Pelas montanhas e vales do sul do Brasil, 3

continuação da parte 2

3

Segunda-feira, dia da chegada do casal de noivos. Já era noite quando os aguardados chegaram.

Agora outra alegria e cumprimentos. O Artur elegeu sua companheira [Vergínia Fernandes] entre o povo brasileiro; filha de pais crentes e ela também crente no Senhor Jesus, rosto amável, eficiente e ágil nas lidas domésticas.

A cerimônia das núpcias estava prevista para a sexta-feira daquela mesma semana. Até o dia do casamento havia um considerável movimento na cozinha com cozidos e assados; toda a casa exalava de agradáveis aromas do que a cozinha estava a produzir.

Sexta-feira de madrugada o novo casal e seus acompanhantes partiram a caminho da cidade de Grão-Pará, para o cartório do Registro Civil, a fim de cumprir os requisitos legais. Nós, os idosos, ficamos para aguardá-los.

Houve troca de opiniões sobre a parte religiosa do enlace matrimonial. A parte legal será cumprida, mas como será a outra? Pastor, na ocasião, não havia. Finalmente ficou decidido que caberá a mim esta incumbência; o povo crente não costuma ficar satisfeito sem que suas promessas e objetivos estejam selados com a palavra do trino Deus. Seus desejos são que este compromisso esteja confirmado com as orações, bênçãos e hinos, porque estes tesouros o Senhor tem dado em abundancia.

A noite chegou com a casa repleta de convidados. Vieram também os brasileiros, parentes da noiva. Após alguns momentos, acabavam de chegar o par de noivos e seus acompanhantes.

Agora a casa estava em ordem. Com hinos começamos, e o que acima afirmamos estava completo. Divino e santo momento.

Deu-se inicio aos amáveis cumprimentos ao novel casal. Todos externaram seus votos de felicitações e incentivo ao novo caminho.

A diretoria da Igreja decidiu me convidar para dirigir os serviços religiosos aos domingos, durante o período da minha permanência junto ao meu irmão. Comprometi-me a fazê-lo e a também visitá-los em suas casas, com eles orar a Deus e ler a Sua palavra. Fazendo isto experimentei grandes bênçãos. Vejo e sei que tal trabalho tem grande significado – cuidar da Igreja e fortalecer na fé.

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Para ler do começo clique aqui
Pelas montanhas e vales do sul do Brasil
Por Jekabs Purens [Jacó Purim]

Publicado em série na revista “Jaunais Lidumnieks” (O Novo Desbravador), entre 1932 e 1933
Cedido por Brigitta Tamuza do “Brasiljas Latviesu Draugu Fonds”
Traduzido por Valfredo Eduardo Purim
Digitado por Lauriza Maria Corrêa
Revisão e notas por Viganth Arvido Purim

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