Como nos escreve o Peters Kalnins | Arnolds Klavin a Reynaldo Purim

13/07/19

Querido amigo!

A esta altura pode ser que já saibas que a Igreja de Orleans se uniu novamente com a do Rio Novo. Eu tive a oportunidade de estar em casa durante a reunificação, pois tu sabes que eu moro nas Serras. O Deters trabalhou bem, é um líder muito enérgico. Ele prometeu até o fim do ano voltar trazendo mais um novo obreiro que deverá trabalhar em Laguna, Tubarão, Mãe Luzia e aqui. Quem será ainda não sabemos.

Durante a Festa de Pentecostes [em leto “Festa de Verão”] estive em Mãe Luzia. O Rudolfo Strauss, missionário dos pentecostais, estava fazendo um trabalho lá. Todas as noites tinha cultos. Alguns ensinos deles são bastante razoáveis, como por exemplo: devemos ser mais dedicados as coisas de Deus e dar mais tempo a oração, enfim sermos mais espirituais, etc. Mas aí ele começava a excomungar os batistas e suas práticas — coisas como dar valor a pastores que estudaram e que têm grande conhecimento da Palavra de Deus, que têm a tendência de confiar muito em pessoas, que pensam em construção de templos, desenvolvimento de missões etc. Isso tudo na opinião dele é totalmente inútil. É com pesar que devo afirmar que o sermão ficava mais nesta segunda parte, que era denegrir o comportamento mais cultural dos batistas.

Estes trabalhos eram feitos na casa do Andermann, mas não sei se ele concordava com toda teoria deles. O que muito me impressionou foi a aparente sinceridade nas orações, uma vez que eles oravam com a face rente ao chão. No domingo houve três cultos e os seus adeptos oravam prostrados sem parar confessando os seus pecados, que antes tinham cometido, e logo em seguida no outro culto a repetiam a mesma coisa. Devemos reconhecer que eles são muito devotados a sua prática religiosa.

Temos ouvido que em Rio Branco [Massaranduba, SC] esse movimento tem uma grande força. O P. Graudins e outros falam línguas desconhecidas e outros profetizam, mas como nos escreve o Peters Kalnins, nada disso que é profetizado se cumpre.

O Roberts Klavin e o Butlers viajaram para assistir à Conferência em Paranaguá. Hoje eu fui dirigir a Escola Dominical em Rio Larangeiras e os alunos te mandam muitas lembranças.

O tempo continua quente como fosse primavera, e até mesmo o sabiá começou a cantar. Nós estamos fazendo farinha de mandioca. Quando o Roberto voltar irei de volta para as Serras. Depois que eu desci chegou a dar neve lá na Serra.

Com uma sincera saudação,

Arnolds [Klavin]

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