A maior geada | Theodors Klavin a Reynaldo Purim

Barro Vermelho [Bairro de Orleans?], 26 de agosto de 1917

Querido amigo Reinhold,

A tua carta recebi em 17 de agosto. Desta vez não tenho muito o que escrever. Afinal de contas, o que um simples jovem do interior saberia escrever?

Bem, vou começar sobre aqueles dois, pois tenho mais informações. Ela teria dito: “Esse pobre rapaz não entendeu nada do que combinamos”. Ele teria concordado que realmente era burro e não tinha realmente entendido.

Você pergunta sobre aquelas divergências. Continua quase a mesma coisa que no teu tempo aqui. Os motivos são pequenos como pulgas, mas tem gente que faz parecerem maiores que cavalos.

No dia 22 de julho houve uma discussão entre o Match e o Stekert perto do toco de pindavuna [Nota: Duguetia lanceolata, madeira de lei também chamada de pindaíba, pindabuna, pindauva e outros] que durou quase uma hora e meia, e eu estava presente. No domingo seguinte o A. Leimann apaziguou os dois, mas eles disseram que tinham algo mais para dizer; porém até agora nada de novo.

Agora o tempo está muito seco e muito frio. No dia 22 de agosto pela manhã tivemos oportunidade de ver neve, que caiu por mais de meia hora. É pena que derreteu logo. Mas no dia seguinte deu a maior geada da minha vida. O termômetro marcou 5 graus abaixo de zero.

Como vão os estudos? Onde pensa passar as férias? Virás para casa ou não?

Com sinceras saudações,

Teu amigo Theodors [Klavin]

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