos, quintetos e sextetos e no final da Festa todo grupo de participantes foi fotografado. Hoje chega. Se você tivesse mandado uma carta mais longa,, então, eu escreveria mais. Devemos viver de conformidade com as Escrituras que diz se você quer que eu escreva uma carta longa, escreva você primeiro.

Bem hoje chega mesmo.

Com muitas lembranças.
A. Purim

Agora vou contar alguma coisa sobre o tempo que está por ai. | De Arthur Purim para Reynaldo Purim – 1925 –

Rodeio do Assucar 4 de novembro de 1925
Querido irmão Reini: Saudações.
A tua carta escrita a 30-8 [Deve haver algum erro nesta data] recebi já há alguma semanas atrás. Por ela um grande muito obrigado. Desta vez a sua carta veio um pouco mais longa do que nas outras vezes. Mas eu gostaria de receber cartas mais extensas suas, porque eu mando 3 folhas de papel escritas nos ambos lados e você me responde com um papelzinho escrito somente de um lado e ainda diz que escreveu mais do que eu. Nisso não acredito.

Agora eu vou contar alguma coisa sobre o tempo que está por aí. O tempo está muito chuvoso, já ha algumas 3 semanas que chove todo o dia que quase não permite trabalhar na lavoura e o que é capinado volta a brotar na mesma hora.

Aqui antes estava bastante seco, mas no dia 14 de outubro começou a ficar escuro e nublado e mais tarde na mesma noite começou a chover e assim continua até hoje e o sol não tem chance de brilhar, na semana retrasada talvez por ½ hora o sol brilhou. Mas os rios não subiram demais, deve ser porque antes estava seco demais. As chuvas não são fortes demais, mas suficiente para que a lama não seque e não permitir que se trabalhe nas roças.
Durante a semana passada nós estivemos fazendo farinha de mandioca, para aproveitar a boa quantidade de água no riozinho [Este pequeno rio é o do Rodeio do Açúcar que vem do beirando a estrada que vai para a Invernada].

Pois ele estava bem cheio e também pela pressa, pois este ano a mandioca está terrivelmente atacada por uma espécie de podridão e assim deixar para o ano que vem não vale a pena.

Quanto aos demais serviços de casa e das lavouras estão indo mais ou menos bem, somente esta temporada de chuva tem atrasado os trabalhos de um modo geral, mas assim mesmo de um jeito ou de outro temos plantado 9 mil pés de mandioca, 1 mil pés de aipim, todos em terra arada. Também 3 quartas de arroz cuja maioria está no limpo, pois nós já capinamos uma vez. Milho é que nós temos plantado pouco, pois com este tempo de chuvas não permitiu a queima da coivara. Se não fosse assim teríamos plantado bastante, mas neste caso paciência.

Sobre aquela Associação Rural eu gostaria mais te explicar, respondendo a tua pergunta se eles dão as sementes de graça. De graça eles não dão, mas o pagamento é quase simbólico e insignificante, por exemplo, semente de arroz: todo sócio pode adquirir 60 quilos de semente e não mais, ao preço de 50 réis o quilo. Este limite é estabelecido, pois se aos não sócios fosse fornecido a Associação não teria sementes suficientes e mesmo com sendo pagas se todo Maneco escrevesse e pedisse as sementes e em elas chegando ele poderia por na panela e é por isso que as sementes são fornecidas a sócios idôneos e estes todas sementes recebidas deverão ser plantadas e durante o ano um fiscal desta sociedade deverá fazer uma visita a fim averiguar o bom uso e o resultado das sementes. Quanto ao pagamento de inscrição, jóia, ou mensalidade nada foi informado, mas eu acho que a única despesa é o custo das sementes. Você recomenda-me conversar com alguma pessoa que já é sócio, mas aqui não sei de nenhuma pessoa e assim não tenho elementos para melhor avaliar a validade de associar-se a esta sociedade.
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Penso que desta vez chega. Noutra vez eu escrevo mais. Escreva uma longa carta para mim. Com saudações. Arthurs

(Escrito na margem)
Hoje é 6 de outubro [Deve ser 6 de Novembro e não 6 de outubro] e eu estou no Correio e recebi a tua carta de 27 de outubro. Não li ainda. O mesmo.

Acho que é possível que não tenhas tempo para ler todas. | De Lucija Purim para Reynaldo Purim – 1924

Rio Novo 22 de maio

Veja só como é irmãozinho, duas cartas em um só envelope, Quando se paga à fortuna de 200 réis por carta a gente tem que aproveitar e encher bem este envelope. Na semana passada eu escrevi uma carta, mas na sexta feira choveu tão forte que ninguém pode ir a Orleans, então aquela carta ficou parada aqui uma semana em casa.
Você é que é feliz que não precisa levar tão longe e só jogar na caixinha. Agora aqui chove todo dia e demais. Na Segunda feira choveu tanto que até os rios subiram para fora de seus leitos e continua muito quente.
A Mamma determina que se possível você compre um remédio “Raiz de Bugre” parece que é um pó e é bom para o gado, e é fabricado pelo mesmo laboratório daquele remédio que você mandou. E mais “Lungaciba” encontrada na “A Flora Medicinal” Quando você mandou aqueles remédios veio junto um catálogo então nós encontramos estes outros. Poderia mandar uma latinha só para fazer uma prova e se for bom poderemos encomendar mais.
Nós agora graças a Deus estamos passando bastante bem. O Paps e o Arthur estão serrando tábuas. A cozinha já está pronta. Você pode vir conferir. E nesta mesma vinda poderá vir ajudar fazer farinha de mandioca. Ou pelo menos ajudar um pouco.
Pelo Rio Novo vai tudo como sempre e nada de novo tem acontecido.
Aquele Arthur Abolin dizem que é um daqueles que deixaram o Seminário de Riga e vieram junto com o pessoal que veio para o Brasil. Aqui o Willis Slegmann que veio de Nova Odessa conta as maiores barbaridades do Jahnites Inkis. É realmente inacreditável que uma pessoa possa ficar assim. E quem pode afirmar que ele esteja de juízo perfeito.
Bem devo terminar de escrever porque já são 11 horas da noite. Esta noite eu também escrevi cartas para a Alma e para a Lilija. Veja como eu consigo escrever rápido e ainda está começando uma dor de cabeça.
Acho que é possível que não tenhas tempo para ler todas.
Muitas e amáveis lembranças de todos aqui de casa.
Escreva bastante conta de tua vida de modo geral.
Agora vou aguardar uma longa carta em resposta a essas. Luzija.
Escrito a lápis logo abaixo
Hoje recebi o pacotinho que você enviou. Muito obrigado por ele.

…tinha engordado muito comendo o feijão do governo | De Olga Purim para Reynaldo Purim – 1922

Rio Novo 8 de junho de 1922

Querido Reinhold!!

Bem esta noite terei que escrever alguma coisa. Mas há um problema as notícias são tantas que não sei onde começar e onde terminar. E ainda um agravante é que está muito frio e temo que a minha carta também não seja uma carta gelada.

A tua carta escrita no dia 31 de abril recebi no dia 15 de maio e por ela muito obrigado e naquele momento não respondi porquê não tinha nenhuma novidade por aqui e também não tinha tempo devido ao muito trabalho e os dias muito curtos.

A Luzija faz já 6 semanas que está morando com os Leiman ajudando no engenho fazer farinha de mandioca e também fazendo a comida para os velhos e agora muito mais, pois chegou o Karlos.[ Leiman] Ele chegou no dia 13 de maio, uma sábado a noite justamente uma ocasião que ninguém o estava esperando porquê ninguém também não sabia, quando ele viria. Coincidiu que naquele mesmo trem também chegou o Auggi Klavim [Augusto Klavin voltando do serviço militar] e ambos vieram a pé o Rio Novo acima pedindo pousadas em brasileiro [pedir pousada é pedir abrigo para passar a noite] e até que enfim chegaram até o Rodeio do Assucar e ai os velhos Leiman já estavam dormindo. Quando eles chamaram, os cachorros começaram a latir raivosamente o velho Leiman apanhou a espingarda e foi enfrentar os ladrões. Mas este ladrão não pensava em fugir e vinha se aproximando e falando.

Também os Klavim já tinham ido 3 vezes ao encontro do Augge em Orleans e ele nunca vinha e nunca chegava. Outros já falavam que devido a Revolução todas as baixas do Exército tinham sido suspensas e o Auggis não teria como vir para casa. Mesmo Willis Klavin no dia anterior tinha recebido uma carta dizendo que tão cedo não poderia voltar para casa e naquela noite a senhora Klavin ouvindo os cachorros latirem forte, ela chamou perguntando se não era o Augusto e a resposta era que sim. Daí a alegria foi imensa. Tinham esperado tanto e agora sem esperar no meio da noite, eis ele que chega.

A pequena Lida [Lídia] pela manhã não reconheceu o irmão achando que era um outro “tio” porque tinha engordado muito comendo o feijão do governo.

Karlis [Leiman] também está bem mais gordo que antes e já no outro dia que era domingo veio nos visitar. Ele acha muito difícil imaginar que do tempo que ele saiu às coisas continuam quase do mesmo jeito. E ele tinha tanto para contar. Parecia para ele que nunca mais retornaria a este lugar. Ele também disse que o mundo é redondo e algum dia teria que voltar ao mesmo lugar apesar das rodas terem girado no sentido contrário. Eu já tinha contado que a Igreja de Rio Novo tinha convidado o Deter para vir visitar a Igreja e realizar os batismos e ele o Deter não pode vir então enviando o Karlis.

Eu pensei que os antigos “inimigos” mas agora o velho [está riscado e borrado, mas deve se referir à pessoa que liderou a onda pressionando ele sair do Rio Novo] que nunca gostou do Karlis, agora com toda humildade contou que no passado tinha tido problemas e abrindo seu coração, tudo voltou ao normal considerando o Karlis um grande amigo seu. Até parece um milagre que as coisas mudaram tanto no sentido contrário. Você poderá conversar com o Karlis e ele vai contar tudo, pois ele vai ao Rio de Janeiro para a Convenção Nacional, pois ele até foi eleito como mensageiro oficial da Igreja do Rio Novo.

Você poderia separar uma noite lá, para que o Karlis possa contar os seus feitos heróicos aqui no Rio Novo. No domingo passado foi levantada uma coleta para ajudar nas despesas da viagem que rendeu 44$000 e nas oitavas da Festa de Verão [Ascensão do Senhor] houve uma sessão regular da Igreja onde foi proposta e designada a quantia de 100$000 para auxílio no custo da viagem do mensageiro oficial da Igreja para as grandes conferências. Até parece que alguns queriam mostrar a sua grandeza e desprendimento quase querendo se vangloriar de sua grande bondade.

Na semana passada chegaram as cartas suas para o Arthur e a Luzija e naquele dia também te mandei uma. O Arthur já começou escrever a resposta e esperamos que logo ele termine…

Você poderá mandar papéis azuis [deve ser papel carbono para copiar modelos na costura] no meio dos Jornais.

[Não tem o final, mas pelo contexto percebe-se que é a Olga quem escreve].
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