Sentados: Jahnis (João) e Lisete Purim.
Em pé os filhos: Olga, Artur/Otto, Reynaldo e Lúcia.
Meus bisavós Jahnis (João) Purens e Lisete Rose (os dois sentados na foto) vieram da Letônia para o Brasil em 1892 e fixaram-se com outras famílias letas1 no município de Orleans, em Santa Catarina. Ali, ao longo do Rio Novo e aos pés da serra de São Joaquim, os imigrantes letos fundaram sua colônia e organizaram aquela que seria uma das primeiras igrejas batistas em solo brasileiro.
Ali, na Colônia Leta do Rio Novo, meu pai nasceu em 1933 (de meu vô Artur, o segundo em pé na foto, e minha vó Vergínia, que morreu em dezembro do ano passado); ali meu pai viveu até 1953.
Ninguém que viu os verdadeiros primórdios do Rio Novo está vivo para contar a história, mas para quem está disposto a ouvir resta o mais inusitado e rico dos testemunhos.
A história começa (como costuma acontecer) com um filho que sai de casa. Em 1917 meu tio-avô Reynaldo Purim (o terceiro em pé na foto), tio do meu pai, deixou o Rio Novo para estudar no Seminário Batista do Rio de Janeiro. Mais tarde ele se tornaria pastor, doutor e se provaria o grande intelectual (solteirão) da família, mas esta é outra história. De especial interesse para a reconstituição da história da Colônia está em que, durante décadas, meu tio Reynaldo (o métodico, o obsessivo — graças a Deus) arquivou as cartas que lhe mandavam, do Rio Novo para o Rio de Janeiro, os familiares e amigos que deixara para trás na Colônia.
Há anos meu pai, V. A. Purim, (nem tão métodico, mas igualmente obsessivo) vem trabalhando para resgatar do esquecimento esse material, convicto do indizível valor do que tem para contar. Não é um trabalho fácil, porque se tratam de cartas em sua maior parte manuscritas, em sua maior parte em língua leta, escritas por diversos personagens com estilos próprios, em suas próprias caligrafias, ao longo de um período de décadas. Meu pai as traduz uma a uma, em ordem cronológica, e a partir de sua própria experiência na Colônia insere indispensáveis notas de rodapé.
As cartas contam, ao filho perdido do Rio Novo vivendo no Rio de Janeiro, sobre as novidades da Colônia: as festas da igreja, as rivalidades entre diferentes facções, as dificuldades com a colheita, os avanços e frustrações do trabalho missionário, o estado de noivados, namoros e casamentos, as controvérsias entre famílias e interpretações bíblicas, a convivência com serranos, orleanenses e italianos, registros de conversões, partidas, chegadas, batismos, divisões, embriaguezas, lutas, incêndios, enchentes, nascimentos e mortes.
Estamos falando de um monumento à amizade e ao amor fraternal; falamos de gente que, depois de trabalhar o dia inteiro dobrado sob as exigências da lavoura, encontrava tempo para, na luz nada generosa do lampião, escrever cartas longas e frequentes ao mesmo Reynaldo — seu amigo ou familiar distante.
Para começar a apresentar este trabalho ao público, meu pai e eu abrimos juntos esta página. A fim de elucidar uma parte da história da Colônia Leta do Rio Novo, este blog apresenta basicamente dois tipos de conteúdo: fotos e cartas. Para ver apenas as fotos, clique aqui; para ver apenas as cartas, clique aqui.
Para conhecer as maneiras mais fáceis de acompanhar as atualizações deste blog, clique aqui.
Paulo Brabo, 2009
www.baciadasalmas.com
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1. A forma aceita em português para “nascido na Letônia ou referente à Letônia” é letão (feminino letã). Os próprios descendentes de letões no Brasil preferem, no entanto, as soluções leto/leta, letonês/letonesa ou ainda letoniano/letoniana. Assim, língua leta, culinária letonesa.


Adorei o seu website! Sempre passava as ferias em Orleans com minha avo’ quando eram pequena. Minha mae nasceu la’. Conheci bem a Igreja Batista de Orleans. Que saudade!!!
Samara>
Obrigado pelas palavras de apreciação.
Gostaria de saber quem era esta sua avó simpática.
Neste ano a Igreja Batista de Orleans fez 70 anos com Festividades e Graças a Deus pela sua existência.
Um Abraço
V.A.Purim
Paulo + Viganth Arvido. Estou encantado com o Blog dos letos da colonia de Rio Novo onde nsci e viví até aos 25 anos, + ou -. Parabéns pela iniciativa. Estou mais ou menos na metade da tradução das atas (protokolus)da Igreja Batista Leta de Rio Novo e Rio Carlota,durante o período de 1892 até 1904, espero terminar ainda este ano, tradução bastante difícil dada a grafia e o letão, costumes e outras características daqueles tempos difíceis. Acredito que contribuirá para a história dos batistas brasileiros onde os batistas letos tem pouca ou quase nehuma referencia. Parabéns pelo belo e eficiente trabalho!
Caro Valfredo Purin,
Sendo tb um descendente de letos, tenho preservado comigo muitas fotos e documentos dos antigos letos de Rio Novo. Entre essas fotos tenho uma da Igreja Batista de Rio Novo.
Gostaria de tomar conhecimento e ter acesso às tais atas aquando do seu término e aproveito a oportunidade para deixar meus parabéns pela iniciativa.
com meus cumprimentos,
Ney Steckert
Fiquei muito contente em ler as notícias. Ouvi bastante no 61º. Congresso Batista Leto em Curitiba,dias 09,10 e 11 de julho 2010
Sou neto de Jacó Klawa, fundador da Igreja em Mãe Luzia, gostaria de ter mais informações dos ansestrais.
Creio que eles chegarm em 1890.
Filhos de meu avô , foram três pastores , João , Eduardo e Alfredo, somos vários netos pastores , missionários e esposa de pastores.
Olá Pastor Jacob Miguel Klawa.
Obrigado pelas palavras amáveis.
Sobre a história da Família Klawa tenho muito pouco poque eles eram de Mãe Luzia.
Prometo que ao esbarar em assunto que interessa avisarei em seguida.
O próximo Congresso dos Batistas Letos será em Nova Odessa.
Com a graça de Deus vamos nos encontrar lá.
Abraço.
V.A.Purim
Olá tudo bem….sou scendente de italianos e nasci em Lajeado/RS breve estarei indo morar em S. Joaquim…..sou amante de culturas e quero parabenizar por esta pg e por seu antepassados …..muito bom…..gostaria de manter contato!
Obrigado
Olá Sérgio Alberto Chiesa!
Obrigado pelas palavras de incentivo para com o nosso trabalho.
Gostaria que o amigo também buscasse saber mais dos verdadeiros heróis, seus avós que enfrentaram um pais desconhecido, uma mata virgem e tudo difícil para agora nós termos uma chance de uma vida mais tranqüila.
Mas a luta continua!!!
Abraço
V.A.Purim
A Batista Central era a III Igreja Batista de Nova Odessa.
Meu avô Antonio Mauerberg, casado com Karoline Leege Mauerberg, vieram de Odessa, mais ou menos em 1.900 para
Santa Catarina, para trabalhar na agricultura, e, depois para Nova Odessa, para trabalhar na colonização dessa região e em 1922, estabeleceu a Oficina de Carpintaria e Marcenaria Mauerberg e seu irmão, Ernesto uma oficina de de arados e implementos.
P.S.desculpe se fui prolixo.
Abraço…….Edson
Alô Edson Mauerberg.
Precisaria de mais informações prá começar a busca.
Mande um e mail com todas informações possíveis como de onde ele veio,onde ele morou etc.
Vamos ter que procurar.
Aquele abraço.
V.A.Purim
vapurim@aonda.com.br
Pois é continuo querendo saber mais notícias dos Klawas ( Klavas) de Mãe Luzia, região de Orleans SC.
SE alguém tiver algo ficarei grato.
Um abraço.
Olá, Paulo!
Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo blog!
Sou acadêmica do Curso de Museologia do UNIBAVE, em Orleans, e estou fazendo uma pesquisa sobre a diversidade religiosa na Colônia Grão Pará, a partir de 1882. Encontrei em seu blog relatos sobre a fundação da Igreja Batista na região, e gostaria de saber se você teria mais informações sobre essa fundação (referências bibliográficas, fotográficas etc).
Obrigada!
Olá Sheyla.
Aqui é o pai do Paulo. Sou a pessoa que faz as traduções e outras tarefas difíceis.
Fico feliz com uma jovem inteligente e estudiosa que também busca resgatar a história de nossos ancestrais. No entanto não poderia prometer adiantar nenhum trabalho sobre algum item especifico que ainda não esteja no Blog. Agora se depender de alguma dúvida ou esclarecimento adicional sobre as partes já publicadas volte por favor.
Abraços
V.A.Purim
Olá,
Parabéns pelo blog. É sem dúvida uma valiosa ferramenta de pesquisa.
Estou realizando um trabalho para o curso de História, pela UFSC, justamente sobre a viagem de emigração leta para Santa Catarina, e gostaria de saber se tenho sua autorização para utilizar alguns textos e fotos em minha pesquisa, com os devidos créditos.
Muito obrigado.
Leonardo de Souza
Obrigado pelas palavras amáveis em relação ao nosso trabalho. E realmente dá muito trabalho para traduzir longas cartas e outros artigos. Pode usar o material para as suas necessidades escolares, contando apenas que não serem para fins comerciais.
Aquele abraço.
V.A.Purim
Olá V.A. Purim, pesquisando fotos sobre Orleans achei esse blog maravilhoso, quero encorajá-lo a continuar esse trabalho, trazendo a memória da colônia e também restaurando a mémoria da Igreja Batista no Brasil. Sou paulista e estive em Orleans várias vezes, meu amigo Alfredo Karklis tem um sitio no Rio Novo ao lado da antiga igreja Batista. Lugar lindo! Quando voltar a Orleans gostaria de conhecer vc e sua família. Forte abraço e parabéns pelo blog. Pra Rosana
Olá Pra. Rosana.
Muito obrigado pelas palavras amáveis em relação do nosso trabalho.
Quanto ao encontro em Orleans poderá ser muito improvável uma vez que nossa família transferiu-se para a região de Curitiba no Paraná.
O meu endereço é vapurim@onda.com.br
Aquele abraço e que deus a abençoe e guarde.
eu gostaria de saber se alguem sabe da historia de alfredo fernandes Italiano meu pai se chamava Joao Fernandes Borges sei o nome da mae dele era Maria Borges gostaria de saber a historia deles pois nunca ninguem da minha familia conheceu a familia do meu pai nem mesmo a minha mae ouviu falar deles , sei que meu pai nasceu em Orleans em 03/02/1939 se alguem souber de algo por favor aguardo retorno
Olá Karla. Passei a sua mensagem para uma pessoa amiga que mora em Orleans e tem grande relacionamento para ver se ela consegue algo.
Aqui no Blog estamos sempre as ordens.
…Complementando a mensagem anterior:
Senhor Purim,
Aqui em Orleans conheço poucos da família Borges. Conheci o senhor Ladislau Borges que era conhecido como Lauro Flausino que foi casado com a Da. Fridinha, acredito que você conheceu. Dos filhos da Da. Fridinha mora aqui em Orleans o Jessé Borges os demais moram em outras cidades. Vou pesquisar se descobrir alguma outra informação comunico.
Boa Noite
Teka
bom dia minha mãe é filha de elza zaneripi e werner grikis que vcs tem uma foto do casamento deles, sou nesta deles, gastamos muito de ver a foto do casamento deles pois não tínhamos nenhuma foto do casamento, nos temos uma foto com eles e todos os seus filhos se interessar para vcs posso estar enviando! obrigada Crislaine Esteve