O que é uma Igreja Batista? – Artigo escrito pelo Pastor Walter Kaschell

Este artigo será publicado como se fosse uma imagem ou uma foto, pois a Igreja Batista de Rio Novo foi como centro polarisador desta Comunidade e já foi mencionada por diversas vezes neste Blog e em outras ocasiões poderemos publicar mais informações sobre o funcionamento prático da Igreja Batista Leta do Rio Novo e de seus Departamentos.
Esperamos assim esclarecer aos nossos queridos leitores.

O que é uma Igreja Batista?

Walter Kaschel

Uma igreja batista, ou igreja do Novo Testamento é uma instituição de origem divina, constituída de pessoas regeneradas e batizadas, que voluntariamente se congregam em determinado lugar, de acordo com as leis de Cristo, a fim de estabelecer o Reino de Deus em suas próprias vidas e no mundo.

A legislação de Cristo para as suas igrejas se encontra nas páginas seculares do Novo Testamento. Todas as doutrinas batistas, tanto as concernentes à igreja como aos demais capítulos da teologia, se baseiam na suficiência e autoridade única e exclusiva das Escrituras Sagradas como regra de fé e prática.

A admissão a uma igreja batista só se processa mediante a satisfação de um pré-requisito essencial, qual seja a regeneração e conversão da pessoa, evidenciadas exteriormente pelo amor cristão, humildade, honestidade, pureza, benignidade e amor fraternal. Tal modo de proceder do crente regenerado, caracterizado no Novo Testamento pela frase “andar em novidade de vida”, se constitui, outrossim, condição sine qua non da permanência do mesmo no seio da igreja. Ao transgressor é oferecida oportunidade de retorno à grei, mas se persiste no pecado e no erro, a igreja desliga-lhe o nome de seu rol de membros. Tal disciplina é indispensável à manutenção da pureza evangélica da igreja.

A filiação a uma igreja batista não é hereditária nem compulsória. “Afirmamos que os católicos romanos têm direito de ser católicos romanos, os judeus de seguir o judaísmo, e até os ateus de professarem o ateísmo, contanto que ninguém ouse inculcar seus pontos de vista sobre outros cidadãos por meio da perseguição ou da coerção do medo” (Gordon Palmer). Batemo-nos, por conseguinte, pela liberdade da consciência individual, pela liberdade de culto, pela liberdade de palavra, e pela liberdade da propagação persuasória e pacífica dos princípios de qualquer seita religiosa; e, visto como cremos sinceramente estar de posse da verdade, caracterizamo-nos por um zelo evangelístico e missionário peculiar. Estes fatos todos nos levam a proclamar a absoluta a total separação entre as igrejas e o Estado, o que resulta na independência de ambos essas instituições. As igrejas batistas não oneram o erário público, mas são sustentadas pelas ofertas voluntárias dos fiéis.

Em nossas igrejas o ministro não asperge crianças irresponsáveis, nem tão pouco, acreditamos que o rito e a água batismal tenham qualquer valor sacramental em si mesmos. De acordo com a própria etimologia do termo batismo e segundo o ensino claro e patente do Novo Testamento, nós batizamos ou imergimos em água o crente que voluntariamente resolve seguir a Cristo. Tal cerimônia é meramente simbólica, e não tem nenhum valor para a salvação da alma.

A Bíblia ensina a doutrina de duas classes de oficiais na vida das igrejas, a saber, pastores e diáconos. Ao pastor, que também recebe no Novo Testamento as designações de ministro, bispo e presbítero, cabe pregar o Evangelho, administrar as ordenanças e cuidar do seu rebanho. Os diáconos auxiliam o pastor, principalmente na administração das coisas materiais da igreja. Nem os pastores nem os diáconos são mediadores ou intermediários entre Deus e os crentes, porque, no dizer do Apóstolo Paulo, “há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, que, se deu a si mesmo em resgate por todos” (1Tm 2.5,6).

Quanto à fonte da autoridade, nosso regime é o da monarquia absoluta; cada igreja, se bem que possa e deva cooperar com as suas congêneres, é unicamente responsável perante Cristo, nosso Senhor e Rei, a quem prestamos obediência e culto de louvor e adoração. Quanto à interpretação e cumprimento da vontade de Cristo, expressos nas Escrituras, inspiradas pelo Espírito Santo, somos uma democracia absoluta. Em nosso meio não há vestígio sequer de hierarquia; oficiais e membros da igreja estão em pé de igualdade, quanto a direitos e deveres comuns, ressalvando-se naturalmente os referentes aos diversos cargos eletivos. Cada membro tem o direito de através do voto direto, manifestar a sua opinião nas eleições, no governo e na disciplina da igreja.

Nosso culto prima pela simplicidade neotestamentária, constando de cânticos de hinos, orações, leituras bíblicas e pregação do Evangelho.
Entendemos que as duas ordenanças, o batismo e a ceia do Senhor são ritos simbólicos, sem valor em si mesmos para operar a salvação, estabelecidos por Cristo como memoriais visíveis da graça do Evangelho, manifestada, de um lado, na morte e ressurreição de Cristo, e de outro, na morte do crente para as coisas más deste mundo e sua ressurreição espiritual, para andar em novidade de vida.

À vista do que foi dito, ninguém pense encontrar perfeição em uma igreja batista. Sujeitos, como humanos, às fraquezas da carne e do velho homem, muitas vezes pecamos e caímos. Entretanto, em sinceridade de coração, soerguemo-nos e caminhamos sempre em busca da santificação de nossas vidas e da implantação do Reino de Deus na terra.

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