História de um Leto de Rio Novo que mudou várias vezes. | Attis Slengmann

Histórico de um colono que saiu de Rio Novo e morou em diversas localidades do Brasil.
O nome dele era Attis Slengman
Esta narração foi feita por escrito pela filha deste colono, Rasma Sybilla Slengman Gonçalves em 13/08/2003

De Rio Novo

Para Urubici

Quando meus pais mudaram para Urubici, havia algumas famílias morando lá, oriundas de Rio Novo, Mãe Luzia e Varpa. Família Andermann, João Karklis, Ungurs, Linde e as tias Briedit e Ozols (estes eram pentecostais). Ricardo Feldsberg, Ricardo Maissim, João Zalit, Oscar Karps, Gustavo Grikis e Verner Grikis, Karlis Karklis, Bruvers eram batistas.
E foram chegando Átis Slengmann, Augusto Feldsberg, Eduardo Karklim, irmãos Klava Rodolfo, Osvaldo mais tarde Ernesto, Arvido e Eleonor; os jovens Elberts, Janis Legsdins, Bumbiers, Natalia Kruklis com filhos (viúva) Ochins e bem mais tarde os Auras e os Hilberts. O Arnaldo Karklim chegou logo no começo.
Os Batistas reuniam numa sala cedida por Oscar Karp. Ao passar o tempo ele doou terreno para construção do primeiro templo. Com muita alegria todos colaboravam tanto com dinheiro bem como o serviço, pois os mesmos eram os construtores.
Na fase final precisando uns acabamentos mais finos e alguns dos pentecostais eram habilidosos para este serviço se ofereceram para esta obra.
Secretário Oscar Karp e João Zalit tesoureiro foram encarregados para enviar os convites aos pastores Batistas, aquele tempo em Curitiba para inauguração; estes convites foram enviados muito tarde e nenhum pastor pode vir. E para surpresa de todos veio um missionário pentecostal para pregar a semana toda; que desgostou a muitos irmãos. Perguntando porque aconteceu isso? Responderam que esse templo é para o evangelho e que não tinha importância, e também alguns debandaram para lado pentecostal [interesses econômicos?..]. Como Oscar Karp não tinha escriturado para Igreja Batista, se apoderaram do patrimônio, e não houve conciliação e sim muita tristeza e amargura. Agora sem saber quem é quem, num dia de “Ceia do Senhor” meus pais resolveram sair, pois não concordavam com aquelas atitudes, quando olharam para trás, uma família atrás da outra foram saindo e assim sabiam que estes eram os que tinham convicções Batistas. O trabalho Batista continuou primeiro na casa de Rodolfo Klava mais na casa de Attis Slengmann e este doou e escriturou o terreno para o II templo. Mesmo ficando os irmãos mais pobres, construíram este templo muito bonito e sem duvidas; pois até hoje existe!
Certa vez que estive em Urubici os irmãos questionavam que não havia atas antigas nem histórico. Sendo ainda muito pequena, mas sei que o tio Frischenbruder [Júris] era muito cuidadoso nesses assuntos, tinha muitos arquivos e correspondência com pregadores ilustres da Europa e cuidava da Igreja com muito amor, onde ficaram?… O sitio de meu pai Attis Slengmann, foi vendido para mãe de Rodolfo Klava não sei como passou para ele. Com certeza ele doou o terreno para casa pastoral, que não é do tempo do pai. Sem mais, com respeito.
Rasma Sybella S. Gonçalves

AREIAS

Havia esta colônia de letos com muitas famílias. Localizada entre Americana e Limeira Estado de São Paulo. Não é mencionada em outros históricos. Muitos destes vieram de Santa Catarina e também de outros lugares.
Formaram igreja com muitos membros. Vou citar nome de algumas famílias que lembro o nome, começando por meus parentes.
Família de meu avô : Wilis Slengmann
(tios) Guilherme Och
(tios) Carlos Zanerip
(tios) Pedro Luzin

Araiums com famílias
Peterlevitz com famílias
Purens com família
Sinats com famílias
Fritson
Peluĵ com famílias
Preiss com famílias

Mais outros que eu não conheci, mas sempre meus parentes citavam nomes diferentes.

PIRASSUNUNGA

Pirassununga cidade no estado de São Paulo, neste município também teve um grupo leto. Meu avô adquiriu propriedade neste município e transferiu residência de Areias para cá com a família e onde faleceu. Já residiam outras famílias antes e depois dele, assim como:
• Eduardo Araium
• Frederico Strelniek
• Arnaldo Strelniek
• Schupstik (mãe e filhos)
• Frederico Maulberg
• Carlos Feldsberg
• Janis Sanerip (e mãe)
• Attis Slengmann
• Osvaldo Araium
• Murniek (casal idoso)
• Ernesto Peterlevits – Souza Queiroz
• Ernesto Araium – Souza Queiroz
• Carlos Zanerip
• Augusto Arauim
• Guilherme Och
• Mateus Feldsberg – Souza Queiroz
• Augusto Feldsberg e Sinats

Quando chegamos havia uma pequena congregação na casa do irmão Carlos Feldsberg. O grupo Batista foi crescendo com a chegada destes letos. Uns eram crentes outros não. Já se falava de encontrar um local maior. Quando surgiu uma oferta de venda de um templo católico, que pertencia a uma herdeira pobre, do proprietário que construiu. Ela não tinha posses para sustentar as despesas; os católicos não davam atenção nem assumiam as despesas. Ofereceu para os Metodistas, mas estes já tinham o seu templo. Com alguma precaução foi encetado o negócio. E passamos para aquele local com muita celebração. Mas o padre não ficou satisfeito entrou na justiça; do lado Batista trabalhou o Dr e pastor Farina filho que defendeu e ganhou; não satisfeito o padre outra vez, passou para o tribunal de segunda instância, este olhou e disse: está tudo legal nada há para questionar.
A igreja cresceu houve muitas conversões e muitos batismos, e expansão do evangelho nos arredores e cidades vizinhas. Souza Queiroz, (estação) Leme e até Araras. Até hoje existe aquele templo e daqueles latos só encontrei Miriam Stelnik e alguns descendentes da família Sinats. Muitos mudaram, outros morreram e uns estão na II Igreja na Vila Brasil, bairro muito progressivo. Há muitos cadetes da aviação que vem de outros lugares e freqüentam as igrejas Batistas, devido a Escola de Aeronáutica.

BELA VISTA DO PARAISO

Bela Vista do Paraíso é uma pequena cidade a 40 kms de Londrina. A avenida Independência divide a cidade a direita pertencia a Fazenda paraíso, da qual recebeu o nome e a esquerda a propriedade de Maria Galdiole. Terras boas para plantio de café e cereais. Hoje existe um templo batista bonito no centro da cidade. Em 1945 quando chegamos não achamos nenhuma igreja Batista e muito menos outros evangélicos, apenas uma pequena igreja Adventista. Todos os domingos pela manhã saiamos à procura de algum culto evangélico, mas nada encontrávamos, mas um dia atrasamos, quando passávamos em frente a uma pequena casa que sempre víamos fechada, ouvimos alguém cantando nossos hinos, eram jovens da igreja Presbiteriana Independente, informaram que a E.B.D. começaria às 12 horas. Cooperamos 1 ano com esta igreja. Mais tarde soubemos que antes de nós funcionou uma pequena EBD com 40 alunos, até tinham ganhado um terreno, mas todos foram embora e não avisaram as igrejas, não importando com o patrimônio, que foi vendido para outros. Este era o auge do café. Muitos compravam terras contratavam formadores de cafezais. Os formadores eram pessoas que entravam na mata, faziam a derrubada, plantavam o café e cuidavam da lavoura e café durante 4 anos e usufruíam a plantação de cereais e café, vencendo o contrato entregavam para o proprietário.
Muitos dos nossos irmãos também eram formadores, por isso migravam tanto. Com a vinda da grande família Lopes e alguns Moreiras foi organizada a Congregação Batista em Bela Vista do Paraíso pelo pastor Enoque Medrado da Primeira Igreja Batista de Londrina, em nossa casa na rua Santos Dumont 160, hoje José Manoel dos Reis e a casa já não existe. Por muitos anos ali se reuniu a Congregação pregando a palavra de Deus. Em 1953 meu pai construiu uma casa grande com intenção de ter maior espaço para as reuniões, no Jardim Primavera, ali cresceu e multiplicou, chegou a ter 92 alunos na EBD. Tivemos muitas conversões e batismos.
Sempre desejávamos um local para sede própria. E a alegria foi grande quando com a ajuda da Junta Patrimonial adquirimos um local, que era uma casa de moradia, com pequena reforma passamos a usar. Éramos membros a Primeira Igreja Batista de Londrina que dava boa assistência com os pastores seminaristas e evangelistas.
Quando a Congregação de Vila Casone foi organizada em Igreja, a Igreja mãe, deu algumas das suas congregações para nova igreja cuidar. Mas ela não tinha recursos e pouco pode fazer para incentivar o trabalho em Bela Vista.
Neste tempo algumas autoridades da cidade eram nossos irmãos; tenente do exercito João de Oliveira, Dr. Antonio Gomes da Silva, Juiz de Direito [ele não era membro], mas a esposa sim e funcionários da IBC. Aí começamos a fazer campanha para construção do templo. Na cidade estava se demolindo um cinema, e foi oferecido o material de desmanche, para Igreja era muito material mesmo, por um preço bem accessível, e a Igreja comprou. Pensava-se em usar este material reciclado para construir o templo. O nosso irmão engenheiro recusou, por não ser um material aceitável para esse tipo de construção. Foi usado para murar o terreno e construir uma casa no fundo do terreno. A Associação Batista do Norte do Paraná resolveu colocar um pastor para dar assistência às igrejas de Primeiro de Maio, Sertanópolis e Congregação de Bela Vista do Paraíso, foi nomeado o pastor Jose Martins que animou o trabalho sendo pontual no seu cargo. Mais tarde quando se formou pastor Antonio de Souza continuou este trabalho. Templo de madeira já velho feio e perigoso, poucos recursos para construir, sem um bom administrador para tal, que fazer?
Foi proposto para filiarmos novamente a Igreja mãe e isto fizemos. A Primeira Igreja Londrina encarregou o irmão Joaquim Scarpim para administrar. Pastor Jose Carneiro de Matos para supervisionar. Leanids para fazer o pagamento. Com algumas promoções alcançamos algum fundo e também doações em dinheiro, muitas pessoas da cidade doaram madeira para forro, tacos para o piso, cimento, areia e já tínhamos um pouco de tijolos. O templo foi surgindo devagar, mas sempre com a graça do nosso Pai Celeste ali está para Glória de Deus e salvação de homens perdidos. Hoje é uma igreja organizada e servida por um pastor.

Rasma Sybilla S. Gonçalves

2 comments on “História de um Leto de Rio Novo que mudou várias vezes. | Attis Slengmann

  1. Fabricia Maria Píccolo diz:

    Boa tarde Rasma!
    Somos parentes!
    O Carlos Zanerip é meu avô!
    Pai de minha mãe Ruth Renata Sanerip
    Willis Slengman é pai de minha avó Emilia Alice Slengman, mãe de minha mãe.
    Muito legal essa descoberta!
    Um grande beijo!

    Fabrícia Maria Píccolo

  2. Nelson Romeu Luzin diz:

    Minha prima Fabrícia.
    Aguardo informações sua e de seus familiares.
    Abraços.
    Nelson Luzin
    nelson-luzin@bol.com.br

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