Papagaios | Artur (Otto) Purim a Reynaldo Purim

Rio Novo, 16-04-17

Querido Reini,

Agora vou eu escrever uma carta para você. Sei bem que não sei escrever direito, mas você vai conseguir ler.

Eu estou indo muito bem. Aqui apareceram muitos papagaios. Outro dia quando o Arnoldo Klavin ia para Orleans admirou-se com a quantidade e a bulha que faziam. Noutra viagem, quando ia para o Rio Larangeiras, ele trouxe a espingarda e deixou aqui em casa. Na volta, como era tarde, ele não foi para a casa dele e dormiu na nossa e ainda na sua cama e vestiu o seu paletó cinza.

No outro dia ambos fomos para o mato caçar porcos do mato, mas os cachorros não acharam. Ao todo matamos 10 papagaios. Cinco deles ele levou para o pequeno Karlos [Carlos Klavin]. Foi um grande tiroteio, e é uma pena que os papagaios foram embora.

Ontem na volta da Escola Dominical achei um canivete de bolso com duas lâminas, e se ninguém procurar vai ser meu.

Agora chega de imprimir.

Muitas lembranças,

Arthurs [Purim, na época com 11 anos de idade]

PS. (Escrito por outra pessoa) Agora o Artur está um palmo mais alto. Antes, quando chegava um grupo de meninos, ele ficava sumido no grupo e só se ouvia a sua voz. Agora ele é o primeiro, o mais alto.

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