Para ler temos bastante tempo | Lilija Purens a Reynaldo Purim

Nova Odessa

Que a Paz de Deus e sua misericórdia estejam com todos os teus!

Reinhold!

Sinceros cumprimentos a você e aos teus. Agradeço a tua carta, que recebi semanas atrás, mas, querido primo, desculpe por ter demorado a responder. Agora estamos agarrados a tanto serviço que as cartas tem de ser escritas à noite.

Hoje é domingo e, como estava com um pouco de dor de cabeça pela manhã, não quis ir à igreja. Então vou aproveitar para escrever algumas linhas.

O coro da sua igreja têm muitas e boas vozes? Quem canta solo soprano? Quem canta contralto? Quem canta tenor e baixo?

Como estão os primos Olga, Luzija e Arthurs? Como vão o tio e a tia? Quais são as idades de todos? Como foi a viagem de Rio Novo de volta ao Rio? Os teus familiares estavam te esperando no Rio Novo?

Escreva e descreva tudo que for possível, pois quero saber de tudo e de todos.

Bem, por hoje chega de escrever. Você pode me escrever quantas páginas quiser, pois nós para ler temos bastante tempo, e não estamos vivendo sob pressão como você perguntou.

Sejas saudado por mim, Lilija, e lembranças da minha mamãe e do meu papai e da Alma, da Vilma, da Melania e do Teófilo, e também do meu avô.

Lilija Purens

[NOTA: Esta carta não tem data, mas estava arquivada com as de 1920. Em hipótese nenhuma a carta pode ser deste ano, pois os Purens só chegaram ao Brasil em 1922. Deverá ser transferida para 1924.]

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