Eu não teria esta chance | Artur Purim a Reynaldo Purim

Rio Novo, 9-6-20

Querido irmão!!

A tua carta tenho recebido e desta vez eu quero ser meio parecido com “marginal” e alguma coisa vou imprimir.

Eu estou passando bem. O tempo está magnífico e bastante quente. Frio de verdade este ano ainda não houve. Eu teria muito o que escrever, mas esta noite não vai sair muita coisa.

Recentemente consegui crescer mais um palmo de estatura, porque tive de ir a cavalo à cidade para recepcionar as importantes visitas [da convenção batista]; se você tivesse em casa naturalmente eu não teria esta chance.

Agora vou descrever quantos foram os visitantes que estiveram aqui nesse período de “guerra”. No primeiro dia, logo no começo da tarde, chegou o Fritz, que ficou na maior parte do tempo aqui em casa. Foi o Roberto [Klavin] quem o trouxe. Nesse dia também chegou o Edmundo e depois chegou o Leiman, e nesse dia foi só.

Na outra noite chegou aqui a Valija Steckert. Na quarta-feira o Fritz, o Deter e a esposa e o Watson foram até a casa dos Leiman a fim de conhecer e desfrutar de novas e belas paisagens. Na quinta-feira o Fritz esteve na casa dos Butler, e passaram o dia em nossa casa o Roberto, o Leiman e senhora e ainda a Marta Klavin, e ficaram até a noite. O Roberto e o Leiman dormiram a tarde inteira, pois o Roberto desde sábado tinha todas as noites ido dormir depois da meia-noite e corrido muito, e por isso o sono estava incomodando por demais. Nessa noite estiveram lá em casa o Pedro Looks e a Marta Klavin.

Na sexta-feira antes do culto passou aqui em casa uns 10 minutos o Watsons, e logo foi para a igreja; terminados os trabalhos, depois do almoço, eles e muitos outros foram embora para Orleans. O Fritz também foi junto e chegou de volta depois da meia-noite trazendo o [cavalo] Prinzi dos Leiman, no qual o hóspede dele tinha ido até a cidade. No sábado pela manhã ele foi montado no Prinz até a casa dos Leiman para devolver o animal, e lá ficou até domingo pela manhã.

No domingo depois do culto o Fritz e o Loks foram junto com os Klavin até a casa deles, onde passaram a tarde e logo à noite voltaram à igreja para o programa de apresentações. Nas oitavas de Pentecostes [terceiro dia de Pentecostes] eles programavam ir até Mãe Luzia, mas quando chegaram em Orleans souberam que na quinta-feira sairia um navio de Laguna, assim poderiam viajar logo; além disso o tempo se apresentava nublado com possibilidade de chuva, então voltaram para casa no Rio Novo. Então na quarta-feira tive que levar os hóspedes para Orleans, e eles tomaram o trem do meio-dia, sem que tivessem oportunidade de conhecer Mãe Luzia. [embora] todas as [demais] partes já tivessem vasculhado.

Na semana passada recebi uma carta do Fritz, escrita no sábado, que conta que o navio não tinha chegado antes como era esperado, e eles tiveram que ficar esperando e pagando hotel em Laguna. Poderiam muito bem ter ido conhecer Mãe Luzia e teria sobrado tempo.

Bem por hoje chega. Você pode me enviar mais “cantores” [hinários], pois aqueles já foram vendidos e tenho outros encomendados.

Escreva bastante. Você tem bastante laranjas para chupar? Você poderia mandar sementes de “mamonas” [talvez “mamões”] pois lá no alto do morro não devem ser prejudicados pelas geadas.

Ainda lembranças do Papa, Mama, Luzija e do

Arthur

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