Não posso continuar, pois a febre voltou. | De Carlos Leiman para Reynaldo Purim. – 1925 –

Portão [Agora bairro de Curitiba] 27 de Outubro de 1925

Querido Reynold
Faz tempo que estou me aprontando para escrever-te. Mas sempre aparece alguma coisa mais urgente.
Hoje saí de viagem, mas tive que voltar atrás. Vou amanhã.

Escrever tudo o que aconteceu nos últimos meses será demais. Vou escrever só o que eu lembrar. Agora estamos morando quase em Curitiba – O endereço é Caixa Postal T.

Nos dias de férias trabalhei na lavoura. Plantamos 4 quartas de milho, 2 quartas de feijão, 4 de batata etc.. Passei maior tempo doente com febre; então ainda caí da carroça e quebrei um osso. Até hoje a febre me atormenta.

Numa das últimas viagens me roubaram a minha maleta com todas roupas, Bíblias novas, um Cantor Cristão com música etc.
Trabalho tenho muito, mais do que consigo fazer. O Deter e o Stroberg estão este mês no Rio Novo. Casamentos.

Mas não posso continuar, pois a febre [Maleita ou Sezões] voltou.

Amanhã estarei viajando para Iguape S.P..
Sinceras saudações.
Carlos Leimann

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